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	<title>Comments on: Gardenal dos tempos&#8230;</title>
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	<description>E agora para algo completamente diferente...</description>
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		<title>By: elisangela</title>
		<link>http://www.sarcasmosmultiplos.com.br/2004/12/21/gardenal-dos-tempos/comment-page-1/#comment-372</link>
		<dc:creator>elisangela</dc:creator>
		<pubDate>Mon, 25 Apr 2005 11:05:49 +0000</pubDate>
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		<description>eu quero,ou melhor vou ganhar do meu pai um desse,novo sansunga vivo ao vivo e queria saber como ele e eo que pode fazer.......... SO gud bai,ai ai ai ai!!!!!!!!!!!!.</description>
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		<title>By: Renata</title>
		<link>http://www.sarcasmosmultiplos.com.br/2004/12/21/gardenal-dos-tempos/comment-page-1/#comment-371</link>
		<dc:creator>Renata</dc:creator>
		<pubDate>Fri, 14 Jan 2005 12:11:51 +0000</pubDate>
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		<description>Acho tendencioso ficarmos cada vez mais expostos aos fabricantes de tecnologia ultramodernas, seja ela qual for celulares, televisosres..etc....acreditoque num final não muito distante vamos ser cada vez mais controlados e sustentados por esse sistema.</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Acho tendencioso ficarmos cada vez mais expostos aos fabricantes de tecnologia ultramodernas, seja ela qual for celulares, televisosres..etc&#8230;.acreditoque num final não muito distante vamos ser cada vez mais controlados e sustentados por esse sistema.</p>
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		<title>By: Bruno Accioly</title>
		<link>http://www.sarcasmosmultiplos.com.br/2004/12/21/gardenal-dos-tempos/comment-page-1/#comment-370</link>
		<dc:creator>Bruno Accioly</dc:creator>
		<pubDate>Thu, 06 Jan 2005 13:53:54 +0000</pubDate>
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		<description>Na verdade já existe um projeto para a nova geração de Tamagochis.

Trata-se de namoradas virtuais, geradas por computação gráfica e expostas pelo celular através de softwares desenvolvidos em Java.

É uma CONVERGÊNCIA entre The Sims e Tamagoshis, e o &quot;usuário&quot; tem de pagar uma taxa para a empresa que provê o serviço, tendo ainda que gerenciar o relacionamento.

Pois é...</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Na verdade já existe um projeto para a nova geração de Tamagochis.</p>
<p>Trata-se de namoradas virtuais, geradas por computação gráfica e expostas pelo celular através de softwares desenvolvidos em Java.</p>
<p>É uma CONVERGÊNCIA entre The Sims e Tamagoshis, e o &#8220;usuário&#8221; tem de pagar uma taxa para a empresa que provê o serviço, tendo ainda que gerenciar o relacionamento.</p>
<p>Pois é&#8230;</p>
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		<title>By: Eduardo</title>
		<link>http://www.sarcasmosmultiplos.com.br/2004/12/21/gardenal-dos-tempos/comment-page-1/#comment-369</link>
		<dc:creator>Eduardo</dc:creator>
		<pubDate>Thu, 06 Jan 2005 02:50:55 +0000</pubDate>
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		<description>Daqui a pouco vagabundo cisma de meter um tamagotchi dentro de um celular e aí eu quero ver. A desgraça, ao meu porco ponto de vista, é a total conivência do cidadão comum ante essas ignorantes tentativas de se impor goela abaixo cada novo gizmo tido como revolucionário. Outrossim, impressionante como os celulares expõe o mau gosto alheio de forma cruel e escancarada. Ser elegante hoje em dia tá ficando brabo. Seria bom se tudo convergisse de verdade, mas aí pro celuleba da Sansunga falar com o Ruindowz e este com o Palm Zero e ainda com o relógio cuco da mamãe e o mesmo com o meu porta-Prozac automático e e ainda fazer baixar receitas da internet no terminal do refrigerador… bem, se isso tudo ainda funcionasse, mas no fim não passa de uma grande fábrica de bugs e impostos.</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Daqui a pouco vagabundo cisma de meter um tamagotchi dentro de um celular e aí eu quero ver. A desgraça, ao meu porco ponto de vista, é a total conivência do cidadão comum ante essas ignorantes tentativas de se impor goela abaixo cada novo gizmo tido como revolucionário. Outrossim, impressionante como os celulares expõe o mau gosto alheio de forma cruel e escancarada. Ser elegante hoje em dia tá ficando brabo. Seria bom se tudo convergisse de verdade, mas aí pro celuleba da Sansunga falar com o Ruindowz e este com o Palm Zero e ainda com o relógio cuco da mamãe e o mesmo com o meu porta-Prozac automático e e ainda fazer baixar receitas da internet no terminal do refrigerador… bem, se isso tudo ainda funcionasse, mas no fim não passa de uma grande fábrica de bugs e impostos.</p>
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		<title>By: José Vasconcellos Dias Jr.</title>
		<link>http://www.sarcasmosmultiplos.com.br/2004/12/21/gardenal-dos-tempos/comment-page-1/#comment-368</link>
		<dc:creator>José Vasconcellos Dias Jr.</dc:creator>
		<pubDate>Wed, 05 Jan 2005 15:15:03 +0000</pubDate>
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		<description>&quot;...O próprio conceito de celular, em um futuro não muito distante, pode vir a ser risível...&quot;

Don`t worry, my friend it already is!...

Na verdade o verdadeiro conceiro de celular foi tão vilipendiado pela necessidade fasista-empresarial de controle de pessoal que, alguém que não o use para trabalho, só tem duas opções, ou não tem idade para trabalhar, ou está desempregado e, no segunda caso, usa a pecinha eletrônica para arrumar um, enquanto pode pagar o cartão!...

&quot;Comunicação, onde você estiver!&quot; - Mas quem disse que isso é o melhor ou, ao menos, é bom??...</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>&#8220;&#8230;O próprio conceito de celular, em um futuro não muito distante, pode vir a ser risível&#8230;&#8221;</p>
<p>Don`t worry, my friend it already is!&#8230;</p>
<p>Na verdade o verdadeiro conceiro de celular foi tão vilipendiado pela necessidade fasista-empresarial de controle de pessoal que, alguém que não o use para trabalho, só tem duas opções, ou não tem idade para trabalhar, ou está desempregado e, no segunda caso, usa a pecinha eletrônica para arrumar um, enquanto pode pagar o cartão!&#8230;</p>
<p>&#8220;Comunicação, onde você estiver!&#8221; &#8211; Mas quem disse que isso é o melhor ou, ao menos, é bom??&#8230;</p>
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		<title>By: Bruno Accioly</title>
		<link>http://www.sarcasmosmultiplos.com.br/2004/12/21/gardenal-dos-tempos/comment-page-1/#comment-367</link>
		<dc:creator>Bruno Accioly</dc:creator>
		<pubDate>Tue, 04 Jan 2005 14:32:50 +0000</pubDate>
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		<description>Pessoalmente, Amir, não sei quanto de dano já me foi impingido pelo construto social entorno.

Com isso quero dizer que realmente me questiono acerca do que você descreveu como &quot;saber o que quer já há alguns anos&quot;.

Não sou melhor nem pior que ninguém - ou ao menos essa é a teoria - e, provavel ou possivelmente, meus interesses, minha noção do que é melhor pra mim e mesmo as escolhas morais que faço, são tendenciosas em cima de premissas que sequer foram construídas ou identificadas por mim.

Compramos a nossa realidade na prateleira, de diversas formas somos forçados a comprá-la. Mas a responsabilidade pela compra é nossa - ainda que a culpa pelas coisas serem como são não seja.

A mera discussão entre duas ou quinze pessoas pode ser profundamente irrelevante se estamos trabalhando com um construto que nos mantém suficientemente afastados da natureza de um construto maior que de fato representaria a natureza do mundo a nossa volta e das coisas.

A enérgica e interessada troca de frases em uma discussão competente será sempre menor que um livro escrito ou que uma noção elaborada dentro de nossas cabeças.

A habilidade e o erro no meio da discussão, a má articulação de algo que tenhamos pensado, mas que não ficou bem ao traduzir no verbo, pode ser responsável - e quase sempre é - pelo não entendimento, mau entendimento ou total incompreensão do que foi dito.

Pessoas são dadas como perdedoras em discussões a todo minuto e, felizmente, não é assim que a coisa se dá conosco... entretanto, se nos ativermos apenas a discussão como mecanismo de mudança de opiniões vamos estar em maus lençóis.

Afirmo-o pois valorizo muito pouco a noção de opinião, a noção de conclusão e a noção de mudança.

Valorizo a multiplicidade de conclusões, dentro de mim mesmo, a despeito daquelas para as quais tenho mais inclinações e, de fato, acredito mesmo ser possível que o mundo esteja todo cor-de-rosa e que a simples menção de um problema possa ser somente uma forma viável de esquerda de ser o profeta do apocalipse.

É profundamente difícil gerar o questionamento em um meio onde as pessoas têm a certeza de tantas coisas - como qual é a natureza humana, se Deus existe ou não, se a religião é um troço legal, se a tecnologia é ruim e coisas do gênero.

A discussão pode se elevar muito quando se questiona não o &quot;gostar&quot; ou o &quot;desgostar&quot;, mas se a relação entre um objeto de estudo e o Homem pode ocasionar problemas e se estamos dispostos a arcar com tais consequências.

A aquisição e o armazenamento de informações é profundamente inócuo se a intenção é a mera mudança de opiniões, até porque de tudo que eu disse para você e você disse para mim, a parcela que foi de fato percebida, foi interpretada e depois digerida antes de ser armazenada e degradada pelo tempo.

A opinião reinante, as conclusões tiradas e a diferença que isto fez em suas posições duram até a próxima mudança.

Podería-se perguntar agora: &quot;Mas péra aí! Você está dizendo que discutir é inviável? Que tirar conclusão não serve pra nada? Que mudar é bobagem?&quot;

Não... isso é só uma das interpretações possíveis daquilo sobre o que estou de fato discorrendo.

Parece-me que, dadas as deficiências de discernimento Humano contextualizado neste momento histórico-cultural, uma nova forma de discernimento poderia auxiliar para que as consequências destas deficiências provocassem menos discórdia, intolerância e precipitação.

Uma grade de conclusões baseadas em premissas diversas e divergentes pode ser atingida por uma única pessoa, sem no entanto tirar-lhe o potencial para resolver problemas e tomar decisões utilitárias.

Há tanto para se conversar a este respeito e já o fizemos tanto... mas para um real comprometimento com uma diversidade cognitiva, com uma multiplicidade de cortes da realidade, há que se abrir mão de certos confortos, como o de estar certo, como o de apenas ser feliz, ou com o conforto de meramente gostar e desgostar. Há que se ter vontade de aprender mais esta forma de pensar.

Poderíamos simplesmente adotar uma forma levemente hedonista de lidar com livros, filmes, cultura, raças... e gostar ou desgostar das coisas, sem identificar aspectos pelos quais coisas das quais desgostamos possam ser boas e coisas das quais gostamos possam ser ruins.

Discordar ou concordar não é muito diferente de gostar ou desgostar, Amir, de gostar ou desgostar. Tratam-se apenas de mais conclusões baseadas em premissas e evidências.

E como todo matemático sabe - ou deveria saber - premissas verdadeiras também levam a conclusões falsas.

...ou por outra: &quot;A mentira tolerável é aquela na qual você acredita&quot;.</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Pessoalmente, Amir, não sei quanto de dano já me foi impingido pelo construto social entorno.</p>
<p>Com isso quero dizer que realmente me questiono acerca do que você descreveu como &#8220;saber o que quer já há alguns anos&#8221;.</p>
<p>Não sou melhor nem pior que ninguém &#8211; ou ao menos essa é a teoria &#8211; e, provavel ou possivelmente, meus interesses, minha noção do que é melhor pra mim e mesmo as escolhas morais que faço, são tendenciosas em cima de premissas que sequer foram construídas ou identificadas por mim.</p>
<p>Compramos a nossa realidade na prateleira, de diversas formas somos forçados a comprá-la. Mas a responsabilidade pela compra é nossa &#8211; ainda que a culpa pelas coisas serem como são não seja.</p>
<p>A mera discussão entre duas ou quinze pessoas pode ser profundamente irrelevante se estamos trabalhando com um construto que nos mantém suficientemente afastados da natureza de um construto maior que de fato representaria a natureza do mundo a nossa volta e das coisas.</p>
<p>A enérgica e interessada troca de frases em uma discussão competente será sempre menor que um livro escrito ou que uma noção elaborada dentro de nossas cabeças.</p>
<p>A habilidade e o erro no meio da discussão, a má articulação de algo que tenhamos pensado, mas que não ficou bem ao traduzir no verbo, pode ser responsável &#8211; e quase sempre é &#8211; pelo não entendimento, mau entendimento ou total incompreensão do que foi dito.</p>
<p>Pessoas são dadas como perdedoras em discussões a todo minuto e, felizmente, não é assim que a coisa se dá conosco&#8230; entretanto, se nos ativermos apenas a discussão como mecanismo de mudança de opiniões vamos estar em maus lençóis.</p>
<p>Afirmo-o pois valorizo muito pouco a noção de opinião, a noção de conclusão e a noção de mudança.</p>
<p>Valorizo a multiplicidade de conclusões, dentro de mim mesmo, a despeito daquelas para as quais tenho mais inclinações e, de fato, acredito mesmo ser possível que o mundo esteja todo cor-de-rosa e que a simples menção de um problema possa ser somente uma forma viável de esquerda de ser o profeta do apocalipse.</p>
<p>É profundamente difícil gerar o questionamento em um meio onde as pessoas têm a certeza de tantas coisas &#8211; como qual é a natureza humana, se Deus existe ou não, se a religião é um troço legal, se a tecnologia é ruim e coisas do gênero.</p>
<p>A discussão pode se elevar muito quando se questiona não o &#8220;gostar&#8221; ou o &#8220;desgostar&#8221;, mas se a relação entre um objeto de estudo e o Homem pode ocasionar problemas e se estamos dispostos a arcar com tais consequências.</p>
<p>A aquisição e o armazenamento de informações é profundamente inócuo se a intenção é a mera mudança de opiniões, até porque de tudo que eu disse para você e você disse para mim, a parcela que foi de fato percebida, foi interpretada e depois digerida antes de ser armazenada e degradada pelo tempo.</p>
<p>A opinião reinante, as conclusões tiradas e a diferença que isto fez em suas posições duram até a próxima mudança.</p>
<p>Podería-se perguntar agora: &#8220;Mas péra aí! Você está dizendo que discutir é inviável? Que tirar conclusão não serve pra nada? Que mudar é bobagem?&#8221;</p>
<p>Não&#8230; isso é só uma das interpretações possíveis daquilo sobre o que estou de fato discorrendo.</p>
<p>Parece-me que, dadas as deficiências de discernimento Humano contextualizado neste momento histórico-cultural, uma nova forma de discernimento poderia auxiliar para que as consequências destas deficiências provocassem menos discórdia, intolerância e precipitação.</p>
<p>Uma grade de conclusões baseadas em premissas diversas e divergentes pode ser atingida por uma única pessoa, sem no entanto tirar-lhe o potencial para resolver problemas e tomar decisões utilitárias.</p>
<p>Há tanto para se conversar a este respeito e já o fizemos tanto&#8230; mas para um real comprometimento com uma diversidade cognitiva, com uma multiplicidade de cortes da realidade, há que se abrir mão de certos confortos, como o de estar certo, como o de apenas ser feliz, ou com o conforto de meramente gostar e desgostar. Há que se ter vontade de aprender mais esta forma de pensar.</p>
<p>Poderíamos simplesmente adotar uma forma levemente hedonista de lidar com livros, filmes, cultura, raças&#8230; e gostar ou desgostar das coisas, sem identificar aspectos pelos quais coisas das quais desgostamos possam ser boas e coisas das quais gostamos possam ser ruins.</p>
<p>Discordar ou concordar não é muito diferente de gostar ou desgostar, Amir, de gostar ou desgostar. Tratam-se apenas de mais conclusões baseadas em premissas e evidências.</p>
<p>E como todo matemático sabe &#8211; ou deveria saber &#8211; premissas verdadeiras também levam a conclusões falsas.</p>
<p>&#8230;ou por outra: &#8220;A mentira tolerável é aquela na qual você acredita&#8221;.</p>
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		<title>By: Bruno Accioly</title>
		<link>http://www.sarcasmosmultiplos.com.br/2004/12/21/gardenal-dos-tempos/comment-page-1/#comment-366</link>
		<dc:creator>Bruno Accioly</dc:creator>
		<pubDate>Tue, 04 Jan 2005 13:53:53 +0000</pubDate>
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		<description>Da mesma forma, não sei qual a real relação de causa e efeito entre a convergência e o tudo-pelo-lucro.

Digo isso pois a noção de Convergência é tão conveniente para a noção do tudo-pelo-lucro, que é profundamente suspeita.

Eu adoraria que a noção de Convergência fosse apenas a constatação de um fato tecnológico, mas parece-me mais uma justificativa mercadológica!

Afirmar que isso ou aquilo é natural é fácil, mas ver comerciais na TV pode ser muito educativo quanto ao que é natural e o que é anti-ético - e sobretudo quanto ao que é tolerável mas tem como consequência um construto social distópico.

Um comercial de TV que diz que o telefone tal é &quot;fácil de usar&quot;, por exemplo, acostuma o espectador a tolerar o absurdo de que haja telefones difíceis de usar, ao mesmo tempo que adestra-o a achar uma vantagem comprar um equipamento que, para início de conversa, devia ser fácil de usar como todo o resto dos equipamentos da mesma família.

A propaganda e a tecnologia andam de mãos dadas e a responsabilidade pela propaganda é da mesma instituição que projetou a tecnologia. Não se tratam de problemas separados, embora seja possível separar o problema em duas questões.

Não há nada de construtivo também em uma propaganda de TV que fala das vantagens tecnológicas, de usabilidade, de design e que afirma que, se você não se interessa por nada disso não precisa de celular pois &quot;você deve ser uma chata&quot;.

Encarar a totalidade do problema é uma boa forma de identificar o construto distópico que estamos deixando crescer no horizonte.

Eu poderia completar a metáfora falando de tsunamis e de quão destrutivo seria que esta suposta onda nos atingisse, mas me parece ainda mais complexo que isso.

Parece-me, de fato, que quando a onda chegar já vamos estar a tanto tempo debaixo d&#039;água que sequer vamos perceber que já havíamos nos afogado há muito tempo.</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Da mesma forma, não sei qual a real relação de causa e efeito entre a convergência e o tudo-pelo-lucro.</p>
<p>Digo isso pois a noção de Convergência é tão conveniente para a noção do tudo-pelo-lucro, que é profundamente suspeita.</p>
<p>Eu adoraria que a noção de Convergência fosse apenas a constatação de um fato tecnológico, mas parece-me mais uma justificativa mercadológica!</p>
<p>Afirmar que isso ou aquilo é natural é fácil, mas ver comerciais na TV pode ser muito educativo quanto ao que é natural e o que é anti-ético &#8211; e sobretudo quanto ao que é tolerável mas tem como consequência um construto social distópico.</p>
<p>Um comercial de TV que diz que o telefone tal é &#8220;fácil de usar&#8221;, por exemplo, acostuma o espectador a tolerar o absurdo de que haja telefones difíceis de usar, ao mesmo tempo que adestra-o a achar uma vantagem comprar um equipamento que, para início de conversa, devia ser fácil de usar como todo o resto dos equipamentos da mesma família.</p>
<p>A propaganda e a tecnologia andam de mãos dadas e a responsabilidade pela propaganda é da mesma instituição que projetou a tecnologia. Não se tratam de problemas separados, embora seja possível separar o problema em duas questões.</p>
<p>Não há nada de construtivo também em uma propaganda de TV que fala das vantagens tecnológicas, de usabilidade, de design e que afirma que, se você não se interessa por nada disso não precisa de celular pois &#8220;você deve ser uma chata&#8221;.</p>
<p>Encarar a totalidade do problema é uma boa forma de identificar o construto distópico que estamos deixando crescer no horizonte.</p>
<p>Eu poderia completar a metáfora falando de tsunamis e de quão destrutivo seria que esta suposta onda nos atingisse, mas me parece ainda mais complexo que isso.</p>
<p>Parece-me, de fato, que quando a onda chegar já vamos estar a tanto tempo debaixo d&#8217;água que sequer vamos perceber que já havíamos nos afogado há muito tempo.</p>
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	<item>
		<title>By: Bruno Accioly</title>
		<link>http://www.sarcasmosmultiplos.com.br/2004/12/21/gardenal-dos-tempos/comment-page-1/#comment-365</link>
		<dc:creator>Bruno Accioly</dc:creator>
		<pubDate>Tue, 04 Jan 2005 13:43:20 +0000</pubDate>
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		<description>Entendo toda essa questão por pontos de vista bem diferentes do seu.

Veja... no momento que você afirma que a natureza humana é isso ou aquilo, e passa a admitir isso como fato (e evidência), todo o resto do discurso passará a estar viciado nesta premissa. A única coisa admitida, me parece, é a própria crença de que as coisas são assim pois o Homem É Assim.

Ao admitirmos que &quot;o Homem é assim&quot; e partirmos desta premissa, nada poderá mudar, pois é da natureza do Homem e o Homem não pode escapar a sua natureza.

Estar e Ser são dois palavras cujo significado são bastante diferentes em nossa língua. O Homem pode, de fato, estar contextualizado em um momento cultural que o torna incapaz de sequer questionar seu modus vivendi.

Parece-me, contudo, que há muita gente questionando tal forma de ver, fazer e impôr a realidade. No programa &quot;Milenium&quot;, da Globo News, aparecem bons exemplos disso - como Noam Chomsky, só para citar um.

O que estou questionando é justamente este construto social e esta &quot;coisa&quot; de achar que as coisas são como devem ser.</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Entendo toda essa questão por pontos de vista bem diferentes do seu.</p>
<p>Veja&#8230; no momento que você afirma que a natureza humana é isso ou aquilo, e passa a admitir isso como fato (e evidência), todo o resto do discurso passará a estar viciado nesta premissa. A única coisa admitida, me parece, é a própria crença de que as coisas são assim pois o Homem É Assim.</p>
<p>Ao admitirmos que &#8220;o Homem é assim&#8221; e partirmos desta premissa, nada poderá mudar, pois é da natureza do Homem e o Homem não pode escapar a sua natureza.</p>
<p>Estar e Ser são dois palavras cujo significado são bastante diferentes em nossa língua. O Homem pode, de fato, estar contextualizado em um momento cultural que o torna incapaz de sequer questionar seu modus vivendi.</p>
<p>Parece-me, contudo, que há muita gente questionando tal forma de ver, fazer e impôr a realidade. No programa &#8220;Milenium&#8221;, da Globo News, aparecem bons exemplos disso &#8211; como Noam Chomsky, só para citar um.</p>
<p>O que estou questionando é justamente este construto social e esta &#8220;coisa&#8221; de achar que as coisas são como devem ser.</p>
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	<item>
		<title>By: Amir Samary</title>
		<link>http://www.sarcasmosmultiplos.com.br/2004/12/21/gardenal-dos-tempos/comment-page-1/#comment-364</link>
		<dc:creator>Amir Samary</dc:creator>
		<pubDate>Mon, 03 Jan 2005 22:50:03 +0000</pubDate>
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		<description>&quot;Ser da natureza humana&quot; é simplesmente uma forma simples de admitir a possibilidade de falha de qualquer modelo para qualquer atividade que venhamos a executar. É admitir a ganância, o egoísmo e etc... Assim como admitir a honestidade ou o idealismo de outros. Admitir também a possibilidade de erros neste idealismo e etc... Ou seja, nada é perfeito.

Quanto ao assunto da convergência, entendo que o mercado esteja se aproveitando disto para ganhar mais dinheiro. É natural. :) Concordo com você e infelizmente acho que pouco podemos fazer a respeito. Acho... Apenas acho... Isto pode ser discutido também, certo?

Concordo com você que as corporações estão tomando suas próprias decisões a respeito de como as coisas devem ser feitas e poucas se preocupam em participar de comitês de regulamentação, debates, normas e etc... Existem poucos comitês multi-disciplinares e etc... para discutirem as questões tecnológicas e sociais sob todos os ângulos necessários. Concordo que precisamos disto e realmente sinto falta pois sei o que eu quero para mim já há alguns anos e compro apenas equipamento usados e baratos pois me recuso a pagar por equipamentos novos que não me atendem completamente. Fico com os &quot;ultrapassados&quot; que também não me atendem completamente e economizo meu dinheiro. Sinto na pele a falta destas discossões e debates, Bruno... Todo problema sempre será maior do que a soma de suas partes. Sempre! Por mais que tentemos ver o todo, sempre restará o contexto onde o todo está contido...

Mas não é por isto que vou para de discutir a respeito e tentar definir sozinho os padrões que ninguém está tentando definir. Mesmo que seja para pura satisfação minha, em saber com mais detalhes o que quero, o que preciso e, melhor, o que não quero e o que não preciso. Discutir é uma forma de forçar a elaboração de idéias e discutir contigo é mais produtivo ainda. O fato de sermos só nós dois a discutir não invalida a nossa discussão pois nós dois sabemos que nossas conclusões serão incompletas. Mas quando você invalida um argumento meu, com uma proposição cabível, este argumento está temporariamente invalidado e pronto. Não precisou de um sociólogo ou filósofo social para isto. É fato que nossas discussões são produtivas pois de uma forma ou de outra passamos a perceber o quanto nos falta. Validar ou Invalidar um argumento não some com ele ou o torna mais verdadeiro ou mais falso. Apenas o coloca de forma diferente dentro do contexto da questão. Contexto...

Por exemplo, o fato de você ter mencionado que aspéctos de usabilidade e transporte de interface são extremamente importantes para você, me fez pensar (e continuo pensando) em como atender estas necessidades, se elas seriam realmente importantes no contexto, e etc... De uma maneira ou de outra, isto me fez pensar sobre suas idéias, sobre o que você pensa ser importante. Eu não vou esperar fazer parte de um grande comitê para exercitar isto... Quem sabe um dia este exercício me sirva em algum comitê? :)

Estou grato por poder discutir com este grande assunto com você. Nada é óbvio ou evidente. Só estamos discutindo... E esta discussão realmente não precisa chegar a conclusão alguma. Eu tenho mais informações do que antes. E realmente estou grato por isto. Se tivermos a chance de mudar o mundo com isto, ótimo! Se não, mudo apenas eu mesmo. Sou agora, diferente do que era há 5 horas atrás... ;)</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>&#8220;Ser da natureza humana&#8221; é simplesmente uma forma simples de admitir a possibilidade de falha de qualquer modelo para qualquer atividade que venhamos a executar. É admitir a ganância, o egoísmo e etc&#8230; Assim como admitir a honestidade ou o idealismo de outros. Admitir também a possibilidade de erros neste idealismo e etc&#8230; Ou seja, nada é perfeito.</p>
<p>Quanto ao assunto da convergência, entendo que o mercado esteja se aproveitando disto para ganhar mais dinheiro. É natural. <img src='http://www.sarcasmosmultiplos.com.br/wp-includes/images/smilies/icon_smile.gif' alt=':)' class='wp-smiley' />  Concordo com você e infelizmente acho que pouco podemos fazer a respeito. Acho&#8230; Apenas acho&#8230; Isto pode ser discutido também, certo?</p>
<p>Concordo com você que as corporações estão tomando suas próprias decisões a respeito de como as coisas devem ser feitas e poucas se preocupam em participar de comitês de regulamentação, debates, normas e etc&#8230; Existem poucos comitês multi-disciplinares e etc&#8230; para discutirem as questões tecnológicas e sociais sob todos os ângulos necessários. Concordo que precisamos disto e realmente sinto falta pois sei o que eu quero para mim já há alguns anos e compro apenas equipamento usados e baratos pois me recuso a pagar por equipamentos novos que não me atendem completamente. Fico com os &#8220;ultrapassados&#8221; que também não me atendem completamente e economizo meu dinheiro. Sinto na pele a falta destas discossões e debates, Bruno&#8230; Todo problema sempre será maior do que a soma de suas partes. Sempre! Por mais que tentemos ver o todo, sempre restará o contexto onde o todo está contido&#8230;</p>
<p>Mas não é por isto que vou para de discutir a respeito e tentar definir sozinho os padrões que ninguém está tentando definir. Mesmo que seja para pura satisfação minha, em saber com mais detalhes o que quero, o que preciso e, melhor, o que não quero e o que não preciso. Discutir é uma forma de forçar a elaboração de idéias e discutir contigo é mais produtivo ainda. O fato de sermos só nós dois a discutir não invalida a nossa discussão pois nós dois sabemos que nossas conclusões serão incompletas. Mas quando você invalida um argumento meu, com uma proposição cabível, este argumento está temporariamente invalidado e pronto. Não precisou de um sociólogo ou filósofo social para isto. É fato que nossas discussões são produtivas pois de uma forma ou de outra passamos a perceber o quanto nos falta. Validar ou Invalidar um argumento não some com ele ou o torna mais verdadeiro ou mais falso. Apenas o coloca de forma diferente dentro do contexto da questão. Contexto&#8230;</p>
<p>Por exemplo, o fato de você ter mencionado que aspéctos de usabilidade e transporte de interface são extremamente importantes para você, me fez pensar (e continuo pensando) em como atender estas necessidades, se elas seriam realmente importantes no contexto, e etc&#8230; De uma maneira ou de outra, isto me fez pensar sobre suas idéias, sobre o que você pensa ser importante. Eu não vou esperar fazer parte de um grande comitê para exercitar isto&#8230; Quem sabe um dia este exercício me sirva em algum comitê? <img src='http://www.sarcasmosmultiplos.com.br/wp-includes/images/smilies/icon_smile.gif' alt=':)' class='wp-smiley' /> </p>
<p>Estou grato por poder discutir com este grande assunto com você. Nada é óbvio ou evidente. Só estamos discutindo&#8230; E esta discussão realmente não precisa chegar a conclusão alguma. Eu tenho mais informações do que antes. E realmente estou grato por isto. Se tivermos a chance de mudar o mundo com isto, ótimo! Se não, mudo apenas eu mesmo. Sou agora, diferente do que era há 5 horas atrás&#8230; <img src='http://www.sarcasmosmultiplos.com.br/wp-includes/images/smilies/icon_wink.gif' alt=';)' class='wp-smiley' /> </p>
]]></content:encoded>
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	<item>
		<title>By: Bruno Accioly</title>
		<link>http://www.sarcasmosmultiplos.com.br/2004/12/21/gardenal-dos-tempos/comment-page-1/#comment-363</link>
		<dc:creator>Bruno Accioly</dc:creator>
		<pubDate>Mon, 03 Jan 2005 16:35:56 +0000</pubDate>
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		<description>&quot;Sei[...]que ela está ligada a nossa própria natureza&quot; é uma noção viciada. Não há como ter certeza disso. De fato pode ser que seja a natureza que nos foi imposta. Nada muito difícil de fazer, afinal!

O micromundo dos celulares bem sucedidos e mal sucedidos é menos importantes, diante do problema que aponto, que é a valorização do produto Celular do jeito que vem sendo valorizada.

Mais que isso - e para além do produto Celular - há muitas formas que um sistema de produção como o nosso pode tomar, e a que vem crescendo no horizonte, por muitos motivos, me parece ter consequências muito sérias.

Afinal: &quot;Quem cria a demanda é quem vende o produto.&quot;

O importante não é o que especificamente é divergente entre nossas visões profissionais acerca de uma questão - como um mesmo equipamento ser controlado por um sem número de interfaces.

O importante é que uma diversidade de competências tem de existir para chegar a conclusão do que de fato é necessário ou não a despeito de nossos determinismos pessoais ou profissionais - o que em sua posição técnica &quot;não é necessário&quot;, afinal, em minha posição técnica pode ser essencial .

O fato sequer é quem está certo acerca da questão - questão esta da qual discordo de você em gênero, número e grau - o fato é que há a discordância e que a decisão unilateral pela não reflexão acerca dos próximos passos tecnológicos é uma irresponsabilidade.

Não se resolvem discussões filosófico-antropológicas em mesa de bar da mesma forma que não se definem padrões tecnológicos em comentários de blog, mas o fato é que não há qualquer grupo multi-disciplinar refletindo acerca de possíveis consequências perigosas de decisões tecnológicas tomadas por empresas.

Não me sentiria confortável em tomar tais decisões eu mesmo no que diz respeito a todos os aspectos do desenvolvimento tecnológico e só acho possível identificar problemas em potencial com a presença de profissionais de diversas áreas.

Não é suficiente, para mim, ouvir que algo é &quot;inequivocamente desnecessário&quot;.

Acreditar, por exemplo, que uma solução genérica (independente de fornecedor) é o ideal é ir de encontro a décadas de teorias de comunicação, projeto instrucional e usabilidade.

O que me torna incompetente para dizer o que é ou não necessário na bio-tecnologia é minha ignorância e assim é com todos nós. Não há o óbvio. Há o óbvio para nós mesmos. E estar errado, neste jogo onde só quem joga é gente de conhecimentos específicos, é muito fácil!

Defender uma questão tão pequena acaba sendo tergiversar em cima do não óbvio como se o fosse.

E há um problema, como você mesmo deixa claro no início do seu texto.

As questões serem separadas? São!... mas reduzir um problema a questões separadas, muitas vezes, é não resolver o problema, atacando apenas seus sintomas.

O todo do problema é maior do que a mera soma de suas partes.

Há uma relação muito direta entre as questões enumeradas. A noção de convergência atende a interesses comerciais óbvios para manutenção e perpetuação do aquecimento do mercado.

Toda a estrutura do meu discurso dissocia a opinião pessoal e as conclusões individuais de sua validade intrínseca, portanto não tenho como admitir que algo é óbvio, determinado ou inequivocamente certo.

Os riscos a correr são graves demais em basear a hermeneutica do próprio discurso no gostar e não gostar ou na opinião positiva ou negativa acerca de algo. A reflexão e o debate têm de tomar seu lugar e - o que me parece profundamente importante - carecem de uma diversidade de competências maior que a oferecida por duas pessoas que se conhecem e que tem formações acadêmicas tão semelhantes.

Entendo que haja quem não se furte a enumerar quais são as componentes da natureza humana, mas simplemente não me sinto competente para fazê-lo, apesar de minhas inclinações pessoais, crenças ou evidências coletadas ao longo de minha vida.</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>&#8220;Sei[...]que ela está ligada a nossa própria natureza&#8221; é uma noção viciada. Não há como ter certeza disso. De fato pode ser que seja a natureza que nos foi imposta. Nada muito difícil de fazer, afinal!</p>
<p>O micromundo dos celulares bem sucedidos e mal sucedidos é menos importantes, diante do problema que aponto, que é a valorização do produto Celular do jeito que vem sendo valorizada.</p>
<p>Mais que isso &#8211; e para além do produto Celular &#8211; há muitas formas que um sistema de produção como o nosso pode tomar, e a que vem crescendo no horizonte, por muitos motivos, me parece ter consequências muito sérias.</p>
<p>Afinal: &#8220;Quem cria a demanda é quem vende o produto.&#8221;</p>
<p>O importante não é o que especificamente é divergente entre nossas visões profissionais acerca de uma questão &#8211; como um mesmo equipamento ser controlado por um sem número de interfaces.</p>
<p>O importante é que uma diversidade de competências tem de existir para chegar a conclusão do que de fato é necessário ou não a despeito de nossos determinismos pessoais ou profissionais &#8211; o que em sua posição técnica &#8220;não é necessário&#8221;, afinal, em minha posição técnica pode ser essencial .</p>
<p>O fato sequer é quem está certo acerca da questão &#8211; questão esta da qual discordo de você em gênero, número e grau &#8211; o fato é que há a discordância e que a decisão unilateral pela não reflexão acerca dos próximos passos tecnológicos é uma irresponsabilidade.</p>
<p>Não se resolvem discussões filosófico-antropológicas em mesa de bar da mesma forma que não se definem padrões tecnológicos em comentários de blog, mas o fato é que não há qualquer grupo multi-disciplinar refletindo acerca de possíveis consequências perigosas de decisões tecnológicas tomadas por empresas.</p>
<p>Não me sentiria confortável em tomar tais decisões eu mesmo no que diz respeito a todos os aspectos do desenvolvimento tecnológico e só acho possível identificar problemas em potencial com a presença de profissionais de diversas áreas.</p>
<p>Não é suficiente, para mim, ouvir que algo é &#8220;inequivocamente desnecessário&#8221;.</p>
<p>Acreditar, por exemplo, que uma solução genérica (independente de fornecedor) é o ideal é ir de encontro a décadas de teorias de comunicação, projeto instrucional e usabilidade.</p>
<p>O que me torna incompetente para dizer o que é ou não necessário na bio-tecnologia é minha ignorância e assim é com todos nós. Não há o óbvio. Há o óbvio para nós mesmos. E estar errado, neste jogo onde só quem joga é gente de conhecimentos específicos, é muito fácil!</p>
<p>Defender uma questão tão pequena acaba sendo tergiversar em cima do não óbvio como se o fosse.</p>
<p>E há um problema, como você mesmo deixa claro no início do seu texto.</p>
<p>As questões serem separadas? São!&#8230; mas reduzir um problema a questões separadas, muitas vezes, é não resolver o problema, atacando apenas seus sintomas.</p>
<p>O todo do problema é maior do que a mera soma de suas partes.</p>
<p>Há uma relação muito direta entre as questões enumeradas. A noção de convergência atende a interesses comerciais óbvios para manutenção e perpetuação do aquecimento do mercado.</p>
<p>Toda a estrutura do meu discurso dissocia a opinião pessoal e as conclusões individuais de sua validade intrínseca, portanto não tenho como admitir que algo é óbvio, determinado ou inequivocamente certo.</p>
<p>Os riscos a correr são graves demais em basear a hermeneutica do próprio discurso no gostar e não gostar ou na opinião positiva ou negativa acerca de algo. A reflexão e o debate têm de tomar seu lugar e &#8211; o que me parece profundamente importante &#8211; carecem de uma diversidade de competências maior que a oferecida por duas pessoas que se conhecem e que tem formações acadêmicas tão semelhantes.</p>
<p>Entendo que haja quem não se furte a enumerar quais são as componentes da natureza humana, mas simplemente não me sinto competente para fazê-lo, apesar de minhas inclinações pessoais, crenças ou evidências coletadas ao longo de minha vida.</p>
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