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Abr 17

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Não que muita gente leia neste país, nem que alguém leia livros na tela do computador… muito menos que alguém gaste tempo e dinheiro imprimindo livros baixados da Internet em papel vergê e com tinta Veuve Clicquot…

…mas mesmo que nunca os leiamos é bom saber que há livros à nossa disposição nas prateleiras virtuais da vida, não?

Hoje em dia nem é preciso ter aquele bando de livros na estante de casa para parecer que os leu. Sequer precisamos comprar aqueles baratinhos volumes em madeira - que nem páginas têm - para impressionar os amigos e parentes que se acercam de nossas fortalezas do individualismo.

Tendo um computador a gente já tá safo!

Chega alguém em casa e pergunta: “Onde estão seus livros? Não vi nenhum!”, e basta você apontar para uma telinha quadrada, um teclado e um ratinho - que com o roedor não se parece - e dizer com toda pompa:

“In-ter-net !”

É uma espécie de palavra chave que funciona graças a influência da cultura pop interneteira nas nossas vidas. Se você quiser ainda fazer de Internet um assunto, basta dizer: “Web 2.0 é o futuro”, ou algo assim, e mudar de assunto em seguida para o Big Brother ou para as estatísticas de roubos de gravatas caras por rabinos doentes.

Agora… se o meu sarcasmo, ironia e cinismo momentâneo não te apetecem tanto quanto uma boa dica literária, vale dizer que nas esquinas da Web você tem, a sua disposição, uma gama de edições digitais de livros de domínio público em formatos para impressão e leitura na tela!

A MetaLibri deve suas origens a Sálvio Marcelo Soares, da Universidade de São Paulo, que em 2001 deu início a codificação de edições de um acervo de domínio público para a linguagem TeX e LaTeX, convertendo posteriormente as obras para o formato PDF.

Testei e aprovei o formato para ler em tela quando li “Utilitarianism“, de John Stuart Mill - ainda que não seja tão fã do pensamento utilitarista ou mesmo “conseqüencialista” - e, diante do fato que não é exatamente uma leitura “fácil”, no que diz respeito a usabilidade para leitura fiquei mais que satisfeito.

É confortável e prático ler na tela no formato em PDF ali disponibilizado e, para os que de fato querem gastar seu rico dinheirinho com tinta de impressora a R$ 6000,00 o litro, há sempre o formato para impressão disponível.

Ainda são poucos títulos - ao menos eu achei, da última vez que naveguei por lá - mas vale visitar de vez em quando para nos entretermos nos trinta minutos sabáticos passados no banheiro , na fila do açougue ou algo assim.

Revisitei o Metalibri hoje, inspirado pelo premiado filme “Memórias Póstumas de Brás Cubas” a dar uma segunda chance - sejamos honestos… primeira! - a este clássico literário que, ao que parece, teve um primeiro capítulo e contra capa visitadíssimos, pela grande maioria dos que conheço, sem ter sido de fato lido. :-)

Acessem portanto: http://metalibri.incubadora.fapesp.br/

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2 Respostas para “Metalibri”

  1. Carol disse:

    Oi, Buh1
    Vim “te” visitar.
    Beijinhos

  2. Vivien disse:

    Acho que já disse isso aqui, mas , enfim…
    Fui em uma palestra que dizia que o livro já tinha sido pedra, já tinha sido barro e já tinha sido papel.
    Mas muitos ainda se assustam, outro dia uma amiga me disse que tinha que imprimir meus textos pra me ler. Assim, fica dificil, dificil.

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