Faz tempo que ouvimos falar dos eBooks e de como eles iriam substituir a forma pouco eficiente de distribuição de obras literárias… será que “agora vai”?!

Apesar do design um tanto quanto “datado”, o Kindle, lançado pela Amazon.com, pode bem ser o princípio de uma revolução, sobretudo em um mundo mais preocupado com recursos naturais, desmatamento e aquecimento global.
Cada vez mais a tecnologia está próxima do cidadão comum, o que é uma ótima notícia. Há algum tempo a visão de Don Norman, sobre tecnologia vem se mostrando melhor tanto para o consumidor final quanto para o mercado de equipamentos eletrônicos: dispositivos que fazem coisas demais são mais difíceis de usar, mais caros e entregam muito mais que o necessário.
O Kindle acende o estopim para o lançamento de um sem número de equipamentos com a mesma função, design mais arrojado e, provavelmente, toda sorte de vantagens que só a livre concorrência é capaz de nos propiciar.
Segundo a CNet, o Kindle apresenta excelente visibilidade e contraste de tela, simulando a experiência de uso do papel impresso; acesso gratuito a rede sem fio “Whispernet” (EVDO) sem a necessidade de um computador; teclado embutido; entrada para cartão SD – que garante armazenamento mais que suficiente; bem compatibilidade com máquinas Windows e Mac.

O custo do equipamento não será, ainda, barato, mas se espera que os preços caiam rapidamente, o que não se pode dizer do conteúdo, que está próximo dos US$ 10,00 por título (e que ainda soa caro). O dispositivo é indicado para livros, mas para a leitura de revistas coloridas e visitação de websites ele deixa um pouco a desejar.
É importante lembrar que, sejam ou não comprados pela Amazon – que já disponibiliza dezenas de milhares de títulos – há eBooks por todo o canto na Internet, prontos para compra e leitura, bem como jornais e revistas.
Como diz o Cris Dias, “A grande diferença é que copiar CDs é muito mais fácil que copiar livros”. Um produto sem travas orientadas ao conceito de DRM – Digital Rights Management – vai estar muito mais próximo de algo que o consumidor final deseja. Quem sabe o lançamento do Kindle não ocasiona, no mercado de eBook Readers, o que o iPod ocasionou no mercado de mp3 Players?
Seja como for, vale acompanhar os comentários jocosos, as críticas, descrições, a evolução do conceito, de seus concorrentes e do mercado de eBooks.
Gizmodo . Ótima avaliação do produto (em inglês)
E, para quem quer comparar com o Sony eBook Reader:

Vale ainda visitar o “Desempacotando o Kindle”.
Atualização:



O Kindle é fechado, cheio de DRM. Não deveria nem ser chamado de “livro”. Se eu comprar um livro lá eu não posso emprestar para você. Se eu comprar 200 livros lá e a Amazon chegar à conclusão que o produto é um mal negócio e que vai descontinuá-lo eu tenho 200 arquivos inúteis, mesmo tendo pago por eles.
Eu concordo plenamente com você. Mas é justamente este tipo de produto que tem, como reação, uma enxurrada de produtos sem tantas travas e que garantem um melhor atendimento das necessidades do cliente final.
=)
Concordo com ambos. E também com o resultado da pesquisa do @jowyang no twitter: a versão atual não agrada muito, talvez numa próxima a Amazon acerte a mão.
Bruno, os links pros posts do @jowyang lá:
http://twitter.com/jowyang/statuses/432605732
http://twitter.com/jowyang/statuses/432607122
http://twitter.com/jowyang/statuses/432641492
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