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Nov 21

Repaginando M.C.Escher para um novo tempo, Shane Willis puxa a imagem do desenho para a fotografia, resignificando enquanto desumaniza.

liberationescher.jpg
Não há crítica, apenas constatação… Shane Willis, um fotógrafo americano que publica seu trabalho em Photos.net, fotografou e editou o material de memória, se revisitar o trabalho de M.C.Escher[bb], alcançando um resultado bastante surpreendente.

Maurits Cornelis Escher (1878-1972) buscava na matemática, na natureza e no Homem sua inspiração e explorava a arquitetura do impossível, o infinito, o paradoxo e tessellation.

Se a mão que desenha a si mesma até a existência teve de começar por algum lugar… Qualquer tentativa de fazer senso da ilustração só vai ser possível se o espectador se permitir transcender o que está vendo e se voltar para o significado difuso da camada óbvia que acha que vê.

drawinghands1.jpg
Willis desconstrói o paradoxo de Escher tão intuitivamente quanto resolve editar suas fotos, sem antes revisitar o trabalho no qual foi inspirado. Nada mais comum que o impossível, hoje em dia, e o paradoxo só deixa de sê-lo quando o artista, Willis, coloca uma máquina para reparar outra, em si uma perversão do ato de criação.

Mas escrever e explicar é menos que contemplar e refletir, quando se trata de Arte[bb]… apreciem!

mcmechanic.jpg

E, se você quiser ver um outro trabalho interessante inspirado em “Drawing Hands”, de M.C.Escher, dê uma olhada no vídeo de Ian Padgham aí embaixo:

Assistir no YouTube…

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