Você já teve vontade de sacudir seu celular até ele funcionar? Não vai demorar e, mesmo com ele funcionando, você vai ter de sacudir o bichinho!

Um laboratório escocês vem trabalhando numa tecnologia áudio-tátil que tenta trazer metáforas mais intuitivas para sua interface com o celular e apresentou-a na Conferência Computer/Human Interaction 2007.
A idéia é interessante. A medida que, por exemplo, uma mensagem chega em seu telefone celular ela é representada por uma bilha de metal imaginária. Se o seu telefone está no bolso ele começa a fazer o barulho que uma caixa de metal com uma bilha dentro passaria a fazer. Quanto mais mensagens mais bilhas e o barulho começa a ficar bem insuportável.
Diferentes sons podem ser atribuídos a diferentes remetentes, ou até mesmo seria possível atribuir o comportamento áudio-tátil apenas para determinado grupo de pessoas, o que tornaria corriqueiro sentirmos quem está tentando se comunicar conosco sem termos sequer de olhar para o aparelho.
Você pode estar pensando: “Contanto que dê pra desligar está ótimo!”
Embora pareça pouco útil, a princípio - sobretudo para o Geek que adora um dispositivo eletrônico - interfaces áudio-táteis podem ser uma solução muito boa para quem usa o telefone celular sem venerar tecnologia como se fosse uma segunda mãe.
Da mesma forma que podemos verificar se uma lata de Coca-Cola está cheia ou vazia, ao sacudí-la, com a tecnologia Shoogle é possível verificar se sua bateria está cheia ou não através de uma sacudidela. Um acelerômetro detecta o sacudir e reage através de sons e vibrações parecidas com as dos controles de jogos eletrônicos dotados de force-feedback.
Embora seja até difícil de explicar, a tecnologia torna o virtual tão “real” que acaba ficando mais intuitivo para o usuário que olhar um mostrador com uma metáfora sem muito sentido.
Segundo John Williamson, da Universidade de Glasgow, o aparelho parte do desafio de “Permitir que o usuário sinta o estado do telefone no lugar de ter de olhar para a tela”.
Qualquer arquivo de áudio pode ser utilizado, mas o protótipo apresentado na conferência fazia uso de colisões metálicas, passando pelo som de sólidos de madeira, até barulhos de flúidos.
Segundo Williamson, a Nokia lançou um conjunto de aplicações que ajudam os interessados a desenvolver programas que usem os acelerômetros de seus celulares, o que pode vir a popularizar o conceito.
Veja o vídeo para conferir:



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