The Machine Girl

Dezembro 11, 2007  |  Cinema Independente

Vai ficando cada vez mais embaraçoso o flagrante fetiche Japonês (?) por colegiais pequeninas, de saínha curta e perninhas grossas.

the_machine_girl_00.jpg
Não me entenda mal… nada contra japonesas, colegiais, baixinhas, saínhas curtas ou perninhas grossas, mas me parece que o pessoal tá exagerando um pouco no conteúdo gráfico, híper-exposição e exploração de imagem das menininhas cada vez mais novinhas que arrumam para suas produções fotográficas ou cinematográficas.

É fato que todo mercado de modelos de beleza chove no molhado de que a mulher perfeita tem entre 14 e 16 anos, é magra feito um pau-de-vira-tripa, tem jeitinho vulnerável ao mesmo tempo que um ar teimoso e uma sexualidade nada condizente com a idade que tem… mas a coisa começa a ficar meio perigosa quando a o substrato cultural de uma sociedade começa a refletir mais seus desejos encubados que seus supostos valores.

the_machine_girl_02.jpg
Vejo tanta gente falando dos perigos do RPG, dos videogames, da violência no cinema e de em quanto isso tudo causa danos à juventude, mas dificilmente encontro gente atacando a erotização da imagem da criança, das paquitas, das modelos, das atrizes de “Malhações” da vida, das dançarina-da-boquinha-da-garrafa e afins.

Podem até dizer que a maldade está nos olhos de quem vê mas, se assim é, vamos usar dois pesos e duas medidas, parar de demonizar videogames, internet e cinema e decidir se temos ou não problema em explorar este tipo de imagem.

the_machine_girl.jpg

No fim das contas – e nem comento o roteiro do filme, só as imagens que foram veiculadas – é desconsertante ver a menina (que até deve ter se divertido bastante, probrezinha) passando por aquelas situações insólitas.

Enfim… para os pedófilos com tara por deficientes físicas em roupas de estudante, o filme deve ser muito bom.

Segue o trailer do filme, para quem quiser conferir (não vou rastrear IP para mandar para a Polícia Federal):

Assista no YouTube…

Bookmark and Share
Divulgue no Facebook

Google Buzz


3 Comments


  1. Na verdade eu acho que esse lance de japa com adolescentes e crianças é mais complexo do que simplesmente sexual. Analisando o cinema de terror/gore japonês você vai reparar que eles tem um medo BRUTAL de jovens. Das meninas cabeludas (Ring/Grudge) aos escolares (Battle Royale/Suicide Club) o tema é altamente recorrente no cinema deles. Mas acho que isso é pq eles tem uma geração diametralmente oposta às anteriores, é um povo que vem quebrando as tradições à machadadas. Do extremo contido eles estão partindo pra isso aí que vc tá vendo. Não sei pq, mas acho uma evolução. Talvez nós devêssemos seguir o exemplo. Eu acho que esse tipo de instinto/estímulo sair e ser retratado na arte é super saudável. Não creio que seja isso que torna as pessoas piores, aliás, muito pelo contrário.

  2. É um ponto de vista interessante mas, depois de tanta pesquisa que já fiz sobre o tema, tenho ficado um tanto chocado com o lado “8mm” desta realidade, que envolve a indústria de fotos, vídeos e sites de Shibari, Sado e Pedofilia japonesas.

    Quando começo a ver essa “extrusão” de fetiche dando vazão de forma tão mais óbvia, começo a pensar em reprogramação cultural e coisas do tipo.

    Pode ser que a leitura seja equivocada, claro, mas me parece que cantar a música da “anti-pedofilia” enquanto se propala a dança do “consumo da imagem infantil-erotizada” é profundamente incoerente.

    Obrigado pelo comment =)

  3. Não é de hoje que as adolescentes japonesas aumentam a mesada vendendo calcinhas usadas em ziplocs. Respondem a um intenso fetiche que existe no japão (assumido) e no mundo (recalcado) por saiotes azuis. Que a coisa está radicalizando, e se disseminando está. Mas vc tem que entender o feedback continuo da coisa. O Tarantino se inspira e manda o seu Kill Bill (filme para bebês no Japão), e o Japão responde. Só que nos EUA hoje em dia se vc encontra uma criança chorando na praia, é melhor sair de perto rápido. Se vc tentar ajudar, pode tomar um processo por abuso, encostar então, dar a mão, nem pensar. Distorção por distorção não sei o que é melhor. Não sei como vou fazer com meu filho, quando ele começar a desbravar a web. O que tem de conteudo cabeludo por ai não está no gibi, e não estou falando de sites secretos nem nada, google it!

Leave a Reply