As Árvores somos Nós…

February 10, 2008  |  Meio Ambiente, Patético

…não seria um título tão interessante quanto “As Árvore somo Nozes”, para a trilogia que “pretendo lançar” no mercado editorial daqui alguns meses.

as_azarvores_somos_nos.jpg
Não faz jus ao conteúdo proposto, contudo, denominá-los de literatura de auto-ajuda. Trata-se, muito mais, de uma cosmogonia do Homem e da relação que este mantém com seu Meio.

A “Hipótese das Árzore”, como convencionamos denominá-la, se baseou numa série de conjecturas sobre as quais eu me debrucei enquanto trabalhava em São Paulo com o Angelo Braga.

Havíamos acabado de assistir ao documentário “Uma Verdade Inconveniente”[bb], de Al Gore, entusiasmados com a questão ambiental e os desafios perigosíssimos que nossa própria ambição e criações acabaram por nos impor.

Conversamos muito acerca de ambientalismo, Green Peace, teologia, ciência e, quando chegamos no assunto YouTube – no qual qualquer conversa acaba esbarrando – lembrei-me do vídeo clássico “As Árvore somo Nozes”. Imediatamente meu amigo Angelo questionou-me qual relação haveria entre o vídeo e o assunto em questão.

Minha mente hiper-associativa trabalhara, a minha revelia, para adubar e semear ventos em minhas idéias e para que eu viesse a colher, meia hora depois de muita falação, as tempestades sinápticas geradas pelos fundamentos de uma idéia revolucionária!

Antes de tudo, você deve ver o vídeo do YouTube:

Assista no YouTube…

E agora, continuando, devo estender a toalha de mesa dos alicerces da “Hipótese das Árzore”, para não deixar que se perca qualquer casquinha ou migalha da noz emperdenida que é este tão revolucionário conceito que vou tentar desvendar para meus leitores…

A premissa básica dA Hipótese – e Princípio Primordial para seu entendimento – é que, independente da natureza do YouTube, ligada ao entretenimento, a Sincronicidade de Jung[bb] age sobre o site de vídeo-difusão de forma a dispor o substrato da diversidade e caos de idéias na forma de um Cosmos, um bloco organizado e coerente que pode fazer as vezes de matéria “físsil” cognitiva. Em outras palavras, independente de parecer um monte de bobagem, o YouTube, se o “leitor” souber “lê-lo”, pode se transformar em um poderoso Oráculo.

Dito isto (e assumindo que o leitor não está achando tudo o que leu até aqui uma grande idiotice) devo desvelar o Segundo Princípio dA Hipótese.

Considere o quadro abaixo:

Aumento Populocional entre 1800-1999
1800 – 1 bilhão de habitantes
1930 – 2 bilhões de habitantes
1960 – 3 bilhões de habitantes
1974 – 4 bilhões de habitantes
1987 – 5 bilhões de habitantes
1999 – 6 bilhões de habitantes
Fonte: Folha de São Paulo Online 23.06.2005

Pois bem… o Segundo Princípio se baseia na idéia de que, a medida que a população aumentou no mundo todo, começou-se a detectar uma diminuição do número de Árvores no planeta. Ninguém nega que isto de fato aconteceu, mas o que isto evidencia é que ninguém percebeu ainda: Almas existem e todos os seres vivos as têm!

…Calma, eu me explico.

expectativa_de_vida_em_anos_as_arvores_somos_nos.pngO Segundo Princípio, que representa a raíz dA Hipótese, postula que o número de Almas disponíveis para os seres vivos é fixo e que, uma vez que o ser humano se reproduz mais rápido que as árvores, acaba conseguindo seqüestrar muito mais almas que as árvores o fazem.

Isso significa que o número de árvores vem diminuindo porque o número de pessoas – usuárias de almas – vem crescendo, privando as pobres árvores de nascer (pois, obviamente, um ser vivo não consegue nascer quando não há alma disponível).

A Hipótese, portanto, denuncia não só que a Alma existe, mas que todos os seres vivos possuem uma e que – o que é mais impressionante – existe algo como uma Constante da Almanização Universal, que garante que a quantidade de almas no universo permaneça constante ao longo do tempo.

Seria possível derivar desta realidade que há uma hierarquia ainda um tanto pouco compreendida do porquê de as árvores teriam menor prioridade para a obtenção de almas que, digamos, os ornitorrincos ou – e não me furto a questionar – que Brian Adams, por exemplo.

as_azarvores_somos_nos_homer_simpson_pequeno.jpgSeja isto um mecanismo natural ou desenvolvido por um Deus cauteloso, é importante que percebamos que é preciso alcançar um equilíbrio quantitativo entre o número de seres humanos e o número de árvores.

No fim, estando ou não esta teoria correta, mesmo um idiota como eu, conjecturando a respeito de uma teoria estúpida como esta, consegue chegar na realidade de que é preciso ser comedido acerca da forma como nos relacionamos com o meio.

Se esta idéia não entra na cabeça dura de Nozes mesmos, independente de todas as evidências (energúmenas ou não) a respeito da necessidade de se buscar uma harmonia com nosso entorno, só mesmo confiando na idéia de que…

…o Zardinêro é Zizúis!

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6 Comments


  1. Lindo.
    Nada como um raciocínio baseado em método científico.
    Vou já preparar uma caixa com terra e muitas sementes de arzeres para ficarem na fila.
    Vai ser lindo ve-las germinando a cada mosca ou marimbondo que eu “desalmar”.
    E com essa atitude eu também garando que a alma daquela mosca ou marimbondo não irá ser usada por outro ser humano inutil, já que, ao menos imagino eu, a alma recém libertada procura o portador mais próximo que estiver disponível, daí a importância da minha caixa de sementes.

  2. Lossa Senhora! O que vc tomou, meu amigo??? Conta que eu vou comprar também!

    Ai, Zizúis…

    (hehehe, adorei)

    Aline

  3. Seu texto está perfeitamente de acordo com o video do You Tube. Melhor do que isso, só mesmo Mr. Simpson para ilustrar. Cuidado com o Oráculo que você consulta…

  4. É por isso que eu vejo algumas pessoas tão paradonas por aí, como se fossem árvores!!! Aquelas ladras de almas das árvores1!!

  5. Olá Bruno. Gostei do desenvolvimento de raciocínio e acredito na velha máxima da química que diz: na natureza nada se cria nada se perde – a não ser as cinzas do Thimot Leary e o lixo espacial é claro- tudo se transforma. Mas fiquei preocupado com essa troca de seres humanos por árvores. Gostaria de imaginar que a troca poderia ser por bacalhau por exemplo. Cada bacalhau morto seria uma árvore a mais. Assim poderíamos curtir com muito mais prazer uma bacalhoada. Imagina. Vocè tem idéia de quantos ovos de bacalhau nascem e tem alma e logo em seguida morrem devido à seleção natural? São milhares. Milhares de arvris estariam brotando a todo instante.
    Mas, voltando à seriedade que o assunto merece, podemos pensar que uma alma procuraria algum ser anômalo para se apegar e por isso acredito que na verdade a alma de um ser humano procuraria outro ser humano para tomar e acredito que exista um número fixo de almas para seres humanos no planeta. Assim sendo, vai chegar um dia que não haverá mais almas para ocupar seres humanos e não aumentará mais o número de seres humanos na terra.
    Outra coisa, você sabia que muitas das almas que habitam a terra não são daqui? São extraterrestres? E essas almas não têm amor pelo que é terráqueo, como as árvores por exemplo? Ou o ser humano? Agora voltamos à questão da destruição da terra que está em andamento juntamente com a destruição das árvris. Entre em contato e eu lhe mando o manifesto terráqueo e nossa luta. A dos terráqueos contra quem não é daqui.
    Um abraço, O GUESSA

  6. ñ á peformace melhor muito bem.

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