Leila Lopes reencarna em Caroline Figueiredo e quer Matar Cachorrinhos

January 5, 2010  |  Patético

Leila Lopes não estava brincando quando, em seu bilhete de suicídio, explicou que não estava se suicidando, mas indo para perto de Deus e engrossando as fileiras de almas que vão zelar pelo mundo, mudar a vida das pessoas e – por horas e horas e horas – fazer a diferença até que o último pequinez pereça ante a força da Palavra!

Eis que a primeira vítima de Leila, após sua batida de botas e suas palavras proverbiais de que “não há lugar como o lar”, é Caroline Figueiredo, ilustre desconhecida que vinha sofrendo do mal vivido por boa quantidade dos atores e atrizes em início de carreira na Globo: trabalhar em Malhação.

Leila Lopes, mais conhecida – antes do surto – como “A Professorinha Lu”, “A Professorinha Virgem” ou mesmo “a tesudinha daquela novela”, sempre teve uma carinha e jeitinho daquelas evangéliquinhas lindas que a gente vê nas brochuras de igreja, mas nunca encontra pessoalmente. Ao envelhecer (mal) seus problemas cognitivos e seu caminho de luz em direção à divina graça se agravaram profundamente, o que pôde ser constatado em seu depoimento sobre o incidente que ficou conhecido como “Berenice Segura”!

Como se já estivesse no Céu, Leila Lopes estava já despida de preconceitos, intolerâncias e noção e, talvez por isso, decidiu render-se a uma nova carreira, onde poderia de corpo e alma, se entregar, se doar e usar do suor de seu rosto para dar duro no sentido de fazer um mundo mais feliz. Em “Pecados e Tentações”, da coletânea “Brasileirinhas”, Leila matou a cobra e mostrou o pau. Não satisfeita, sentou em cima, fazendo questão que o filme fosse “de verdade”, inspirado em Nelson Rodrigues, com cenários de época, pai, irmã, seminarista e tudo que seu corpinho tinha direito, deixando o protagonista masculino entre o Ú e a Espádua.

Formada em uma faculdade de letras, artes cênicas e jornalismo – com DRT 2233 (sério… ela disse isso…) – Leila Lopes continuou sempre a mesma, e foi arrebatada por um frasco de pílulas sagradas que a levaram para o lado do pai. Tudo muito Rodriguiano.

E foi numa tarde de sexta feira, linda, maravilhosa – dia das tempestades, dia dos ventos, dia de Inhansã… Santa Bárbara – que Carolina Figueiredo, pedindo luz, luz, luz, inspiração e caminhos abertos (por horas e horas e horas) foi possuída por Leila, uma história de amor, carinho e loucura… que o Kibe Louco nos fez o favor de compartilhar, sugerindo um magnífico final, digno tanto de Carolina Figueiredo quanto da Professorinha de todos nós, que tanto deu de volta para o mundo da tele e pornodramaturgia brasileira.

Isto tudo me faz lançar campanha pela ida ao Jardim Bortânico para acabar com nossos pequinezes interiores e para evitar, a todo custo, que mais pequinezes invadam nossos corpinhos imaculados!

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2 Comments


  1. Ela parece uma versão teen do Ozzy Osbourne.

    Superstição e Corel Draw são duas coisas que me metem um medo do cão.

  2. pode parecer loucura, mas quem disse que louco é burro? mesmo sem vc ter noção de quem eu sou linda, me deu hoje um show de auto astral de otimismo e… bom, muito obrigado!!!

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