Hitler não foi um Monstro

…e seria lamentável se acreditássemos que foi.

Pode parecer chocante a afirmação, contudo há um motivo muito bom para que não acreditemos que Hitler era um monstro, uma aberração ou uma anomalia: não podemos deixar que isso aconteça novamente.

Acreditar que um tirano seja algo diferente de nós mesmos é desconhecer a História e tentar achar uma explicação simples para entender algo sem se dar ao trabalho de estudar o indivíduo e sua ideologia.

Hitler não chegou onde chegou devido a ser uma criatura maléfica, mas justamente através do constante discurso carismático e equivocado que oferecia explicações simples, auto-indulgentes e que apelavam para o orgulho daqueles que os conheciam e, mais tarde, de toda a população alemã.

As crenças de Hitler estavam profundamente enraizadas nas ideologias propostas por autores conhecidos e conceituados na época – em alguns casos mal interpretados – que professavam a importância do ideal nacionalista, do patriotismo, da legítima possibilidade de a miscigenação ocasionar problemas genéticos, da idéia de que a Igreja Católica minava a cultura germânica, da noção de que os outras raças não eram confiáveis por natureza e de que tinham agendas prejudiciais para o povo alemão e a crença de que a herança genética alemã vinha diretamente dos fundadores de Atlântida.

Este é o estrago que ideologias podem fazer. Ao tecer uma colcha de retalhos e fazer com que cada pedaço cumpra uma função, o padrão emergente pode se fazer parecer coerente e atraente, sobretudo se este adula ao mesmo tempo que culpabiliza terceiros de forma simplista pelos problemas complexos sobre os quais ninguém deseja pensar longamente depois de um dia estafante de trabalho.

Cada elemento utilizado pelo regime do Reich não foi mais que uma ferramenta e ferramentas podem ser usadas de muitas maneiras. Hitler, a todo momento alardeava o Socialismo, o Patriotismo e a Ordem como sendo elementos importantes para o povo alemão, e não era mentira! Mas é possível contar uma grande mentira repetindo um conjunto interminável de verdades.

Dificilmente uma população é capaz de perceber os absurdos sócio-político-culturais que estão sendo empreendidos bem diante de seus narizes, sejam eles sacrifícios humanos, a inquisição, a escravidão, o assassínio, o desfiguramento, a plástica ou qualquer prática que transforme um grupo em parte do problema e outro em parte da solução – digamos – como separar pessoas gordas de pessoas magras, fumantes de não fumantes, comedores de carne de vegetarianos ou “pessoas feias” de “pessoas bonitas”.

O próprio leitor, ao ler o parágrafo acima, pode ter achado que são maus exemplos, no entanto, acreditem, todos eles são exemplos válidos e legítimos… e não só porque eu quero que sejam!

Acontece que é nas questões polêmicas, de um modo geral, que reside a monstruosidade e não no Partido Alemão Social-Nacionalista dos Trabalhadores (Nationalist Socialist German Workers Party – NAZY)

Ao esquecermos que dilemas morais vão existir sempre e ao escolhermos um dos lados como sendo o correto, se temos em nossas mãos o poder, acabamos por se injustos com toda uma corrente ideológica e, arbitrariamente, punimos a classe desfavorecida, por vezes fazendo-a mudar de vida (o que já é questionável moralmente) ou, por vezes, gerando uma tensão social desnecessária e que, caso continuemos o processo, vamos acabar reprimindo por força do poder executivo.

Fumar faz mal ao fumante, não se tem total certeza se faz mal ao não fumante – embora os incomode – no entanto, cada vez mais, criamos dificuldades para que o fumante fume em público o produto que nós (o Estado) o incentivamos a comprar por não proibirmos sua venda e por recebermos os impostos sobre sua comercialização.

Pior ainda, hoje, se o fumante fuma em um estabelecimento comercial, com o fumante nada ocorre, mas o dono deste estabelecimento é culpabilizado, não tendo ele cometido qualquer delito, uma vez que só se deveria julgar os indivíduos pelos seus atos. Tensão social desnecessária.

Proibir o cigarro? Isso poderia criar um mercado negro… tráfico…

É um cobertor curto pelo simples motivo que é um dilema. Dilemas serão sempre dilemas. Pode-se sim assumir uma política forte de combate ao cigarro, é claro, contudo, é curioso não havia tantas reclamações quanto ao consumo de cigarros há 15-20 anos atrás. É curioso que pais que fumaram por 20 anos agora digam para seus filhos que não fumem e que se argumente que cigarros dão câncer, quando todos sabiam muito bem que cigarros davam câncer desde a época em que cigarros eram “moda”.

Pois bem… Não fumar, agora, é moda, da mesma forma que fumar já foi moda. A pressão social para fumar, no passado, foi substituída pela pressão social para não-fumar.

E o que tudo isto tem a ver com Hitler e com sua condição de ser ou não um monstro? Tudo.

São as pequenas coisas, as ideologias coerentes, os exageros aceitáveis, que vão tolhendo nossas liberdades civis e transformando o mundo em algo que não se deseja.

“O Cigarro é uma epidemia e faz mal… temos que combatê-lo”, é uma frase tão boa quanto “a obesidade é uma epidemia e faz mal… temos que combatê-la”, ou, “o consumo de carne é uma epidemia e faz mal… temos que combatê-lo”. Você vai achar argumentos ótimos defendendo ou atacando estas frases. O fato é que arbitrar sobre questões éticas e morais não é simples e é muito triste que, cada vez mais, as bandeiras levantadas a favor ou contra este ou aquele assunto, não tenham qualquer relação com o assunto em si.

O sentido íntimo do combate ao cigarro, a CPMF, às armas de fogo ou a maconha tem muito menos relação com os problemas ou soluções oferecidos por estas questões do que garantir a dado político que uma população o entenda como sendo “o sujeito que tentou resolver o problema”, problema este que, muitas vezes, sequer é um problema.

As grandes questões sociais saíram das mãos do povo há muito tempo – se é que já estiveram em suas mãos – por falta de qualificação. Não fomos ensinados a pensar, não fomos ensinados a julgar, nos privaram de uma educação clássica e todo nosso construto cognitivo usado para julgarmos nossa realidade se baseia em preconceitos, propaganda e programas de televisão.

Não conseguimos mais culpabilizar apenas o culpado e, muitas vezes, culpabilizamos quem é inocente; cada vez mais escuta-se por aí que “a ditadura é a solução”, independente de tantos anos de história que nos mostraram o contrário; e um individualismo crescente se mistura a um medo crescente da violência e a uma sensação de ser injustiçado por um Estado que parece não ter mais jeito.

Estamos no ponto certo… um pequeno empurrão de alguém um pouco mais ambicioso, com planos de apelar para nosso orgulho e para nosso desejo de não termos culpa de nada e acabaremos no mesmo lugar que todas as populações equivocadas e comandadas por tiranos já estiveram.

Valorizamos hoje o combate a Repressão, a época do Regime Militar, mas menos de 10% da população brasileira era contra o regime. Não foi diferente no passado, não é diferente hoje e não será diferente amanhã…

…no meu entender, os monstros somos todos nós!

Continuação do vídeo no YouTube

Atualização: Segundo comentário de Lorival Ferreira, “o Historiador norte americano Rynn Berry, em seu livro: ‘Hitler: Neither Vegetarian Nor Animal Lover’, desmente o mito com farta coleção de documentos.”

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269 Comments

  1. Eu não disse que não há lógica no nazismo.
    O que você parece não compreender é que a Lógica não tem compromisso Moral!
    Por muito tempo se acreditou que a Terra era plana. Havia lógica na proposição. Mas proposições verdadeiras também levam a conclusões falsas (isso é um postulado Matemático). Ter “durado muito” não empresta mais legitimidade ou torna uma situação ou idéia mais certa ou menos certa, meu caro.

    “Pelo amor de Deus, eu NÃO estou justificando o holocausto e o anti-semitismo, que realmente foi um grande ABSURDO. Estou apenas refletindo se há alguma possibilidade de extrairmos alguma idéia positiva dentro de uma ideologia que fez muito sucesso durante um tempo, movimentou milhões de pessoas e parecia apregoar a necessidade de estabelecer uma civilização evoluída e avançada em todo o planeta!”

    A civilização mencionada era avançada sob muitos aspectos. Sob o aspecto Moral, contudo, era decadente e repulsiva.

    Regimes moralmente degradantes são os mais fáceis de serem seguidos. O império, contudo, jamais foi uma forma tolerante ou justa de governo.

    Acreditar que é possível trilhar o mesmo caminho sem chegar ao mesmo lugar é ingênuo.

    Seu discurso é segregacionista, por exemplo, o que é uma das consequências de se acreditar que alguém é inferior ou superior em termos subjetivos, descartando a análise dos diversos aspectos da virtude e defeitos humanos.

    “Leia no wikipédia sobre o “funk carioca”, na parte “críticas”, o que diz sobre essa manifestação que você tanto defende. Não vou colar esse texto respeitando o seu pedido, mas peço gentilmente que você o leia para depois debatermos!”

    Você incorre em constantes problemas de interpretação de texto, Dan.

    Eu não defendo o funk-nacional, mas as manifestações culturais, baseado no fato de que a livre expressão é um direito e que a segregação cultural não tem como resolver os problemas que geraram aquela determinada forma de expressão cultural.

    Se é um fato que “sub-música” existe (o que é antropologicamente questionável) e se a sub-música é derivada de condições sociais degradantes vividas pelos grupos sociais que as produzem, não faz sentido combater esta forma de produção cultural, no lugar de combater as condições sociais que a gerou.

    É como chegar em casa, encontrar sua mulher com outro, no sofá e resolver o problema através da venda do sofá.

    Sua solução remete à máxima “Bombing for peace is like fucking for virginity”.

    A posição de Direita é cheia de generalizações, panacéias, reducionismos, pseudo-soluções e deficiências cognitivas. Pegar nas tochas para levar livros (ou estilos musicais) para a fogueira, como se fossem estes os responsáveis pelas condições que outras políticas de Direita geraram.

    A crítica ao funk-nacional é tão pouco relevante quanto a crítica ao Rock & Roll. São só produtos culturais de seu meio, meio este sobre os quais todos temos nossa parcela de responsabilidade. Se uma mudança tem de ser operada, que seja nas condições em que vivem estas comunidades e que estas comunidades decidam elevar, sofisticar ou atender outros aspectos musicais nos estilos já criados. Se alguém tem de decidir esquecer um estilo musical – QUALQUER QUE SEJA – deve ser a comunidade que a criou… e por livre e espontânea vontade.

    Você demonstrou querer obliterar produtos culturais pela força da autoridade, ditando àquela comunidade o que fazer. O nome disso é comportamento é “comportamento Ditatorial”. Se você acha que esta é a melhor forma de resolver o problema está simplesmente equivocado. Você está reduzindo o Problema a uma questão, que é a melhor forma, por acaso, de não correr o risco de resolver o Problema.

    Por não estar aparelhado com o conhecimento e os porquês de “Os fins NÃO justificarem os meios”, você falha em compreender que é justamente esta deficiência que não te permite achar uma solução mais inteligente e que efetivamente chegue à algum lugar.

    Seu desejo imediatista, raciocínio prosaico e noções equivocadas não escapam da sua ignorância dos fatos acerca de como o Poder e a Ética são incompatíveis.

    Em suma… “Para quem só tem martelo todo problema é prego.”

    “Você concorda que se o nazismo fosse algo totalmente desprovido de bom senso ou lógica, não teria tido o sucesso que teve.”

    A frase que repito acima é absoluta e totalmente estúpida.

    Não só porque sucesso não significa acerto, como ficou claro quando mencionei as idéias sobre a Terra-Plana, mas porque o funk-nacional faz sucesso, o que não significa que se trate de música de boa qualidade.

    Você deve acordar para o fato de que eu não defendo (e nem aprecio) o funk-nacional, mas abomino ainda assim a segregação cultural por princípio, posto que é um direito inalienável do ser humano.

    Eu defendo a cultura. Por outro lado você defende um regime cujo resultado foi o holocausto.

    Tenho vergonha por você e lamento profunda e sinceramente que tenha essas opiniões.

    Se o mundo tivesse muito mais pessoas como você eu acreditaria que viver não valeria tanto a pena.

  2. Eu entendi quando vc diz que todos têm o direito de se expressar culturalmente, mesmo quando essa cultura é grosseira, pornográfica, indecente e vindo de lugares parecido com o inferno. O funk carioca de favelados cheiradores de cocaína que induzem um monte de menininhas idiotas e bobocas a ficar se esfregando e rebolando uma na outra têm de ser respeitado e tolerado, segundo sua opinião. Eu quero só ver o “brilhante” futuro que esses jovens terão pela frente, se não forem assassinados antes pelos traficantes que ouviam suas musiquinhas. As meninas que engravidaram nesses bailes terão de trabalhar como faxineira ou doméstica pra se sustentar, pois eu duvido que conseguirão terminar o curso básico!!!

  3. Já disse…

    A crítica ao funk-nacional é tão pouco relevante quanto a crítica ao Rock & Roll que você publicou anteriormente.

    A crítica fala mais sobre o crítico que sobre a obra em si.

    Não cabeça a mim defender o Rock ou o Funk-Nacional da opinião, qualificada ou não, de quem quer que seja, mas o princípio da não-segregação cultural.

    Debater sobre o Funk ou o Rock, ou sobre a opinião de um crítico ou outro não tem relevância alguma diante do contexto que você propõe: “queimar livros”.

  4. Eu não defendo o nazismo e nem o holocausto, Bruno. Eu defendo apenas um mundo com pessoas mais brilhantes, majestosas, ricas, inteligentes, talentosas, elegantes, educadas, finas, chiques e cheirosas…

  5. “O funk carioca de favelados cheiradores de cocaína que induzem um monte de menininhas idiotas e bobocas a ficar se esfregando e rebolando uma na outra têm de ser respeitado e tolerado, segundo sua opinião”… é isso mesmo??????

  6. “Eu entendi quando vc diz que todos têm o direito de se expressar culturalmente, mesmo quando essa cultura é grosseira, pornográfica, indecente e vindo de lugares parecido com o inferno”

    Nunca estive no Inferno e não sei se tal lugar existe.
    É escolha sua escutar o Funk-Nacional. Não querendo escutar não escute.
    Deixe quem quer escutar que escute.

    “O funk carioca de favelados cheiradores de cocaína que induzem um monte de menininhas idiotas e bobocas a ficar se esfregando e rebolando uma na outra têm de ser respeitado e tolerado, segundo sua opinião.”

    Generalização sua.
    E ninguém induz ninguém. As pessoas fazem as próprias escolhas e são responsáveis pelos próprios atos.
    Não me diga qual é minha opinião. Minha opinião não é em relação ao Funk-Nacional, mas antes acerca de toda forma de produção cultural.
    A conjuntura do tráfico de drogas é separada do estilo musical e fruto de políticas ineficazes, dentre outras coisas, dos Poderes Legislativo, Executivo e Judiciário.

    “Eu quero só ver o ‘brilhante’ futuro que esses jovens terão pela frente, se não forem assassinados antes pelos traficantes que ouviam suas musiquinhas.”

    Não é a música que debilitou a educação. É a educação que está debilitada e isto não tem nada a ver com a música.
    Pesquise “Causa e Efeito”. Está precisando.

    “As meninas que engravidaram nesses bailes terão de trabalhar como faxineira ou doméstica pra se sustentar, pois eu duvido que conseguirão terminar o curso básico!!!”

    Meninas engravidam dentro e fora dos bailes. Os bailes não são os responsáveis e, definitivamente, a música nada tem a ver com os bailes. Os bailes existiam antes da música em questão.
    A maior parte destas meninas são forçadas a trabalhar como faxineiras ou domésticas por conta das condições em que vivem – graças a péssima distribuição de renda de nosso país.
    A música nada tem a ver com esta péssima distribuição de renda.
    Esta tem mais relação com a ambição de elitistas de direita que fomentam políticas que, dentre outras coisas, perpetuam a situação do país.

    “Eu não defendo o nazismo e nem o holocausto” é uma frase totalmente incoerente com “se o nazismo fosse algo totalmente desprovido de bom senso ou lógica, não teria tido o sucesso que teve.”

    Fica difícil conversar com alguém que não tem condições de manter a integridade do discurso e a coerência das próprias idéias.

    “Eu defendo apenas um mundo com pessoas mais brilhantes, majestosas, ricas, inteligentes, talentosas, elegantes, educadas, finas, chiques e cheirosas…”

    Um certo ditador alemão também buscava isso.

    Todas poderiam ser assim dentro de um Meio de Produção mais justo e digno. A política de, após os erros cometidos pela classe dominante, exterminar a cultura manifestada por uma comunidade só existente devido a estes mesmos erros, é burra, cretina, inconsequente e imbecil – além de imoral.
    Note que eu não disse que é Ilógica.
    Lógica é o que mais há. Moral é o que menos há.
    O que eu digo é que a indecência de sua ideologia é muito maior que a do Funk-Nacional.

    “O funk carioca de favelados cheiradores de cocaína que induzem um monte de menininhas idiotas e bobocas a ficar se esfregando e rebolando uma na outra têm de ser respeitado e tolerado, segundo sua opinião. É isso mesmo??????”

    Se é isso mesmo? Não! Não é isso mesmo!
    E se tenho de repetir uma vez mais eu repito:
    Por tudo que disse em comentários anteriores, NENHUMA MANIFESTAÇÃO CULTURAL/ARTÍTICA/POPULAR, seja ela o Funk-Nacional, o Rock & Roll ou qualquer que seja, deve ser desrespeitada ou alvo de intolerância.

    Sobretudo é indecente a idéia de estabelecer um controle ditatorial por sobre o direito humano a manifestação cultural, QUALQUER QUE SEJA.

    “Qualquer sociedade que abra mão de uma parcela sequer de sua Liberdade para alcançar maior Segurança deixa de merecer tanto uma quanto a outra e passa a merecer perder tanto a primeira quanto a segunda.” (Benjamin Franklin, 1706-1790)

    Talvez você não corra o risco de entender os motivos pelos quais a afirmação acima seja verdadeira e é provavel que jamais venha a entender.

    Seja como for, tolices têm limites e, se deseja de fato aprender algo desta discussão, tenha menos sede em concordar com ideologias que só foram consideradas Corretas pelas pessoas Erradas. Você defende a raíz do pensamento que deu origem aos maiores e mais abomináveis ditadores da história do planeta que você habita.

    Me parece que isso deveria ser suficiente para você perceber o sem número de incoerências apontadas em seus falsos conceitos… e se não é suficiente, que ao menos o parágrafo acima te faça vislumbrar a possibilidade de seu elitismo cultural e atitude de glamurização do controle social te façam compreender estar “poligonalmente” enganado acerca do mundo e das coisas.

  7. “Talvez você não corra o risco de entender os motivos pelos quais a afirmação acima seja verdadeira e é provavel que jamais venha a entender.”

    O que vc está querendo dizer com isso?? Vc acha que eu sou burro??? Burro eu não sou, isso pode ter certeza, meu amigo!

  8. LEIA A CRÍTICA A SEGUIR “Apesar do crescimento do funk no país, as músicas tendem a ser substituídas rapidamente por outras. As músicas mais famosas fazem sucesso, são executadas à exaustão, porém rapidamente perdem força e caem no esquecimento. Esse fenômeno é o resultado da exploração do mercado da indústria fonográfica, à aceitação conquistada pelo estilo junto aos jovens.

    O estilo musical, embora apresente expansão mercadológica, continua sendo alvo de muita resistência e preconceito,[8] sendo bastante criticado por intelectuais e parte da população.

    O funk carioca é geralmente criticado por ser pobre em criatividade, por muitas vezes apresentar uma linguagem obscena e vulgar apelando para letras obscenas, com apologia ao crime, drogas e tráfico, e à sexualidade exarcebada, para fazer sucesso. [9]

    Grande parte do criticismo vem também da associação do ritmo ao tráfico, pois bailes funk são costumeiramente realizados por traficantes, para atrair consumidores de drogas aos morros. [10]

    Outro problema relatado do funk é o volume no qual costuma ser executado: bailes funk quase sempre não respeitam qualquer limite de decibéis, o que configura outra transgressão à lei [11].”

  9. Eu já havia lido a crítica e a minha resposta continua sendo a mesma (em negrito, desta vez, para ver se você entende):

    A crítica ao funk-nacional é tão pouco relevante quanto a crítica ao Rock & Roll que você publicou anteriormente.

    A crítica fala mais sobre o crítico que sobre a obra em si.

    Não cabeça a mim defender o Rock ou o Funk-Nacional da opinião, qualificada ou não, de quem quer que seja, mas o princípio da não-segregação cultural.

    Debater sobre o Funk ou o Rock, ou sobre a opinião de um crítico ou outro não tem relevância alguma diante do contexto que você propõe: “queimar livros”.

    “O que vc está querendo dizer com isso?? Vc acha que eu sou burro??? Burro eu não sou, isso pode ter certeza, meu amigo!”

    Não. Estou dizendo que você é ignorante.
    Ignorante dos fundamentos mais elementares do que é e qual o significado prático de tolerância, moral e ética.
    Deixou claro que evidências, argumentos e fatos não são suficientes para você.
    Deixou claro que não há espaço para mudança.
    Deixou claro que tem certeza.
    Deixou claro que já concluiu.

    Estou dizendo, portanto, que você NÃO ESTÁ APARELHADO para compreender o significado e as justificativas por detrás da necessidade de se respeitar QUALQUER MANIFESTAÇÃO CULTURAL/ARTÍSTICA legitima.

    Eu li as críticas – como disse irrelevantes diante dos princípios de não-segregação – assim que você me indicou lê-las.

    Inclusive segui as notas de rodapé até os sites onde outros críticos esboçaram suas opiniões (tão válidas quanto a opinião de Júlio Medaglia acerca de Rock&Roll, aliás).

    Respondi você acerca destas crítica, conforme está exposto no início deste comentário e, pelo visto, você, novamente, não conseguiu entender.

    Não tem problema… eu repito (desta vez em itálico):

    A crítica ao funk-nacional é tão pouco relevante quanto a crítica ao Rock & Roll que você publicou anteriormente.

    A crítica fala mais sobre o crítico que sobre a obra em si.

    Não cabeça a mim defender o Rock ou o Funk-Nacional da opinião, qualificada ou não, de quem quer que seja, mas o princípio da não-segregação cultural.

    Debater sobre o Funk ou o Rock, ou sobre a opinião de um crítico ou outro não tem relevância alguma diante do contexto que você propõe: “queimar livros”.

  10. Sim, o funk tinha que ser banido ou “queimado” da nossa sociedade. Porque? Simplesmente porque as pessoas que o realizam e participam é gente que não respeita o próximo, que não respeita leis de baixar o som, que incentiva a criminalidade, uso de entorpecentes e promiscuidade. Isso já é o suficiente para essa BOSTA MUSICAL ser tirada e banida do nosso meio… Se tiver um político com um projeto de lei para acabar com essa merda, vou votar nele imediatamente!!!

  11. Lembre-se de que não sou favorável em queimar pessoas, e sim em banir manifestações feitas por pessoas ignorantes que não respeitam leis e querem impor músicas que só trás prejuízo moral e intelectual para quem participa delas!

  12. Parece que vc ficou irritado, Bruno. Lembre-se de isso é apenas um debate, e cada um têm de ser respeitado nas suas opiniões.

  13. Liberdade de expressão e respeitar qualquer tipo de manifestação é para quem respeita o próximo, para quem cria obras que vão ensinar algo de bom e instrutivo, para quem educa, para quem respeita leis e para quem quer ver o bem da sociedade. QUEM NÃO SEGUE ESSAS NORMAS MERECE SER BANIDO, FUZILADO, QUEIMADO, DESRESPEITADO COM TODAS AS FORÇAS!!!

  14. “Sim, o funk tinha que ser banido ou ‘queimado’ da nossa sociedade.”

    Boa sorte na empreitada.

    “Simplesmente porque as pessoas que o realizam e participam é gente que não respeita o próximo”

    Generalização.

    “que não respeita leis de baixar o som”

    Generalização.

    “que incentiva a criminalidade”

    Generalização e teoria não comprovada.

    “uso de entorpecentes”

    Generalização e deslocamento do eixo da responsabilidade.

    “e promiscuidade.”

    Generalização e sei lá o que mais.

    “Isso já é o suficiente para essa BOSTA MUSICAL ser tirada e banida do nosso meio… Se tiver um político com um projeto de lei para acabar com essa merda, vou votar nele imediatamente!!!”

    Peço que não use palavras de baixo calão nos comentários.

    Quanto ao que mencionou, eu venho há algum tempo dizendo que você tem um comportamento alinhado com o Fascismo. É só mais uma evidência.

    “Parece que vc ficou irritado, Bruno. Lembre-se de isso é apenas um debate, e cada um têm de ser respeitado nas suas opiniões.”

    Você não entendeu… Eu não fiquei irritado em nenhum momento.
    Só repeti os parágrafos por conta da sua dificuldade de entendimento.

    Quem está fazendo uso de palavras de baixo calão e histericamente “maiusculando” conceitos de extrema direita é você mesmo.

    O único debate que percebo é você se debatendo entre idéias e conceitos conflitantes, distribuindo certezas, acusações, ideologias e incoerências enquanto as tem todas sendo refutadas e a isso não dá ouvidos.

    “QUEM NÃO SEGUE ESSAS NORMAS MERECE SER BANIDO, FUZILADO, QUEIMADO, DESRESPEITADO COM TODAS AS FORÇAS!!!”

    Muito cristão da sua parte.
    Parabéns.

    A propósito… quem não segue as leis (neste país) deve ser julgado à luz destas mesmas leis e não banido, fuzilado, queimado ou desrespeitado.

    É surpreendente. Tenho de lhe dizer que conseguiu o impensável.
    Conheci poucas pessoas cuja opinião posso dizer que desprezo totalmente.
    Você é uma destas pessoas.

    Não há espaço em meus princípios e na minha noção de virtude para levar em consideração qualquer um de seus rompantes de ditador de alcova, sua incoerência renitente ou sua franca falta de noção de Ética e Moral.

    Não me recordo de ter tido a oportunidade de dizer isso para outro ser humano, mas não respeito sua opinião e, na verdade, a desprezo tanto quanto a memória empoeirada de direita de hitleristas, stalinistas e macartistas que vieram antes de você.

    Você achou que me fez ficar irritado.
    Não… Entendeu errado.
    É só pena mesmo.

    Boa sorte na vida…
    …ao que parece você vai precisar.

    Quanto a decorrência de seus comentários recentemente digitados…
    Uma vez que seu panfletarismo de direita se aliou a sua falta de educação no último comentário e andou de braços dados até aqui com sua falta de humanidade, suas generalizações, seus preconceitos e seu comportamento culturalmente segregacionista… te, portanto, informo que: Você está banido deste thread por força do fato do teor de seu discurso ser monstruosamente intolerante, catastroficamente equivocado, destrutivo, contraproducente e abominável.

    Você tem o direito de manifestar culturalmente seu “estilo musical” em qualquer outro lugar, mas não em “minha casa”.
    A intolerância aqui não é tolerada e é esta a única intolerância a qual me dou direito.
    Toque a sua música em outra vizinhança, pois aqui você não é mais bem vindo.

  15. “Eu aprendi muito neste debate. O meu maior aprendizado é que nunca devemos generalizar o caráter das pessoas baseado nas regiões que elas vivem ou no nível de instrução que receberam. Devemos sempre ter em vista que o bem, o mal, a inteligência, o talento e o caráter são conceitos presentes em todos os lugares, independente da riqueza material, estrutural ou geográfica de qualquer cidade, estado ou país. Eu aprendi que generalizar um grupo de indivíduos é algo extremamente perigoso, como foi o caso do holocausto judeu. A região onde surgiram as pessoas que provocaram esse episódio marcante, forte e trágico da história (Alemanha e Áustria) é uma região muito desenvolvida, com uma das melhores infra-estruturas do mundo. A Alemanha é o país mais rico do continente europeu, e Viena foi eleita uma das melhores cidades do mundo para se viver. Eu penso que a maior busca do ser humano é o bem estar físico, mental, espiritual, familiar e financeiro, e penso que talvez Hitler e seus seguidores buscavam esse bem estar para seu país e seu povo. O grande problema é que países que se tornaram assumidades na ciência, tecnologia, música, filosofia e matemática como foi o caso da Alemanha e Áustria só conseguiram atingir esse patamar graças á contribuição intelectual de muitos alemães, judeus, e pessoas de outras nacionalidades. Hitler era apaixonado pelo seu país, mas ele não tinha algo chamado “bom senso de justiça”. Ele julgava uma raça como inferior, sendo que muitos membros dessa mesma raça que ele odiava ajudaram em muito à fazer com que a Alemanha se tornasse a grande potência que é. Então, não seria justo odiar pessoas que contribuíram na construção tecnológica de um país… É a mesma coisa que alguém ajudar você a assumir um grande posto dentro de uma instituição poderosa e quando você assume esse posto, manda matar aquela pessoa que te ajudou a chegar ali. Eu penso que uma das maiores qualidades que uma pessoa pode ter é algo chamado “BOM SENSO DE JUSTIÇA”. Mas infelizmente, esse bom senso de justiça pode levar o ser humano a cometer atos abomináveis e monstruosos, como o pensamento de que seria muito justo matar pessoas vazias, ignorantes, fúteis, vulgares ou mesquinhas que não fazem nada de bom ou valioso para a humanidade!

  16. SURPREENDEU-ME a afirmação de que Adolf Hitler foi vegetariano, fato atualmente esclarecido, pois o ditador alemão jamais o foi.
    Trata-se de um mito, cuja origem é desconhecida, todo pesquisador da história da 2ª Guerra Mundial sabe disso sobejamente.
    O HISTORIADOR norte americano Rynn Berry, em seu livro: “Hitler: Neither Vegetarian Nor Animal Lover”, desmente tal mito com farta coleção de documentos.
    TAL FATO nem fundamenta nem desmente o texto acima, sobre o qual não estou tomando partido, meu objetivo é somente esclarecer.

  17. Não se surpreenda. Há coisas que eu não li ainda no mundo e fico feliz quando alguém aponta um equívoco do tipo para que eu possa me corrigir.

    Coloquei nota ao fim do artigo sobre seu comentário e sua fonte.

    A ironia do banner, contudo, persiste, uma vez que não é por conta das características não correlatas de um ditador que ele é como é.

    O texto, felizmente, não faz alusão a Hitler ser vegetariano.

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