Hitler não foi um Monstro

January 8, 2010  |  Como vejo o mundo..., Conspirações

…e seria lamentável se acreditássemos que foi.

Pode parecer chocante a afirmação, contudo há um motivo muito bom para que não acreditemos que Hitler era um monstro, uma aberração ou uma anomalia: não podemos deixar que isso aconteça novamente.

Acreditar que um tirano seja algo diferente de nós mesmos é desconhecer a História e tentar achar uma explicação simples para entender algo sem se dar ao trabalho de estudar o indivíduo e sua ideologia.

Hitler não chegou onde chegou devido a ser uma criatura maléfica, mas justamente através do constante discurso carismático e equivocado que oferecia explicações simples, auto-indulgentes e que apelavam para o orgulho daqueles que os conheciam e, mais tarde, de toda a população alemã.

As crenças de Hitler estavam profundamente enraizadas nas ideologias propostas por autores conhecidos e conceituados na época – em alguns casos mal interpretados – que professavam a importância do ideal nacionalista, do patriotismo, da legítima possibilidade de a miscigenação ocasionar problemas genéticos, da idéia de que a Igreja Católica minava a cultura germânica, da noção de que os outras raças não eram confiáveis por natureza e de que tinham agendas prejudiciais para o povo alemão e a crença de que a herança genética alemã vinha diretamente dos fundadores de Atlântida.

Este é o estrago que ideologias podem fazer. Ao tecer uma colcha de retalhos e fazer com que cada pedaço cumpra uma função, o padrão emergente pode se fazer parecer coerente e atraente, sobretudo se este adula ao mesmo tempo que culpabiliza terceiros de forma simplista pelos problemas complexos sobre os quais ninguém deseja pensar longamente depois de um dia estafante de trabalho.

Cada elemento utilizado pelo regime do Reich não foi mais que uma ferramenta e ferramentas podem ser usadas de muitas maneiras. Hitler, a todo momento alardeava o Socialismo, o Patriotismo e a Ordem como sendo elementos importantes para o povo alemão, e não era mentira! Mas é possível contar uma grande mentira repetindo um conjunto interminável de verdades.

Dificilmente uma população é capaz de perceber os absurdos sócio-político-culturais que estão sendo empreendidos bem diante de seus narizes, sejam eles sacrifícios humanos, a inquisição, a escravidão, o assassínio, o desfiguramento, a plástica ou qualquer prática que transforme um grupo em parte do problema e outro em parte da solução – digamos – como separar pessoas gordas de pessoas magras, fumantes de não fumantes, comedores de carne de vegetarianos ou “pessoas feias” de “pessoas bonitas”.

O próprio leitor, ao ler o parágrafo acima, pode ter achado que são maus exemplos, no entanto, acreditem, todos eles são exemplos válidos e legítimos… e não só porque eu quero que sejam!

Acontece que é nas questões polêmicas, de um modo geral, que reside a monstruosidade e não no Partido Alemão Social-Nacionalista dos Trabalhadores (Nationalist Socialist German Workers Party – NAZY)

Ao esquecermos que dilemas morais vão existir sempre e ao escolhermos um dos lados como sendo o correto, se temos em nossas mãos o poder, acabamos por se injustos com toda uma corrente ideológica e, arbitrariamente, punimos a classe desfavorecida, por vezes fazendo-a mudar de vida (o que já é questionável moralmente) ou, por vezes, gerando uma tensão social desnecessária e que, caso continuemos o processo, vamos acabar reprimindo por força do poder executivo.

Fumar faz mal ao fumante, não se tem total certeza se faz mal ao não fumante – embora os incomode – no entanto, cada vez mais, criamos dificuldades para que o fumante fume em público o produto que nós (o Estado) o incentivamos a comprar por não proibirmos sua venda e por recebermos os impostos sobre sua comercialização.

Pior ainda, hoje, se o fumante fuma em um estabelecimento comercial, com o fumante nada ocorre, mas o dono deste estabelecimento é culpabilizado, não tendo ele cometido qualquer delito, uma vez que só se deveria julgar os indivíduos pelos seus atos. Tensão social desnecessária.

Proibir o cigarro? Isso poderia criar um mercado negro… tráfico…

É um cobertor curto pelo simples motivo que é um dilema. Dilemas serão sempre dilemas. Pode-se sim assumir uma política forte de combate ao cigarro, é claro, contudo, é curioso não havia tantas reclamações quanto ao consumo de cigarros há 15-20 anos atrás. É curioso que pais que fumaram por 20 anos agora digam para seus filhos que não fumem e que se argumente que cigarros dão câncer, quando todos sabiam muito bem que cigarros davam câncer desde a época em que cigarros eram “moda”.

Pois bem… Não fumar, agora, é moda, da mesma forma que fumar já foi moda. A pressão social para fumar, no passado, foi substituída pela pressão social para não-fumar.

E o que tudo isto tem a ver com Hitler e com sua condição de ser ou não um monstro? Tudo.

São as pequenas coisas, as ideologias coerentes, os exageros aceitáveis, que vão tolhendo nossas liberdades civis e transformando o mundo em algo que não se deseja.

“O Cigarro é uma epidemia e faz mal… temos que combatê-lo”, é uma frase tão boa quanto “a obesidade é uma epidemia e faz mal… temos que combatê-la”, ou, “o consumo de carne é uma epidemia e faz mal… temos que combatê-lo”. Você vai achar argumentos ótimos defendendo ou atacando estas frases. O fato é que arbitrar sobre questões éticas e morais não é simples e é muito triste que, cada vez mais, as bandeiras levantadas a favor ou contra este ou aquele assunto, não tenham qualquer relação com o assunto em si.

O sentido íntimo do combate ao cigarro, a CPMF, às armas de fogo ou a maconha tem muito menos relação com os problemas ou soluções oferecidos por estas questões do que garantir a dado político que uma população o entenda como sendo “o sujeito que tentou resolver o problema”, problema este que, muitas vezes, sequer é um problema.

As grandes questões sociais saíram das mãos do povo há muito tempo – se é que já estiveram em suas mãos – por falta de qualificação. Não fomos ensinados a pensar, não fomos ensinados a julgar, nos privaram de uma educação clássica e todo nosso construto cognitivo usado para julgarmos nossa realidade se baseia em preconceitos, propaganda e programas de televisão.

Não conseguimos mais culpabilizar apenas o culpado e, muitas vezes, culpabilizamos quem é inocente; cada vez mais escuta-se por aí que “a ditadura é a solução”, independente de tantos anos de história que nos mostraram o contrário; e um individualismo crescente se mistura a um medo crescente da violência e a uma sensação de ser injustiçado por um Estado que parece não ter mais jeito.

Estamos no ponto certo… um pequeno empurrão de alguém um pouco mais ambicioso, com planos de apelar para nosso orgulho e para nosso desejo de não termos culpa de nada e acabaremos no mesmo lugar que todas as populações equivocadas e comandadas por tiranos já estiveram.

Valorizamos hoje o combate a Repressão, a época do Regime Militar, mas menos de 10% da população brasileira era contra o regime. Não foi diferente no passado, não é diferente hoje e não será diferente amanhã…

…no meu entender, os monstros somos todos nós!

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269 Comments


  1. Gostei desse texto.
    o problema é esse determinismo exagerado e a manipulação da mídia.
    Infelizmente o povo está em um ponto no qual já se acostumou a ignorância, as vezes necessita dela para viver.
    Hitler não era um monstro, era apenas um homem com ideais fixos, eu diria até um nacionalismo “doentio”.
    O interessante é que todos o brasileiros tem certeza de que os nazistas eram monstros, mas poucos sabem da história da guerra do paraguai, na qual o brasil aniquilou 30% da população paraguaia entre crianças, idosos, mulheres… tornando o paraguai o pais mais atrasado da américa do sul.

    Guerra é guerra, e todas são erradas, mas o importante é estudar os fatos para se ter um decisão imparcial.

  2. Essa idéia de exterminar milhões de pessoas é algo a ser filosofado e discutido, pois alguns ditadores pensam que só assim podem criar uma civilização avançada, livre de pessoas que possam interferir no progresso tecnológico dessa civilização. Uma civilização onde não existam bêbados, prostitutas, drogados, gigolôs, traficantes, ladrões, trambiqueiros, menininhas fúteis e bobinhas, mulheres egoístas e mesquinhas e outros tipos baixos e inferiores será que não seria uma grande civilização, isto é, o paraíso celestial???

  3. Definitivamente não seria um paraíso celestial… Seria ter muito pouca imaginação acreditar que o paraíso celestial só é o que é (ou o que seria se existisse de fato) caso não tivesse bêbados, prostitutas, drogados, gigolôs, traficantes, ladrões, trambiqueiros, menininhas fúteis e bobinhas, mulheres egoístas e mesquinhas.

    Falando claramente, “matar Judeus” não é o sinônimo de evitar a sociedade contenha bêbados, prostitutas, drogados, gigolôs, traficantes, ladrões, trambiqueiros, menininhas fúteis e bobinhas, mulheres egoístas e mesquinhas.

    E ainda que fosse possível eliminar o gene responsável pelo comportamento destas categorias sociais – e não me parece possível pois trata-se de uma questão mais complexa do que isso e que tem raízes fenotípicas – isto ia dar conta da próxima geração de seres humanos em dada região. O que se sugere que façamos com os que estão vivos neste momento? Mandamos para a fornalha? Sinceramente eu não acho uma solução digna de um povo que se diz civilizado… Há ainda um pequeno problema: A filosofia do Direito, que confere direitos aos tais bêbados, prostitutas, drogados, gigolôs, traficantes, ladrões, trambiqueiros, menininhas fúteis e bobinhas, mulheres egoístas e mesquinhas. E… francamente… creio que eles tenham direito ao Direito conferido à eles pelo Contrato Social.

    A limpeza étnica promovida pelo regime de Hitler não se concentrava em ladrões ou prostitutas, mas em populações cuja diversidade era enorme. Me parece difícil atribuir à todos Judeus da Alemanha da época a responsabilidade por toda desonestidade, perfídia e maldade, como foi feito.

    De mais a mais, um regime político não busca “um mundo melhor”, mas mais vantagens pessoais, crescente poder e a constante manutenção deste poder, o que faz com que o alvo de sua “limpeza” seja justamente sua oposição.

    A tirania dificilmente é um caminho digno e efetivo para alcançar “um paraíso celestial” pelo simples fato que tiranos não têm esta questão como meta e vão atribuir, por exemplo, o título de Terroristas àqueles que os opõe.

    De mais a mais, o texto não é sobre isso, mas sobre a monstruosidade latente do ser humano e sua condição para fazer o mal e torná-lo justificável dentro do grupo que interessa.

  4. Saudações Bruno. No meu ponto de vista, eu acho que uma das razões do regime nazista, que pregava a superioridade racial dos alemães (a tal raça ariana) foi fruto do fanatismo derivado da prepotência, orgulho e arrogância desse povo. No começo do séc XX, a Alemanha estava crescendo demasiadamente no campo científico. Os alemães eram os maiores ganhadores de prêmio nobel e isso gerou um orgulho fanático desse povo. Depois da 1° guerra, quando a Alemanha ficou destruída e foi humilhada pelo tratado de Versailhes, apareceu um senhor de bigodinho que tinha uma oratória surpreendente e conseguiu convencer a nação sobre sua superioridade racial e sobre o anti-semitismo. Os judeus, por serem donos de grande parte da economia alemã, foram acusados de serem exploradores, inferiores e egoístas. Já os alemães, por serem detentores de vários prêmios importantes na ciência foram tachados de gênios, que deveriam dominar o mundo e estabelecer seu domínio científico e talvez espiritual…

  5. E sobre a “mostruosidade latente do ser humano e sua condição de fazer um mal justificável” se aplica exatamente à Hitler e nas suas idéias, de acordo com o que eu escrevi acima. Para Hitler, um povo que se destaca na ciência e tecnologia deve dominar o mundo!

  6. hmm… Creio que não compreendi qual sua posição acerca do uso da tirania…

    E, de novo, eu discordo do argumento de que Hitler foi um monstro – a despeito dos atos facilmente taxados de monstruosos que ele cometeu. O que sustento é que monstros em potencial somos todos nós.

    A meu ver, acreditar que o que faz alguém ser como Hitler é algum elemento específico que o torna diferente dos demais é ser incapaz de perceber que não é difícil que qualquer um de nós cometa atos tão pérfidos quanto ele.

    Este é o verdadeiro perigo que o texto denuncia.

  7. Sabe Bruno, quando eu disse “menininhas fúteis e bobinhas e mulheres egoístas e mesquinhas” e me refiro à esse tipo de mulher que só tem um corpo bonito, mas um interior podre e vazio. Existem milhares desse tipo espalhadas pelo mundo!

  8. Compreendi…

    Eu não tenho nada contra a futilidade em princípio. Pode não ser uma virtude, entretanto as pessoas, creio, deveriam ter o direito de escolher como vão ser… ainda que a escolha seja feita por pura ignorância.

    Ignorância, aliás, não pode ser suprimida através de um trabalho genético.

    Quando você diz que alguém é pobre e vazio você está falando sob que aspecto? Intelectual? Espiritual? Emocional? Filosófico?

    Entender-se superior a uma mulher (não entendi bem porque você escolheu o sexo feminino apenas) por achar que sob algum aspecto ela é mais “pobre” que você é uma forma de intolerância e é até bastante reacionário.

    Continuo não compreendendo se você de fato defende o extermínio ou o controle ideológico… e, sinceramente, discordo bastante de você se acredita ser “bom” acabar com a diversidade de interesses, valores e comportamentos humanos.

    Eu não puxaria o gatilho responsável por obliterar toda uma parcela do comportamento humano que, afinal, é natural ao ser humano e não me faz mal algum.

    Legislar sobre o comportamento do outro é Moralismo, afinal, e não deveríamos perder isso de vista. Amanhã, se você é o alvo deste mesmo Moralismo porque, digamos, você é minoria e as “menininhas fúteis e bobinhas e mulheres egoístas e mesquinhas” passaram a ser a maioria, a sua vida pode complicar muito.

    Vamos torcer para que as “menininhas fúteis e bobinhas e mulheres egoístas e mesquinhas” não nutram a mesma repugnância pelos meus, pelos seus, pelos nossos valores, ao mesmo tempo que tenham o poder e estejam de posse desta ideologia que você pareceu defender em seu último comentário…

  9. Quando eu digo “pobre e vazio” eu me refiro ao aspecto intelectual e moral e inclui também pessoas do sexo masculino. De jeito nenhum eu prego o extermínio desse tipo de gente, porque cada um têm todo direito de ser como quer. Todos nós já fomos ou ainda somos fúteis, e isso faz parte do atraso evolucional do nosso espírito. Talvez seria muito chato ou muito bom se vivêssemos numa sociedade perfeita, onde todos são certinhos, corretos, inteligentes ou honestos.

  10. Eu só quis debater se houve alguma ditadura na história que perseguiu pessoas por causa de suas “futilidades”… Veja o caso dos ciganos na Segunda Guerra Mundial. Porque eles foram massacrados?? Vc sabe que muitos ciganos, principalmente esses que lêem a mão nas ruas, têm fama de serem embusteiros e charlatões, isto é, eles enganam e trapaceiam para te roubar. Seria esse o motivo deles terem sido perseguidos na época Hitleriana? Será que se os ciganos fossem corretos e honestos, seriam salvos da fúria nazista?

  11. Curiosas as suas colocações, Dan…

    Veja… Segundo a filosofia do Direito as pessoas só deveriam ser julgas por aquilo que elas INDIVIDUALMENTE, fazem e, após julgadas – com direito a um advogado – deveriam ser penalizadas (somente se condenadas). A pena, na Alemanha de antes do regime não era a morte, mas a prisão para embusteiros.

    A beleza desta filosofia é que você não seria culpado de ser ladrão porque a maioria das pessoas de olhos castanhos são ladrões estatisticamente, mas pelos seus atos e só pelos seus atos.

    A noção de que todo um povo ou um dado grupo de pessoas compartilham características éticas e morais pelo fato de sua aparência, religião ou grupo no qual é inserido serem X ou Y é de uma Generalização “Monstruosa”. E é desta monstruosidade que estou falando no texto.

    Não importa se em uma população de 500mil, 450mil são ladrões! O que importa é que você não pode exterminar (ou mesmo culpabilizar) 50mil destes 500mil por conta de que os outros 450mil são ladrões!

    A resposta à sua última pergunta é, portanto: Não! Ninguém seria salvo da fúria nazista se o regime para eles apontassem o dedo. Afirmo isto pelo simples fato que se a “fúria nazista” não se importava com o fato de julgar cada indivíduo individualmente, estava pouco se ligando para o que era ou não justo e muito menos para chegar em um estado de “paraíso celestial”.

    A “fúria nazista” culpabilizou populações que lhes interessavam culpabilizar pelos problemas sociais cuja culpa não era deles. Isso já aconteceu com os Mercadores Lombardos na França, com os Templários e com as Bruxas. Nada foi diferente e, em todos os casos, o fogo foi um dos populares meios de resolver a questão.

    Ao abdicar de julgar individualmente não se pode mais lançar mão da idéia de que “se eles fossem corretos e honestos”. A própria frase “se eles fossem corretos e honestos” é viciada no julgamento do grupo e, portanto, desqualifica a habilidade de julgamento da proposição.

    Não é preciso exterminar um grupo para ser injusto. Já é monstruosa o suficiente a habilidade de generalizar grupos com o julgamento falacioso e paralógico.

    A mostruosidade citada no texto tem raízes justamente nesta forma de generalização.

    E, sobre generalizações, recomendo o texto a seguir:
    http://www.sarcasmosmultiplos.com.br/2006/10/06/generalizacoes/

  12. Belíssimo texto, Brunus.
    Concordo com cada caractere.
    Abraço.

  13. Fala a verdade Bruno… Alguém te deixou irritado com relação ao tabagismo, né?? :)

    Eu resumiria o seu texto na seguinte afirmação: A política de uma nação (e seus políticos) são um reflexo do seu povo. E creio que isto é o que você quer dizer quando se refere a nossa monstruosidade. De fato, é possível trabalhar para desviar a atenção do povo de todas as coisas que, de outra forma, o fariam ser parte mais integrante do processo político-democrático. Intencionalmente ou não, é isto que vem sendo feito com intensidade crescente desde não me atrevo a dizer quando…

    Estamos todos muito ocupados trabalhando em nossos sonhos e política virou coisa de bandido. Existem tantas coisas interessantes neste mundo, por quê perderíamos tempo discutindo ou fazendo política? Se alguém forte, honesto, e etc. tomasse o poder e resolvesse os problemas seria perfeito não? Ficaríamos muito felizes, né?

    Hitler…

    É uma questão de oportunidade. Quem chegar primeiro vence. Isto é o que eu costumo chamar de “a cultura do herói”. Todos queremos um herói para que podamos continuar trabalhando nos nossos sonhos…

    Herói não é bom nem mau. É oportunista. Ele é herói porque tem vocação para ser-lo. Está no seu sangue/criação. É a oportunidade que potencializa esta vocação. Nós, o povo, criamos a oportunidade.

    Eu digo: Abaixo a cultura do herói. Não quero herói. Quero pessoas sérias, responsáveis, que não vão derrubar um quarteirão brigando com um suposto vilão, mas sim trabalharão juntas para resolver os problemas e compartilharão responsabilidades.

    Heróis, talvez sejam positivos durante uma crise. Mas não podemos viver de crises. Não podemos depender de heróis 100% do tempo. Quando nos acomodamos e esperamos que o herói continue, sozinho, resolvendo os problemas, somos os maiores responsáveis pela solução entregada.

    Se não fazemos nada, uma coisa leva a outra. Espero que nosso próximo herói no Brasil não seja um Hitler… A oportunidade para isto existe…

  14. It’s good to be alive

    Time was on my side
    When I was running down the street
    It was so fine, fine, fine
    A suitcase and an old guitar
    And something new to occupy
    My mind, mind, mind

    You see you were born, born
    Born to be alive
    (Born to be alive)

    http://www.youtube.com/watch?v=7D2L1ZSOnUM&feature=related

    Buenas noches desde Chile!
    Saludos!

  15. A propaganda anti-tabagismo é só um aspecto do que me incomoda.

    No meu entender, o que é monstruoso é justamente esta cultura de “Os fins justificam os meios”, na qual vale a pena mentir, matar ou o que quer que seja para atingir objetivos considerados nobres.

    Invariavelmente, o objetivo nobre é a fachada para o interesse político, ou por ter seu nome associado ao tal objetivo nobre e, assim, conseguir mérito político para a próxima campanha.

    Não tenho nada contra o Herói. Sou a favor do Herói.
    Não tenho nada contra pessoas sérias, responsáveis, que trabalham juntas para resolver os problemas compartilhando responsabilidades. Quando a favor de uma causa justa elas são os heróis.

    Acho que uma coisa não exclui a outra e que são duas ferramentas para alcançar objetivos.

    Quando o Herói está do lado errado ele é o Vilão. Simples assim.
    Quando pessoas sérias, responsáveis, que trabalham juntas para resolver os problemas compartilhando responsabilidades estão do lado errado elas são os vilões. Simples assim.

    Não me parece, definitivamente, que “a política de uma nação (e seus políticos) são um reflexo do seu povo”, mas que, hoje, o Estado e a vil parcela da classe política, estão constantemente agindo em prol de uma agenda própria e interesses nada emparelhados com os do povo para o qual deviam estar trabalhando.

    No texto eu digo: “As grandes questões sociais saíram das mãos do povo há muito tempo”, e realmente acredito nisso.

    Não retiro do indivíduo a responsabilidade de resignar-se ante a postura do Estado e da vil parcela da classe política, mas culpabilizo apenas os culpados ao fazê-lo.

    O que me parece é que ninguém está tentando resolver os problemas sociais, culturais e políticos para resolver os problemas sociais, culturais e políticos, mas para ganhar prestígio para a manutenção de seu próprio poder político – e não me importa se jamais foi diferente… afinal, este é um pleito idealista e não “historicista”.

  16. No caso de valer a pena mentir e matar para atingir objetivos considerados “nobres”, é algo que muitos políticos sempre fazem em suas campanhas demagógicas. Muitos deles mentem, e quando ganham alguns viram ditadores e começam a matar. Qual seria o “nobre” objetivo em matar pessoas? Será que essas pessoas são um empecilho e um obstáculo para o ditador conseguir todos os seus sonhos megalomaníacos?

  17. O termo “nobre” foi usado entre aspas para sugerir ironia.

    Hitler achava que os fins (fazer uma alemanha melhor) justificavam os meios (queimar ciganos, judeus e homossexuais).

    O fim podia ser até Nobre – fazer uma alemanha melhor – mas o absurdo é acreditar que matar ciganos “de um modo geral”, judeus “de um modo geral” e homossexuais “de um modo geral” leva alguém à algum lugar.

  18. Sabe Bruno, eu acho que por trás de todo poder humano existe um poder invisível que vem da espiritualidade maior que governa o nosso mundo! Existe algo maior e mais complexo envolvendo todas essas matanças de judeus, ciganos e homossexuais. Eu poderia dizer “lei do Karma” ou “lei de ação e reação”. Estude a doutrina espírita que vc vai entender melhor, já que esse tema é gigante, complexo e misterioso. Jesus diz pra Pôncio Pilatos: “Não teria poder nenhum sobre mim se não fosse dado do alto”… O que seria esse poder dado a Pôncio Pilatos que veio do alto??? Poderia ser dado por Deus ou pelo demônio também, já que essas 2 entidades governam o mundo dependendo das atitudes mentais e vibracionais de cada indivíduo…

  19. A frase de Jesus a Pôncio Pilatos: “Não teria poder nenhum sobre mim se não fosse dado do alto”, é uma frase muito, mas muito profunda e importante. Nela vemos que todos os poderes dado à vários governantes de todas as épocas como Júlio César, Napoleão, Hitler, Mussolini e outros foram dados do alto, que seria uma entidade invisível responsável pelo governo do planeta terra. Seria Deus essa entidade? Mas então como um Deus de amor daria poder á um tirano terrível, cruel e déspota??? É algo pra pensarmos e refletirmos profundamente, vc não acha???

  20. Dan…
    Eu entendo que haja coisas que você acha, que você acredita e tal.
    Infelizmente as nossas crenças, inclinações espirituais e reflexões metafísicas não servem como argumentos para esta discussão.

    Para que se dar ao trabalho de julgar alguém, por exemplo, se tudo de ruim ou de bom que uma pessoa faz tem justificativa em um dado outro lugar?

    Houve toda uma legião de outros personagens históricos além de Jesus cuja presença na terra fez bilhões de pessoas terem crenças antagônicas e, portanto, se tentarmos justificar comportamento através de nossas crenças individuais seria bastante ineficiente.

    Karma não é um conceito Espírita nem Cristão. Lei da Ação e Reação é um conceito Científico. Estudar a doutrina Espírita (dependendo de qual delas) pode levar a conclusões cujo escopo não tem nada a ver com a filosofia do Direito ou com qualquer disciplina sobre a qual recaia o julgamento Ético destas questões particulares.

    Muitas religiões se apropriaram de conceitos Científicos, Orientais, Holísticos e, sinceramente, nada disso tem qualquer relevância nesta discussão, uma vez que temos de abordar a questão de um ponto de vista Laico em uma nação de crenças divididas (e, portanto, sem envolver discussões religiosas em uma questão de direito).

    Para todos os efeitos, em uma discussão como esta, não deve importar se Deus existe ou não. Muito menos se o indivíduo não é responsável por seus próprios atos por motivos metafísicos.

    O indivíduo É responsável por todas as próprias ações que comete e isto é parte inalienável de nosso Contrato Social. Se esta coesão se perder em uma discussão, por motivos religiosos, filosóficos ou quaisquer outros, se perde também nossa capacidade de discutir acerca da questão.

  21. Concordo contigo e creio que estamos em acordo com relação ao herói. Dependendo do lado é herói ou vilão, pessoa ou grupo.

    Mas não deveríamos depender de heróis, pessoas ou grupos de pessoas. Heróis resolvem crises. Crises são inevitáveis, mas viver de crises é fazer regra da exceção.

    Nós, o povo, entregamos aos heróis nossas esperanças e isto está errado. Quando um “herói” chega a ser líder de um povo (Hitler, Lula ou o Papa), em minha opinião, isto é um sinal claro de que o povo perdeu a noção do direito e da ordem. É um povo fragilizado e vulnerável.

    Por isto creio que estamos de acordo. Não estou tentando definir uma regra absoluta aqui com relação aos heróis. Só descordo da regra absoluta (que não tem nada a ver com a sua opinião, mas sim com o que vejo na nossa sociedade) de que o herói é sempre bom.

    Necessitamos que todos sejam responsáveis e estejam dispostos a levar o seu dever cívico a sério. Necessitamos muitas coisas… Educação, Ética, Honestidade, Responsabilidade e etc… De que vale uma nação de zumbis liderada por um herói? O herói é herói porque tem em si um conjunto de habilidades combinadas de varias pessoas que permite que ele se desempenhe melhor em diversos aspectos.

    De certa forma eu gostei muito do bandido do filme Os Incríveis: Quando todos tiverem super poderes, não necessitaremos mais heróis (ou algo assim). O sujeito estava louco, claro, mas a ideia não era ruim. Por que nós não podemos ser melhores? Não estou falando de ser bonzinhos ou de virar madres Teresas… Estou falando de esforçar-nos por fazer a diferença e de fato contribuir? Por que delegamos esta responsabilidade para os heróis? Se tiver cerveja no fim de semana com o meu churrasco, me importa um caralho o que acontece com o país ou o mundo?

    É disso que estou falando… Os heróis fizeram a vida do povo mais fácil e o mundo continua sendo muito perigoso. É fácil deixar o problema para outra pessoa resolver…

    Quando digo que temos que acabar com a cultura do herói, quero dizer que temos que “massificar o herói”. Todos devemos ser responsáveis. Todos devemos ser perseverantes, fortes, e etc. Tampouco escrevo para propagar ideais comunistas ou socialistas. Sou capitalista. Ou melhor ainda: Sou “meritocrata”, mas creio que todos podemos ser fortes a nossa maneira. O problema é que nem este mínimo temos hoje em dia.

    Hoje, é 8 ou 80: As mesmas pessoas que NÃO aproveitam as oportunidades que tem para mudar o mundo são as que, em um momento, aplaudem o herói que se apresenta com a promessa de fazer-lo e, em outro momento, estão gritando junto com a turba: O ladrão! O ladrão!

    Se estas pessoas TODAS, se nós, se o povo, tivéssemos 10% do herói que desejamos que faça o trabalho para nós, seríamos outro país… Seríamos outro mundo.

  22. Em relação ao que eu escrevi no primeiro post, o nível de evolução moral e intelectual dessa sociedade ainda é muito fraco. Veja o Brasil… O que adianta ser o “país do futebol” ao mesmo tempo que tem um povo extremamente alienado??? Um povo que não têm um grande conhecimento cultural como de outros países… Vá nas rodinhas de conversa e veja o que os brasileiros conversam… Só assuntos de futilidade, envolvendo palavras de baixo calão e gírias. É sempre o mesmo papinho besta envolvendo mulheres, dinheiro, televisão, carro e piadinhas bobas e néscias. Ninguém têm interesse em discutir filosofia, física, música ou arte, e poucas pessoas visitam museus hoje em dia. As mulheres estão cada vez mais burras, fúteis e egoístas. Os jovens não respeitam mais os pais e nem seus professores. Eles só querem saber de drogas, bebidas, festa rave e videogame. Os professores estão com medo dos seus alunos, que os agridem e os desrespeitam. Aonde vai parar essa sociedade tosca e idiota??? O que merece essas gangs de adolescentes alienados, fúteis e drogados? Eu acho que isso têm de ter um fim urgentemente…

  23. Com toda modéstia que me cabe, eu posso dizer a vc que eu tenho uma cultura tão vasta e ampla que me sinto deslocado no meio dessa sociedade fútil, alienada e invejosa. Poucas pessoas entram no meu mundo, pois em todo lugar que eu vou só encontro os mesmos tipinhos de sempre: homens que adoram falar gírias e palavrões ou mulheres fúteis que só enxergam beleza física e dinheiro na frente. Por isso que ás vezes eu entendo a posição de alguns ditadores que não suportam tanta idiotice e babaquice e querem exterminar toda a humanidade! A humanidade é tola e débil, essa é a verdade! Eu diria que apenas uma parcela da humanidade têm nobreza moral e intelectual! E ainda fomos influenciados por uma religião tola, tosca, doente e mentecapta chamada catolicismo, que sempre ensinou um monte de asneira… Será que Deus é assim???

  24. Amir,

    Eu não compreendo o porquê de ser necessário que os dois papéis sejam mutuamente exclusivos. No meu entender o Herói é raro e estamos na entre-safra.

    Não delegamos a responsabilidade para os heróis… simplesmente não fazemos nada. A Lei de Sturgeon é uma abordagem interessante: “90% de qualquer coisa é um lixo”. É uma brincadeira dele com um fundo de verdade. Não se pode esperar que 100% da população seja inteligente, interessada, consciente, honesta e tal. Simplesmente não é realista.

    Quando surge alguém notável nós admiramos a pessoa. O heroísmo existe não só no campo mencionado, mas nas artes, na tecnologia, na ciência. Toda a história humana está cheia de personalidades mais diligentes que outras que, por isso mesmo, são notáveis. O genial, o heróico, o notável, o singular, são parte da vida e assim é.

    Einstein, Gates, Newton, Jobs, Bohr, Sagan, Ghandi, Jesus, Krshna, Gloria Steinen, Madre Tereza, Sylvia Likens… todos heróis de diversas maneiras diferentes e em diversas disciplinas diferentes.

    Os heróis existem e não entendo o porquê de assumir uma postura iconoclasta acerca deles.

    Seria ótimo se pudéssemos contar mais com todo o resto da humanidade… infelizmente isso não é possível – ao menos não no momento.

  25. Dan…
    O “nível de evolução moral” é o que é.
    Não sei se já foi maior do que hoje e espero que seja maior amanhã, como aparentemente você também.

    Mas há algo no seu discurso que é moralmente reprochável, a saber a condição de achar-se melhor que o outro por conta de você gostar de ser como é e não gostar de como o outro é.

    O nome desta abordagem da questão moral se chama Moralismo, que é a atitude de achar que o outro deveria aderir aos seus preceitos morais.

    O outro é o outro e assim tem de continuar sendo. O outro tem o direito de pensar diferente, ter ideologias diferentes, filosofias diferentes, opiniões diferentes e posturas diferentes acerca do mundo, da vida e das coisas. Esta idéia de liberdade é uma das conquistas da Filosofia ocidental dos últimos 2500 anos.

    Deixar este conceito de lado buscando um mundo perfeito como a parábola crítica de Platão/Sócrates em “A República” é estar a um passo de ser a favor da ditadura ideológia e da tirania.

    É importante que você compreenda que os ditadores que você invoca jamais tiveram o interesse de fazer um mundo melhor, mas de atender a agendas secretas, ambições pessoais e interesses políticos. Enquanto continuarmos achando que seu interesse era acabar com os “homens que adoram falar gírias e palavrões ou mulheres fúteis que só enxergam beleza física”, vamos estar demonstrando profunda ingenuidade e evidente preconceito pessoal para com estes dados comportamentos.

    A decadência moral e degeneração ética são – dentre outras coisas – fruto direto de uma democracia jovem e de um momento histórico no qual o Homem busca interesses individuais e hedonistas, pouco se preocupando com a estratificação social e com a qualidade de vida do outro (independente de quão diferentes dos seus são os interesses deste outro).

    A noção de que há maior nobreza nos próprios ideais, o pragmatismo conveniente de concordar consigo mesmo no lugar de se questionar e a objetividade doente registrada pelos últimos anos de história do formato dado à pedagogia em todo mundo fica patente em cada comentário auto-indulgente e falsamente modesto.

    O número alarmante de generalizações (http://www.sarcasmosmultiplos.com.br/2006/10/06/generalizacoes/), a frequência do fenômeno da logomaquia em discussões (http://www.sarcasmosmultiplos.com.br/2005/09/12/logomaquia/) e a importância que se dá a si mesmo e a conversão do outro para sua ideologia, no lugar de conhecer-se a si mesmo e abdicar de mudar o outro (http://www.sarcasmosmultiplos.com.br/2005/10/21/o-portico/)… tudo isso é muito mais alarmante do que em quanto os demais são de um jeito que eu não quero, você não quer ou quem quer que seja não deseja que sejam.

    E Dan… Antes de continuar esta discussão você tem de deixar clara sua posição acerca do seguinte:
    Você acha que os fins justificam os meios?

  26. Os fins justificam os meios quando a situação chega a um ponto insuportável de ignorância mental, moral, emocional, sentimental e intelectual. Veja o desastre das chuvas em Niterói, no Rio de Janeiro… Eu tenho certeza que naqueles morros moravam pessoas de um nível extremamente baixo e inferior. Ali a bandidagem e a promiscuidade devia rolar solto, sem eira nem beira. Vc acha que num lugar chamado Morro do Urubu, com a fama que o Rio têm no tráfico de drogas, só moravam “coitadinhos” e “trabalhadores” como a imprensa rotula??? há… eu não nasci ontem e não sou bobo! É claro que moravam pessoas decentes ali, mas também muitos traficantes, meninos drogados e malvados e meninas vadiazinhas sem nada na cabeça! A própria natureza se encarregou de fazer algo pra mudar aquela situação, sem precisar da ajuda de nenhum ditador!

  27. E eu acho totalmente incorreto dizer que Hitler não foi um monstro. Foi um monstro como todos os monstros que o seguiram e concordaram com suas idéias. A Alemanha Nazista cometeu atrocidades abomináveis, dignas de filme de terror. Eu li o sofrimento que muitos judeus passaram nos campos de extermínio e cheguei a me revoltar com aquelas histórias. Os alemães arrancavam bebês vivos dos braços das mães e arrebentavam a cabecinha deles contra a parede. Quem contou isso foi um jornalista famoso no Brasil, chamado Ben Abraham, que sobreviveu ao holocausto. E teve um sobrevivente chamado Stanislaw Smajzner que também presenciou soldados alemães arrancarem crianças dos braços das mães, girar o nenê e jogar com tudo em muros ou árvores. Sem contar as experiências médicas do carrasco nazista Josef Mengele e outras histórias horríveis. Vc acha que quem faz isso é o quê???

  28. Bom… se você acha que os fins justificam os meios não existe parâmetro para discutirmos, porque eu simplesmente sou incapaz de concordar com isso.

    Acontece que os preceitos morais e éticos não deveriam depender a situação e as leis ordinárias ou constitucionais, os direitos do cidadão de uma dada região deveriam ser inalienáveis.

    Não é possível para mim, por exemplo, julgar toda a população de uma dada região da cidade pelo nome desta região ou pela atitude de uma determinada parcela desta população que vive ali.

    No meu entender não se tem o direito de presumir (muito menos “ter certeza”) da culpabilidade através de declarações como “Ali a bandidagem e a promiscuidade DEVIA rolar solta”.

    Entender que uma tragédia natural seja uma ato pensado por uma entidade incorpórea também me parece descabido, sobretudo quando se espera que tal entidade tenha julgado e condenado toda uma população pela minoria, média ou maioria, fazendo pagar culpados e inocentes.

    O título do texto “Hitler não foi um monstro” é uma alusão conotativa ao fato de que “não é que Hitler fosse um monstro, mas que monstros somos todos nós e, se pensarmos diferente, vamos abraçar a fantasia de que não corremos o risco de fazer o mesmo”.

    Me parece, inclusive, Dan, que o primeiro passo para uma atitude monstruosa (e para um discurso monstruoso) é acreditar justamente que os fins justificam os meios em alguma ocasião, qualquer que seja ela.

    Não há dúvida de que os atos cometidos NA (e não pela) Alemanha Nazista foram monstruosos. Digo “na e não pela” porque não eram todos os alemães que concordavam e mesmo que tinham conhecimento do que estava acontecendo. Schindler e Stauffenberg eram grandes exemplos disso (por um ou por outro motivo).

    Portanto, o título criticado faz parte de um mecanismo dialético que concorre para construir a denúncia de que o que faz com que TODOS NÓS nos tornemos monstros é justamente a noção de que “Os fins justificam os meios”.

    Acreditar que alguém merece morrer porque “não tem nada na cabeça”, “é promíscuo”, ou mesmo porque “é ladrão” já é suficientemente monstruoso… acreditar que a morte de alguns inocentes com o intuito de destruir “pessoas de um nível extremamente baixo e inferior” é aceitável, é ainda mais monstruoso.

    Francamente, Dan… cuidado para não se tornar – nas devidas proporções – o monstro que você mesmo denuncia que foi Hitler. Seu discurso beira a monstruosidade que você mesmo condena!

  29. Boa noite, senhores.

    Tenho acompanhado essa intrigante discussão desde o início. Somente agora decidi expor a minha opinião. Digo “somente agora” pois, desde o começo, essa discussão provocou um nó em minha garganta, e esse nó foi crescendo durante o desenrolar da mesma.

    Primeiro vou explicar porque não escrevi antes: tenho minhas opiniões e reflito muito acerca delas, já que pensar (pra mim) não é um problema. Quando exponho minhas opiniões e idéias, normalmente o faço diante de amigos e pessoas com as quais a troca saudável e agradável de idéias é possível (sim, nem só de pensamentos fúteis é feito o mundo).

    Mesmo tendo minhas opiniões procuro respeitar a opinião do outro, e não costumo me esforçar para tentar me fazer entender, ou levar a discussão muito adiante quando não conheço o meu interlocutor e seus princípios. O motivo? Simplesmente algumas pessoas não compreendem. Não compreendem o que? Bem… é aí que complica. Algumas pessoas não conseguem entender nem o real significado do tema em questão. E deixo claro, logo a princípio, que não acho que tais pessoas – pouco esclarecidas ou com dificuldades de compreensão – devam morrer. Seja por genocídio ou por desastre natural*.

    * leia-se: s.m. Acidente grave ou funesto; sinistro. / Desgraça, fatalidade. Produzido pela natureza, espontâneo, simples, desafetado…

    Mas vamos lá:

    O artigo em discussão é sobre Hitler e, naturalmente, polêmico. Também fica claro que o título “Hitler não foi um monstro” faz uso de figura de linguagem, e a palavra monstro traz consigo um sentido conotativo, figurado, metafórico.

    No texto há uma forte discordância do meio que Hitler (o monstro) se utilizava para atingir seus fins: a generalização. Generalizar, neste caso e no meu entender, é classificar indivíduos em um determinado grupo por alguma característica em comum, desprezando suas características individuais – atribuindo, a estes indivíduos, comportamentos que não necessariamente os definem individualmente.

    Eu não concordo com Hitler, não concordo com seus meios e não concordo com a generalização usada inadequadamente. Acho também que discutir o uso da generalização é tema para outro debate igualmente acalorado.

    Vejo que nesse debate há uma grande contradição presente no discurso e nos argumentos apresentados por Dan.

    Dan argumenta que “Os fins justificam os meios quando a situação chega a um ponto insuportável de ignorância mental, moral, emocional, sentimental e intelectual”. Insuportável para quem, meu caro Dan? Sob o julgamento de quem? O seu? O meu? O de Bruno Accioly? O de Hitler?
    Será que o fato de Hitler achar que a situação na Alemanha estava insuportável torna justas as “atrocidades abomináveis, dignas de filme de terror” cometidas por ele e seus seguidores?
    Será que por Hitler achar insuportável partilhar a Alemanha (e o resto da Europa) com raças não-arianas torna justas suas ordens aos alemães que “arrancavam bebês vivos dos braços das mães e arrebentavam a cabecinha deles contra a parede” pelo simples fato deles não serem arianos?

    Dan, você acredita mesmo que “Os fins justificam os meios quando a situação chega a um ponto insuportável”?
    E volto a perguntar, quem define em que ponto a situação fica “insuportável”?

    Um pouco depois disso, Dan afirma categoricamente que Hitler foi um monstro: “Foi um monstro como todos os monstros que o seguiram e concordaram com suas idéias.” No entanto, Dan faz uso constante de generalizações para defender seus conceitos de forma tão indecente quanto o famoso ditador de bigodinho, baseando-se unicamente em julgamentos e interesses pessoais.

    E tudo ainda consegue ficar pior quando nosso caro colega Dan nos cita, orgulhoso, tal exemplo:

    “Veja o desastre das chuvas em Niterói, no Rio de Janeiro… Eu tenho certeza que naqueles morros moravam pessoas de um nível extremamente baixo e inferior. Ali a bandidagem e a promiscuidade devia rolar solto, sem eira nem beira.” e depois comemora, porque acha que ” A própria natureza se encarregou de fazer algo pra mudar aquela situação, sem precisar da ajuda de nenhum ditador!”

    Dan, isso foi a cereja do bolo!

    Você acha que as “pessoas decentes” que moravam ali mereciam morrer, Dan?
    Acha que os “traficantes, meninos drogados e malvados e meninas vadiazinhas sem nada na cabeça” mereciam morrer em um desastre natural?
    Você acha que a natureza “concordou” com sua opinião generalizada a respeito de uma determinada comunidade e providenciou uma seleção natural matando um monte de gente?
    Você achou que a natureza estivesse limpando a cidade de Niterói dos “meninos malvados, traficantes e vadiazinhas”, para que o mundo fique “melhor”, com apenas pessoas que VOCÊ julga “decentes”?

    Se você respondeu SIM a alguma das perguntas acima, Dan, tenho péssimas notícias: primeiro que você não me parece saber o real significado da expressão “desastre natural”; Segundo, que, não! Não, não, não! A natureza não decide matar pessoas de acordo com motivos pessoais, como você e Hitler acham de bom tom; Terceiro: seus conceitos e julgamentos me levam a crer que você é extremamente egocêntrico, característica comum a grandes e pequenos ditadores, e que pior ainda, você não consegue concordar nem consigo mesmo, a não ser quando você acha que lhe convém. Complicado, né?

    Dan, você consegue compreender que embora afirme discordar das atitudes de Hitler você considera o uso das mesmas ferramentas que ele para corroborar opiniões pessoais, baseados somente em seus preconeitos?

    Outra pérola do Dan – que tive dificuldade em entender – “Com toda modéstia que me cabe, eu posso dizer a vc que eu tenho uma cultura tão vasta e ampla que me sinto deslocado no meio dessa sociedade fútil, alienada e invejosa.”

    Dan, meu caro, mais uma vez você me parece confuso e equivocado. Seu discurso denuncia a sua falta de modéstia e sua escassa cultura. Em seguida você acaba por se superar, generalizando toda sociedade – embora você não conheça, sequer, nem fração dela. Antes disso, é claro, você generalizou os jovens, as mulheres, os professores, os adolescentes, a humanidade e o que mais lhe viesse à cabeça.
    Você acha que a culpa de você se sentir deslocado é da humanidade “débil, fútil, tosca e idiota”? Se sim, tudo bem, essa é a conclusão que você foi capaz de chegar – e nem por isso acho que você deva ser exterminado da face da Terra.
    Agora… por gentileza, me explique essa sua frase, Dan: “ás vezes eu entendo a posição de alguns ditadores que não suportam tanta idiotice e babaquice e querem exterminar toda a humanidade!”.

    Pra finalizar – confesso que me estendi mais do que esperava – ficam minhas sugestões (e não imposições) ao nosso paradoxal Dan: leia mais, procure não se fechar à opinião alheia, procure saber a acepção literal e figurada das palavras, comece a desconfiar de afirmações prontas e de suas próprias certezas, busque ser menos inflexível e procure a coerência em seus pensamentos, argumentos e ações.

    Sugestão de pesquisas: generalizações; conceito; preconceito; princípios; ética; moral; moralismo; história e as sociedades; a evolução das mulheres na sociedade ocidental; machismo e intolerância; figuras de linguagem; maniqueísmo; os grandes filósofos; técnicas de argumentação e dissertação.

    É notório que meu comentário se centralizou nos posts do Dan, mas agradeço a profunda paciência e o incansável empenho de Bruno Accioly em transformar pensamentos atrofiados em discussões ricas e produtivas – grande material para novas reflexões. Aliás e a propósito, para que a gente nunca pare de refletir, fica uma frase bastante inspiradora, que conheci pelo Bruno: “A Conclusão acontece quando você se cansa de pensar.”

  30. Respondendo à Carol Fortuna e ao Bruno, parece que eu fui muito contraditório nas minhas palavras. Em relação ao desastre das chuvas, eu só quero que vocês peguem o livro mais famoso da história chamado “bíblia sagrada” e leiam a história de Sodoma e Gomorra. Segundo a bíblia, essa cidade foi destruída por Deus porque chegou a um ponto insuportável de ignorância mental e moral. A bíblia têm vários trechos que mostra a natureza destruindo uma cidade ou o próprio mundo (vejam o dilúvio). Eu fui criado num ambiente católico e eu quis traçar um paralelo com o que me foi ensinado dentro da educação religiosa que eu recebi. Esses ensinamentos bíblicos são conhecidos mundialmente e ali diz claramente que a natureza pode usar de sua força para acabar com o mal presente no mundo. Eu acredito numa força suprema chamado Deus e tenho certeza que ele é milhões de vezes mais inteligente que todos nós. Me desculpem se fui arrogante em algum ponto do meu debate e ter usado palavras muito agressivas. Vivemos num país onde a educação escolar é muito precária e esse deve ser um dos motivos que fazem com que uma parcela de pessoas virem alienadas. Eu usei aquelas palavras agressivas em relação á essa humanidade que maltrata idosos, animais e crianças e que não respeita nem os próprios pais…

  31. Com todo respeito ás pessoas decentes que moram nas favelas, eu não gosto nem um pouco de baile funk, pobreza, bebida, droga, bandidagem e uso de gírias e palavras de baixo calão. E muitas favelas apresentam todos esses elementos reunidos de uma só vez. É mentira o que eu estou falando? Vcs não acham muito mais interessante um ambiente diferente desses, como dentro de um hotel 5 estrelas???

  32. Foi bastante contraditório. Nisto todos concordamos.

    Entendo, pelo seu discurso, que é Cristão, Espírita ou que fez um pastiche de ambas as crenças de acordo com seus interesses e inclinações pessoais.

    Assumindo que a parábola bíblica de Sodoma e Gomorra de fato aconteceu, não necessariamente o ocorrido foi obra de um deus ou de qualquer outra entidade invisível e, portanto, poderia ser só mais um desastre natural (a saber, houve a queda de um asteróide do cinturão Atens em região próxima – segundo as traduções de um disco sumério em escrita cuneiforme em data consistente com os acontecimentos descritos na bíblia).

    Não me colocando na posição de afirmar que não foi obra divina, antes gostaria de lembrar que existe uma palavra que poderia descrever bem a parábola bíblica: Mito Etiológico. Mito Etiológico é o termo usado na antropologia para os mitos que descrevem o surgimento de algo. A parábola pode, como em qualquer outra religião, ser uma manifestação cultural que tenta explicar a posteriori o evento real.

    É difícil, para muitos, acreditar que algo de ruim pode acontecer para tantos sem que estes tenham feito algo de ruim e, por isso, presumem que estas pessoas eram ruins.

    Em uma argumentação jurídica, logica ou histórica, o uso de innuendos ou documentos religiosos cujas alegações não são provadas e não atestam fatos, é irrelevante e destituída de sentido prático.

    A Bíblia não alega em grandes detalhes qual era o pecado de Sodoma, apenas sugerindo que Ló e sua família haviam sido maltratados por alguns moradores (Sodoma não teria mais de 1000 habitantes, segundo pesquisas arqueológicas recentes).

    Eu também fui criado em um ambiente católico, o que não me obriga a argumentar com mitos ao invés de fatos e, em nenhum ponto da doutrina, o catolicismo menciona que a Natureza pode “usar de sua força para acabar com o mal presente no mundo”. Isto não é dito “claramente” em lugar nenhum. Na verdade, a Bíblia diz claramente que quem o faz é Deus e não a Natureza. A destruição de Sodoma é sim descrita pela Bíblia como tendo sido perpetrada por Deus, mas em nenhum ponto ali é mencionado Niterói. Isto é, definitivamente, interpretação sua.

    Eu compreendo que você acredita em uma força suprema cujo nome que você dá é “Deus”, entretanto há outras pessoas no mundo cujas crenças não são compatíveis com as suas. Sendo o SEU deus mais inteligente que todos nós, me surpreende que ele não perceba a diferença entre culpados e inocentes.

    Se você acha justo (e preciso, aliás) matar inocentes para acabar com os culpados e seu deus também então o seu deus é tão injusto quanto você.

    Há ainda dois pontos que eu gostaria de esclarecer: (1) O Velho Testamento bíblico é um apanhado de livros judaicos chamados Torah, bem como uma série de outros escritos pré-Cristãos; (2) Você argumentou com duas religiões diferentes e antagônicas até agora, o Espiritismo e o Catolicismo, sendo que a primeira acredita na reencarnação e a segunda acredita que a reencarnação Cristã só ocorrerá uma única vez, o que torna sua linha de argumentação errática.

    De mais a mais, há uma coisa que não faz qualquer sentido em todo o seu discurso… você descreveu, mais atrás, a religião Católica de uma forma bastante eloquente: “E ainda fomos influenciados por uma religião tola, tosca, doente e mentecapta chamada catolicismo, que sempre ensinou um monte de asneira”, o que desqualifica totalmente suas últimas colocações.

    Sobre seu comentário acima, devo dizer que o que você gosta pessoalmente ou não é irrelevante, posto que muitos dos que gostam das formas de expressão cultural que você não gosta provavelmente não gostam da música que você aprecia. Elencar um forma de expressão cultural junto a condição social, bebida alcoólica, entorpecentes e comportamento criminoso, não faz sentido algum. Sobretudo porque, embora em uma região parte da população goste de uma dada forma de expressão cultural, isto não é representativo da totalidade. Mais que isso, agrupar elementos culturais ou comportamentais presentes em dada região não faz com que as pessoas que compõe aquela comunidade assinem cada um destes elementos.

    Você pergunta: “E muitas favelas apresentam todos esses elementos reunidos de uma só vez. É mentira o que eu estou falando?”, e eu respondo… O que você está falando pode não ser mentira para aquela região, mas é, definitivamente, mentira se olharmos para cada indivíduo que compunha aquela dada comunidade.

    Eu sou brasileiro, mas não gosto de futebol. É simples assim.

    A sua arrogância só é suplantada, em sua última frase, pelo reducionismo que aplica em sua argumentação… São 170 milhões de brasileiros hoje, um PIB distribuído de forma nada equânime e condições sociais desfavoráveis para a grande maioria. E você sugere como ambiente alternativo para estas pessoas um Hotel 5 estrelas?!

    As pessoas, enfim, não escolhem onde morar e, após assentadas, perdem mobilidade e passam a ser reféns daquele lugar. A região em questão foi construída sobre terreno instável, posto que era um depósito de lixo em decomposição – coisa que era sabida pela administração que testemunhou o assentamento. As autoridades nada fizeram para evitar o assentamento das pessoas que, por não ter condições de morar em outro lugar passaram a morar ali.

    Você conhecia este fato? Se conhecia, acha então que as autoridades fizeram o trabalho divino? E se desconhecia, que tal passar a refletir mais antes de manifestar tamanha arrogância e, por que não dizer, monstruosidade ideológica?

    O problema de seu discurso não foram palavras agressivas, mas incoerência total e renitente, incapacidade de se colocar no lugar do outro, intolerância incondicional, monstruosidade ética e moral, arrogância e elitismo indiscriminado, e injustiça auto-indulgente e equivocada…

    Discursos como o seus são, enfim, a manifestação da monstruosidade que descrevo no artigo acima. O mesmo ferramental dialético usado por você para discorrer sobre estas questões são os mesmos que serviram de força motriz para a Inquisição, para a Cruzada contra os Cátaros, a perseguição das bruxas imaginárias de Salém e o massacre dos judeus.

    Você, meu caro, é a exceção que comprova a regra; o argumento final; o ponto no “i”; a soberba cereja que, orgulhosa, encima um regalo acastanhado que, sinceramente, não me cheira a chocolate!

  33. Eu estou discutindo seriamente sim, ao contrário do que vc pensa, relacionado àquela mensagem que vc enviou para o meu e-mail. Eu fiz uma critica á igreja católica e não ao livro Bíblia, que infelizmente é interpretado de várias maneiras, ocasionando a criação de milhares de religiões distribuídas pelo mundo. A igreja católica têm de se modernizar e falar a linguagem de hoje, e não ficar presa àqueles dogmas ultrapassados e que não tem nada a ver com vários ensinamentos bíblicos. Sabe Bruno, eu penso que a vida é uma escola, estamos aqui aprendendo com nossos erros e acertos e creio que cada um de nós pode ajudar o outro nos seus conselhos e opiniões. Muita coisa que eu escrevi pode estar errado, sem fundamento e cheirando á arrogância pura, mas eu acho que o Brasil precisa começar a valorizar mais o lado rico, clássico, bonito, estético e cultural de muitas coisas do que ficar admirando baile funk, festa rave, gírias, palavras de baixo calão, pagode e outro tipo de comportamento cultural que não é conhecido mundo afora devido à baixa qualidade de seu estilo. No Brasil e no mundo todos conhecem as músicas clássicas de Bach, Beethoven, Mozart, Tchaikovsky e o rock dos Beatles, Rolling Stones, Queen e Led Zeppelin. Agora veja se no exterior essas bandas de pagode e funk são conhecidas??? Porque o rock e o clássico norte-americano e europeu invadiram o mundo e os pagodes e funks brasileiros não??? Por causa da diferença monstruosa da qualidade desses tipos de música… E a região onde Hitler nasceu e viveu é uma região riquíssima na música, arte, tecnologia, esporte e arquitetura. Talvez essa pode ter sido uma das razões dele querer dominar o mundo, pra estabelecer essa grandiosa riqueza cultural que falta em vários países do mundo, inclusive no Brasil!

  34. O número de incoerências sugeriu a falta de seriedade. Que bom que está discutindo seriamente a questão e que pena que não se apercebeu, ainda, das tais incoerências registradas.

    A Igreja Católica, como qualquer religião, não é um clube. Não é o caso, portanto, de “modernizar” a igreja. Religiões (e mesmo escolas filosóficas) funcionam a partir de princípios básicos e, no caso das religiões, boa parte destes princípios são dogmáticos. Mudar os princípios de uma doutrina seria mudar seu fundamento.

    Me parece bastante natural que religiões com mais de dois mil anos de idade sejam mais rígidas que religiões nascidas há 200 anos atrás, como é o caso do Espiritismo, por exemplo.

    Admirar a cultura clássica não é uma atitude que exclui, necessariamente, a apreciação do moderno. Houve época em que se dizia que o Rock&Roll não era uma linguagem musical menor por trabalhar com apenas 3 acordes. Este estilo musical, contudo, apresenta grande riqueza e mérito trabalhando apenas com estes 3 acordes. E, independente de qualquer coisa, existe uma diferença muito grande entre falta de mérito artístico e gosto pessoal.

    O que entendo como problema em seu discurso é a tendência constante em desqualificar o outro porque ele não aprecia as mesmas coisas e mesmos comportamentos que você. Além de desqualificar você sugeriu muitas vezes que tais coisas e comportamentos deveriam ser obliterados da face da Terra, o que é uma atitude intolerante e egocêntrica.

    Eu não sou entusiasta de bailes funk ou de pagode e, no entanto, entendo que há determinadas manifestações culturais cuja linguagem só faz sentido dentro do país. A Polka não é uma manifestação conhecida no Brasil e, no entanto, é uma manifestação cheia de mérito. Nunca ouvi um músico sério afirmando que há “baixa qualidade no estilo” denominado Pagode.

    O Pagode, pelo que entendo, começa na Bahia e, Beth Carvalho já manifestava esta forma de expressão cultural nos idos de 1978. Você não deixou claro se fala do Pagode de Zeca Pagodinho, Bezerra da Silva, Clara Nunes e Jorge Aragão ou se está falando de É o Tchan, Os Travessos e Ki Loucura… seja como for, como você pode perceber, você novamente generalizou.

    Fico me perguntando se leu o texto que sugeri: http://www.sarcasmosmultiplos.com.br/2006/10/06/generalizacoes/

    Notei também que você só mencionou os clássicos, o mais comercialmente veiculado e o que é estrangeiros, sem elencar em sua lista qualquer autor brasileiro. Deixemos isso de lado…

    Você pergunta: “Agora veja se no exterior essas bandas de pagode e funk são conhecidas??? Porque o rock e o clássico norte-americano e europeu invadiram o mundo e os pagodes e funks brasileiros não???”.

    Será que isto tem a ver com o fato de que estes não são países do terceiro mundo e que estamos falando de países muito mais ricos e que revezaram no papel de maiores potências mundiais ao longo de séculos?

    Ainda que o motivo não seja este, você não está confundindo popularidade e poder financeiro para investimento de marketing com qualidade artística?

    Você mesmo localiza Hitler em uma das nações mais ricas musicalmente e, no entanto, esta nação tão rica em termos artísticos e culturais foi justamente a que – em sua grande maioria – apoiou o ditador, o expansionismo e o tratamento dado aos judeus.

    Sua proposição era: “Talvez essa pode ter sido uma das razões dele querer dominar o mundo, pra estabelecer essa grandiosa riqueza cultural que falta em vários países do mundo, inclusive no Brasil”. Continua achando isso depois de ler o parágrafo anterior?

    Voltando em uma de suas primeiras afirmações, Dan… “Bíblia, que infelizmente é interpretado de várias maneiras, ocasionando a criação de milhares de religiões distribuídas pelo mundo”, gostaria de ressaltar que a palavra escrita é sempre passível de interpretação e que em uma frase de 5 palavras, cada qual com 5 acepções temos pelo menos 25 potenciais significados denotativos diferentes e uma infinidade de significados conotativos.

    O que me parece – e posso estar errado – é que você é contra a diversidade cultural, que gostaria que todos pensassem da mesma forma e tivessem os mesmos interesses. O que me parece, portanto, é que você É a denúncia feita no texto. Não percebe mesmo que você comete exatamente o tipo de generalização sugerida ali? Não percebe mesmo que “os fins justificam os meios” é uma ideologia emparelhada com o ideal tirânico e ditatorial?

  35. Eu não sou contra a diversidade cultural de jeito nenhum. Eu sou contra uma diversidade cultural sem qualidade, onde seu conteúdo nada mais é do que palavras de baixo calão, gírias, conteúdo pornográfico e temas que sempre recorrem à criminalidade e uso de drogas. Esse é o conteúdo do funk, um estilo predominantemente de favelas e lugares onde a população é extremamente humilde financeiramente e não tiveram acesso à uma educação de qualidade. Eu não estou querendo que o funk seja tirado do nosso convívio, pois gosto não se discute e o que pode ser ruim pra mim pode ser bom para o outro. Eu só quero que as mesmas pessoas que gostam do funk aprendam a conhecer e gostar de outros estilos de músicas de grande qualidade artística e cultural. Eu repito o que disse antes: A região onde nasceu o personagem tema dessa discussão é uma região muito rica culturalmente, tanto é que Viena, a capital da Áustria, foi eleita a melhor cidade do mundo pra se viver. Ali é um lugar organizado, onde as pessoas respiram arte, cultura, arquitetura majestosa, música de qualidade e educação de altíssimo nível. Dentro de uma favela não existe cultura, arquitetura de qualidade, arte e educação de qualidade, apenas gírias, funks, drogas, criminalidade, promiscuidade e analfabetismo. E isso é bom??? Não é preconceito meu, eu apenas estou sendo lógico e sensato. Ser bom como o Cristianismo prega não é ser conivente com o que é ruim, precário e tosco.

  36. E, neste seu universo, quem é que decide o que tem e o que não tem qualidade? Você? Eu? Carol? Amir? Hitler?

    Quando você condenou o Pagode a ser de baixa qualidade eu te ofereci nomes como Jorge Aragão e Clara Nunes. Você acha o pagode deles ruim também? Ou não? Estes discos também deviam ir para a fogueira?

    Ao condenar o Funk você está falando de quem? James Brown? Creio que não, certo? Mesmo assim usou o termo Funk. Nem todo Funk é igual, não é?

    Quanto a ter acesso… o rádio está aí para isso. Se alguém tem acesso e prefere o que você não gosta, não há nada a fazer.

    Você acha correto cercear a liberdade do cidadão em se expressar através de mecanismos culturais porque em sua opinião aquela dada obra não tem qualidade suficiente?

    Não é você que tem de querer ou não que alguém aprenda a gostar de algo. Isto cabe a cada indivíduo e é direito deste indivíduo gostar do que você não aprecia e apreciar o que você não gosta. Achar que o seu gosto é mais qualificado que o de outro é a parcela arrogante do seu discurso.

    Você repete que a Alemanha era culturalmente rica… eu repito que isso não os impediu de dar lugar ao holocausto… portanto qual foi a influência de Wagner neste momento histórico?

    Afirmar que dentro de uma favela não existe cultura é não saber o que é cultura, Dan. Afirmar que não existe música de qualidade na favela é não ter a menor idéia do que é música.

    Sem dinheiro, sem condições, sem espaço para pensar e exposto frequentemente ao perigo, eu gostaria de saber se você se sairia tão bem ao ponto de criar uma coisa chamada Samba ou sua versão tão alardeada, o Partido-Alto.

    Você diz, categoricamente que “Dentro de uma favela [só existem] gírias, funks, drogas, criminalidade, promiscuidade e analfabetismo”. Esta generalização é cheia de preconceito, ignorância e acusa a vitima de ser responsável pela causa do crime contra ela cometido: a Pobreza.

    Como você pode dizer que não é preconceito seu se o seu preconceito foi denunciado em seus comentários e apontados por nós a cada passo do caminho?

    Não é lógico dizer que Hitler fez errado e defender pontos de vista idênticos aos dele.

    Não é sensato generalizar todos os moradores de favelas ou afirmar que não há produção cultural nestes lugares.

    Independente de eu não estar nem aí para o que uma ou outra religião prega, me recordo que, na Bíblia, Jesus ajudava os pobre com todas as limitações e revezes pelos quais estes passavam, o que deita por terra mais este seu argumento sobre o que é ser bom no Cristianismo.

    A história é a seguinte: O Estado não faz sua parte e a distribuição de renda fica desigual, favelas são formadas devido a incompetência ou descaso do Estado, pessoas, sem dinheiro, vão viver em favelas, algumas recorrem ao crime, o crime se torna organizado e criminosos se escondem em meio a pessoas que jamais cometeram um crime. E, agora, o Dan acha que é bom quando um contingente criminoso morre devido a um fenômeno natural, mesmo que todas as pessoas boas morram junto.

    Acha justo culpar o pobre por um Estado negligente e/ou incompetente?
    Acha justo o inocente pagar pelo culpado?

    O que você não percebe é a impossibilidade de se formar protocolo de comunicação com um o interlocutor em cujos preceitos morais cabe o axioma “Os fins justificam os meios”.

    Você culpabiliza o inocente por estar na situação em que está e o condena junto com criminosos por algo que os inocentes não cometeram. Você ignora os verdadeiros culpados, que criaram condições para o cenário acontecer e acha ótimo quando morrem gregos e troianos. E você define a si mesmo como alguém que usa da lógica, sensatez e da bondade Cristã.

    Não faz sentido, Dan.

  37. “E, neste seu universo, quem é que decide o que tem e o que não tem qualidade? Você? Eu? Carol? Amir? Hitler?”

    Respondendo essa sua pergunta Bruno, eu creio que quem deva decidir isso é a entidade invisível responsável pela criação e manutenção do universo: Deus. Eu creio que Deus deva ser rico, muito rico em todos os aspectos e creio que o reino de Deus deva ser um lugar lindo e maravilhoso, bem superior a qualquer civilização adiantada que possamos tomar como ponto de referência. O cristianismo diz que um dia o Reino de Deus chegará ao planeta Terra. O que seria esse reino de Deus? Como seriam suas músicas, as pessoas, a educação, a cultura e as pessoas que convivem nele?
    Eu creio que a elite intelectual e moral da história fazerá parte do Reino de Deus. Eu creio que grandes cientistas, músicos, artistas, médicos, e tantos outros que abrilhantaram a humanidade com sua genialidade e bondade serão convidados a participar do Reino de Deus. Eu não creio que traficantes que falam gírias, menininhas folgadas, fúteis e burras, meninos maldosos que acham a maldade e falar palavrões o máximo, pessoas vazias que não tem amor ao próximo e só enxergam beleza física e dinheiro na frente, cafetães que contratam mulheres para se prostituir e sustentar sua vagabundagem, ladrões que assaltam, sequestram e matam farão parte do reino de Deus.
    E eu acredito que os grandes países do mundo, super adiantados em todos os aspectos (financeiro, moral, intelectual, artístico, arquitetônico) sejam uma miniatura do tal reino de Deus!

  38. Vc mencionou o Samba. Eu amo Samba, que é diferente desses funks que só falam asneiras. Eu também gosto de James Brown, Jorge Aragão e Clara Nunes. Esses são artistas, diferente desse funk de favelado drogado, de menininhas vazias e de gente maldosa e trambiqueira!

  39. E se o seu deus não existir?
    Quem deve decidir?

    Tudo o que você crê é só mais uma opinião sua. No caso uma opinião que não é baseada em evidências.

    E se o seu deus existir?
    Qual o sentido de você achar que é ele que deve decidir e você ficar legislando no lugar dele, dizendo quem é pobre de espírito ou não, quem faz arte de qualidade ou não?

    Há quem ache que usar “Fazerá” em uma frase é sinal de pobreza intelectual, você acharia justo fazer um julgamento deste tipo baseado em um único comportamento seu?

    Você crê em muita coisa. Bom (ou ruim) para você… mas nada disso é relevante nesta discussão.

    Não tenho nada contra você acreditar no que acredita, mas imagine se eu usasse como argumento para você que o meu Deus – um elefante verde de bolinhas rosas – me disse que todos os Dans têm de morrer pois as pessoas cujos nomes começam com D são pessoas ruins, não em sua totalidade, mas a maioria.

    E se eu seguisse dizendo que o Grande Elefante Verde de Bolinhas Rosas me disse que mesmo as pessoas cujos nomes começam com D que são boas eram dispensáveis se isso permitisse-nos matar as pessoas cujo nome começam com D que são ruins?

    Pior ainda… e se eu sequer estivesse em contato com o Grande Elefante de Bolinhas da cor que fosse? E se eu estivesse interpretando o que eu acho que ele quer ou não quer a partir um apanhado de traduções feitas e refeitas de livros provenientes da religião do Guaxinim Veloz e do Avestruz Careca, além, é claro, do Elefante Colorido com Estampas?

    Você não consegue compreender que em uma discussão acerca do Mundo Real e de questões reais, tudo aquilo que é crença metafísica acaba sendo irrelevante?

    Você acha que não existem traficantes que são Cristãos?

    O que você tem contra gírias? Qual o dano real das palavras de baixo calão? Em que te afeta que alguém seja burro ou tenha pouca cultura? Qual o real problema em alguém ser fútil? Por que as pessoas têm de se guiar pelos SEUS valores? O que te garante que os SEUS valores e os SEUS julgamentos são compatíveis com os de SEU deus? Suas INTERPRETAÇÕES do que leu na tradução da tradução da tradução feita por seres humanos falhos?

    “E eu acredito que os grandes países do mundo, super adiantados em todos os aspectos (financeiro, moral, intelectual, artístico, arquitetônico) sejam uma miniatura do tal reino de Deus!”

    A Alemanha Nazista, para você, é uma miniatura do reino de Deus?

    Você acha que o seu deus não vê problema em matar quem é “bom” e quem é “ruim” porque ele não tem boa mira?

    Sinceramente, não me parece que ser fútil, falar gírias ou ser burro é pior do que ser intolerante como você vem se mostrando, ou preconceituoso como você certamente é e, definitivamente, não é pior que usar de generalização para julgar indivíduos isolados como você o faz.

  40. A Alemanha Nazista nunca foi uma miniatura do reino de Deus porque faltava algo fundamental para se formar um reino de Deus: A bondade e o progresso moral! Isso era algo que aqueles alemães que seguiram o regime de Hitler não tinham. Esses grandes países que eu mencionei não inclui a Alemanha Nazista, e sim países que hoje são os melhores do mundo no IDH (índice de desenvolvimento humano), no PIB, na saúde, na educação e na economia. Alguns exemplos: Noruega, Canadá, Austrália, Áustria, Nova Zelândia, Suécia e alguns outros. No quesito moral e educação, aqueles nazistas eram até piores que esses traficantes que eu mencionei… Eram gente ruim, sem coração, malvados, que não perdoavam idosos, crianças, mulheres e nem deficientes físicos. Mas como um país que gerou um horror como o nazismo pode hoje ser uma das maiores potências mundiais? Eu não sou preconceituoso de jeito nenhum, não tenho preconceito com negros, com judeus, orientais e com nenhuma raça. Eu apenas acho que falta no Brasil incentivo à ciência e a cultura. Os grandes cientistas não ficam aqui, vão embora pra outros países, o que é errado! Eles deviam fazer suas carreiras aqui mesmo. Mas eu acho que o Brasil vai melhorar muito daqui pra frente, já que o país está crescendo na economia, vai sediar uma olimpíada e está descobrindo petróleo. Tudo isso vai ajudar a enriquecer culturalmente e tecnologicamente a nação!

  41. Quando eu escrevi “humanidade invejosa”, eu me referi á um dos maiores defeitos morais do ser humano: a inveja. É incrível como o ser humano não consegue viver em paz sem que se incomode profundamente com o sucesso alheio. Uma das causas do holocausto e do ódio aos judeus foi ocasionado simplesmente pela inveja que tinham de um povo vencedor. O ódio dos islâmicos pelos americanos também é causado pela inveja de um povo pela maior potência econômica e militar do planeta. Veja nos jogos de futebol. Sempre quando numa partida um time começa a ganhar disparadamente, como ocorreu ontem com o Brasil, o outro time começa a ficar nervoso e agredir fisicamente, pois a inveja gera o ódio. Pra mim, a inveja, o orgulho e o egoísmo são as principais causas de toda a desgraça humana!

  42. “A Alemanha Nazista nunca foi uma miniatura do reino de Deus porque faltava algo fundamental para se formar um reino de Deus: A bondade e o progresso moral!”

    E você acha que seu discurso apresenta algum progresso moral ao dizer que a morte é um pagamento razoável para o grupo que você generaliza como “favelados”?

    O regime de Hitler generalizava os Judeus, como se fossem todos iguais, ciganos como se fossem todos iguais e homossexuais como se fossem todos iguais. Em seu discurso você faz o mesmo. Onde está o progresso moral em seu discurso?

    Quanto ao IDH e ao PIB… Você mede o paraíso em termos de sucesso econômico? O mais curioso sobre o que você imagina sobre o paraíso é que lhe falta bastante imaginação. Se é que o paraíso existe, que pista bíblica (ou imanente) você tem de que ele é tão semelhante a civilização humana?

    Em Niterói morreram idosos, crianças, mulheres e deficientes físicos, e você sugeriu que foi ótimo, porque morreram traficantes. Onde está a coerência em seu discurso, já que afirmou que este comportamento é errado no caso da Alemanha Nazista?

    Você pergunta: “Mas como um país que gerou um horror como o nazismo pode hoje ser uma das maiores potências mundiais?”

    A resposta está justamente em sua pergunta. Se em uma sala todos os presentes são pacíficos menos um, que é um assassino sanguinário, o assassino vai matar todos até que só ele sobre. A simples idéia de potência mundial econômica é vil em sentido íntimo. Você só não entende isso por conta de suas noções de que “deus não iria deixar que isso acontecesse a não ser que essas pessoas fossem ruins”. Tenha a “santa” paciência, Dan. Melhoremos o nível da discussão porque atribuir ao seu deus convenientemente o que ocorre não tem nada de sensato, muito menos lógico!

    Você diz não ser preconceituoso. Leia as seguintes frases e me diga se elas não são preconceituosas: “Dentro de uma favela não existe cultura”, “pagode e outro tipo de comportamento cultural que não é conhecido mundo afora devido à baixa qualidade de seu estilo”, “Veja o desastre das chuvas em Niterói, no Rio de Janeiro… Eu tenho certeza que naqueles morros moravam pessoas de um nível extremamente baixo e inferior”.

    Ahn… quanto aos islâmicos (de um modo geral, como você sempre coloca tudo) “eles” entendem a América como um país espiritualmente decadente e responsável pela invasão repetida de países soberanos do oriente médio por motivos econômicos e visando o controle sobre o petróleo.

    Suas noções de Política Internacional, História Mundial, Moral, Ética e CAUSA E EFEITO são perigosamente ingênuas e equivocadas. Adicionalmente, você sequer consegue compreender em si mesmo a existência do preconceito, de falsos conceitos e sua imensa capacidade de ser injusto.

    Talvez se começasse a ler fora da sombra de sua religião (ou do apanhado de religiões nas quais acredita) ficaria mais fácil de dialogar de forma racional… não sei… Talvez o problema seja de origem estrutural mesmo e, neste caso, é mais difícil de resolver.

    Você leu o texto Generalizações?
    http://www.sarcasmosmultiplos.com.br/2006/10/06/generalizacoes/

  43. Eu não sou preconceituoso e nem estou generalizando nada. Por acaso você assistiu o filme “Cidade de Deus”, um dos filmes mais famosos do cinema brasileiro e que concorreu a 04 oscars??? Vc viu o que aquele filme mostrou? A rotina de um lugar chamado Cidade de Deus, no Rio de Janeiro, um condomínio humilde onde moram muitas pessoas decentes e trabalhadoras, mas também muitos bandidos e traficantes com vocabulário extremamente grosseiro que acham o máximo a violência, o poder e o tráfico. Os estrangeiros, ao verem esse filme, devem ter tido uma péssima imagem do Brasil. Agora, veja o filme “Maria Antonieta” que mostra a vida da imperatriz da Áustria. Compare as locações desses 2 filmes, compare a aparência física dos personagens, compare o grau de nobreza das construções, compare o palavreado… quem assistiu Maria Antonieta teve uma imagem da Áustria diferente do filme “Cidade de Deus”… NÃO PODEMOS COMPARAR A MARAVILHOSA MÚSICA EUROPÉIA E AMERICANA COM ESSES FUNK DE MORRO CARIOCA!!! ENTENDA ISSO DE UMA VEZ POR TODAS… Eu não sou preconceituoso contra ninguém, muito menos com quem mora na favela, eu apenas quero que haja um governo consciente que tire aquelas pessoas de lá e as coloque num local decente, limpo, pra essas pessoas poderem ter uma vida mais digna!!!

  44. Veja aquelas obras de caridade maravilhosa feita com crianças carentes que aprenderam a tocar violino, e hoje participam de concertos eruditos Brasil afora… Aquilo sim merece ser aplaudido de pé!!!

  45. E quanto aos islâmicos, vou dizer uma coisa pra vc: Me cite uma grande contribuição à ciência dada por um islâmico?? Eu conheço inúmeras e maravilhosas invenções e descobertas de norte-americanos e europeus, agora o que aquele povo fanático sabe fazer? só guerra santa e sangrentos atentados terroristas. Os árabes deram contribuições para a matemática, mas isso foi há milhares de anos atrás… Eu não estou generalizando nada, porque deve ter muitos islâmicos que não concordam com aquele terrorismo em nome de Alá, mas com tantas notícias de atentados terroristas vindo dali, dá a impressão que toda aquela região é um barril de pólvora, prestes a explodir… Os americanos não são santos, mas deram maravilhosas contribuições para a medicina. Vou citar apenas uma que eu e você já usamos… A anestesia. Sim, foi um americano chamado Thomas Green Morton quem descobriu esse maravilhoso método de tirar a dor física! Foi uma das maiores descobertas feitas por um cientista até hoje!!! Essa foi apenas uma das grande invenções norte-americanas. Agora me diga alguma contribuição útil de um islâmico para a ciência??? apenas uma?

  46. Sim, você está generalizando repetidamente. Generalizou os moradores da favela, generalizou os judeus, os ciganos e até os músicos de pagode.

    É só reler.

    Se “os estrangeiros” tiveram péssima imagem do Brasil ao ver aquele filme é porque, como você, também esqueceram de fazer as contas e ver quantas pessoas eram vítimas e quantas eram criminosos.

    Eu não tenho péssima imagem dos Americanos baseado apenas em seus filmes sobre o crime organizado em seu território, sua política externa lamentável, seu expansionismo prepotente e por conta das duas bombas atômicas que jogaram em civis em Hiroshima e Nagasaki (mais grave que derrubar torres, não?). As pessoas responsáveis por estas coisas são as pessoas responsáveis por estas coisas. Não é possível atribuir a culpa a cada indivíduo americano, apenas àqueles que efetivamente promoveram tal genocídio.

    Quando você fala em “música Americana” e “música Européia” você está dizendo que toda a música produzida nestes países é boa? Ou foi só generalização? Não preciso pensar muito para te dar 20 exemplos de péssima música em termos técnicos (independente do que eu gosto ou não – gosto nada tem a ver com qualidade técnica).

    Você diz: “Eu não sou preconceituoso contra ninguém, muito menos com quem mora na favela”

    Eu te respondo com o que você mesmo escreveu: “Veja o desastre das chuvas em Niterói, no Rio de Janeiro… Eu tenho certeza que naqueles morros moravam pessoas de um nível extremamente baixo e inferior. Ali a bandidagem e a promiscuidade devia rolar solto, sem eira nem beira. Vc acha que num lugar chamado Morro do Urubu, com a fama que o Rio têm no tráfico de drogas, só moravam “coitadinhos” e “trabalhadores” como a imprensa rotula??? há… eu não nasci ontem e não sou bobo! É claro que moravam pessoas decentes ali, mas também muitos traficantes, meninos drogados e malvados e meninas vadiazinhas sem nada na cabeça! A própria natureza se encarregou de fazer algo pra mudar aquela situação, sem precisar da ajuda de nenhum ditador!”

    Vou ser sincero: Você devia ter vergonha do que escreveu.

    Só para lembrar, a Ciência não é a única e muito menos a mais importante forma de produção cultural humana. Gostaria, mesmo assim de corrigir sua colocação ignorante acerca do povo islâmico (que poderia ter sido resolvida com uma simples pesquisa no Google). Não se trataram de “contribuições na matemática há milhares de anos atrás” simplesmente. O Islã inventou a Al-Jabr, cujo nome em português você já deve ter ouvido falar, posto que, em nosso país chamamos de Álgebra! Além disso eles conceberam o Zero e também os Algarismos Árabes, a Análise Combinatória e a Trigonometria. Há muitos outros exemplos que lançaram as bases da Ciência ocidental.

    Sua ignorância e óbvio preconceito para com o povo islâmico, portanto, te levaram a falar asneiras uma vez mais.

    Não satisfeito em falar sem saber acerca de Ciência você invoca o terrorismo como sendo parte da cultura de todos os islâmicos (evidente generalização), uma bobagem sem tamanho, que só poderia vir de uma pessoa que gosta de acreditar que o regime estadunidense é mais que um regime expansionista, dominador e interessado na globalização do pensamento e na obliteração de culturas através do estado policial e intolerância ideológica.

    Os EUA financiaram a criação deste barril de pólvora, fornecendo armas na época da guerra fria e treinando tropas contra as quais, hoje, eles têm de lutar.

    Você lança um desafio: “Agora me diga alguma contribuição útil de um islâmico para a ciência??? apenas uma?”

    Pode ser mais de uma?

    (1) Ibn al Hayzam – Foi um dos maiores físicos de todos os tempos. Ajudou a desenvolver a óptica, enunciou a proposição na qual um raio de luz, ao passar através de um meio homogêneo, escolhe o caminho mais fácil e mais rápido. Essa descoberta estava muitos séculos adiantada; (2) Abu Rayhan al-Biruni – utilizava-se de métodos empíricos para obter suas conclusões. Teve o mérito de descobrir, seis séculos antes de Galileu Galilei o princípio chamado de “invariância das leis da natureza”, ou seja, o universo inteiro está sujeitos às mesmas leis naturais; (3) al-Khwarizmi – O livro de Álgebra de al-Khwarizmi foi muito influente, mais do que o seu mérito intrínseco mereceria, devido à utilidade prática das matérias apresentadas, e regras com aplicação em questões de heranças, comércio e contabilidade.

    Se estes não bastam para você, que tal Abdus Salam, físico paquistanês, muçulmano praticante (e não terrorista), ganhador do prêmio Nobel de Física de 1979 pelas suas contribuições à teoria unificada das interações fracas e eletromagnéticas entre partículas elementares, inclusive a predição das correntes neutras fracas.

    ahn… Satisfeito?

  47. Eu te agradeço por ter me esclarecido a respeito dessas contribuições do povo árabe. Mas porque então os livros de ciência do ocidente mostram apenas invenções e descobertas de ingleses, americanos, alemães, italianos ou franceses??? Pegue um livro de física ou química, desses que usávamos na escola, e veja a quantidade de cientistas americanos ou europeus que ilustram suas páginas… Dificilmente vemos um cientista árabe. Porque isso? Será que existe um preconceito dos editores contra a ciência daquela região? Em relação à Niterói, eu escrevi aquilo baseado no que eu acredito sobre a existência de um Deus que influi sobre a natureza no intuito de purificar a humanidade do seu pecado. A bíblia dá vários exemplos sobre isso. Eu não creio num mundo dominado pelo acaso e pelo caos, e sim num mundo dominado por um Deus justo e perfeito!

  48. Não tenha dó de gente que faz o mau, porque essas pessoas são a fruta podre da sociedade. Veja as reportagens na mídia sobre o crack. Veja o mau terrível e medonho que essa droga causa em muitas pessoas. Quem vende essa droga está condenando o usuário á uma vida eterna de sofrimento e desgraça! Vc ficou com pena dos traficantes? Vc conhece alguém que teve um membro da família destruído pela droga vendida por esses caras??? Vc não sabe que vários morros cariocas são dominados pelo tráfico de drogas? Vc acha que devemos ter pena desses monstros?

  49. Esses traficantes são tão vagabundos que muitos meninos decentes, filhos de famílias honestas e trabalhadoras dos morros, entram nesse mundo porque são iludidos pelo dinheiro fácil que os traficantes aparentam ter. Quantos pais de família não tiveram seus filhos destruídos pela influência maléfica desses monstros??? Vc viu aquele documentário chamado “Falcão, meninos do tráfico”???

  50. Você disse que eu devia ter vergonha do que eu escrevi. Vc também deveria ter vergonha de escrever “Hitler não foi um monstro”… Se a comunidade judaica lesse essa frase, ficaria profundamente ofendida, mesmo sabendo que é uma frase interpretativa!

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