O filme do “Homem de Ferro” ainda não saiu, mas o MarvelKids.com publicou isso aqui pra dar uma palhinha.
Tony Edward Stark vai ficar em evidência agora em 2008, quando o filme do “Homem de Ferro” estiver em cartaz, encarnado pelo ótimo Robert Downey Jr.
Os desenhos seguem a linha um pouco mais soturna da releitura feita pelo diretor John Favreau, o namorado da Mônica, de Friends (aquele que compra um restaurante pra ela).
Como amante dos quadrinhos, fica difícil de não gostar de qualquer coisa que seja minimamente bem feita e, creio, Rober Downey Jr emprestará ao filme o tal cool factor - como se diz por aí - necessário para fazer do filme algo que valha a pena ver.
Das animações eu gostei bastante.
Papel de Parede do Homem de Ferro
O alerta veio do Colmeia.tv.
Já faz um tempo que eu assisto desenhos animados mais infantis, como Kim Possible, por exemplo. Útil para quem vai ser pai em breve - como é o meu caso - aprendi (sem grande esforço) a gostar de alguns deles.

Os Jovens Titãs - traduzido de Teen Titans - é um desenho baseado na revista em quadrinhos Novos Titãs (The New Teen Titans), criado por George Pérez e Marv Wolfman nos anos 80, sendo que, enquanto nos Novos Titãs a idade das personagens estivesse pouco acima dos 20 anos, nos Jovens Titãs suas idades estão em torno dos 15 à 17 anos.
O desenho tem características bastante especiais e foi criado por Sam Register, Glen Murakami e desenvolvido por David Slack. Seu cancelamento deixou saudades e muitos fãs nos EUA, além de cinco ótimas temporadas - conforme anunciado em 2005 pelo site TitansTower.com.
Embora tivesse tudo para que eu não gostasse, como leitor de quadrinhos - uma vez que o desenho jamais foi estabelecido como parte da cronologia oficial da DC Comics - o desenho me cativou principalmente graças a nova leitura de uma de minhas personagens prediletas dos quadrinhos: Ravena (Raven na versão em inglês).

Além de Ravena, o grupo é formado por Robin (nos quadrinhos já com o nome de Asa Noturna), Estelar (Starfire), Ciborgue (Cyborg) e Mutano (Beastboy), mas a natureza complexa e soturna da minha predileta do grupo, que já me fascinava nos quadrinhos, me fascinou ainda mais no desenho animado.
Apesar das críticas de que o desenho é um tanto infantil eu acredito que seu espaço está garantido junto aos mais novos e me parece que sua aceitação é grande (ainda mais se você faz uma breve busca em comunidades no Orkut). Os temas guardam especial atenção a dilemas morais e escolhas difíceis enquanto descrevem arcos de história bastante interessantes com traço e animação magníficos.
Assim como nos quadrinhos, o desenho animado é centrado nas personagens mais que em qualquer outra coisa - sem no entanto explorar seus alteregos - entrando até mesmo em questões delicadas e interessantes como triângulos amorosos, culpa e preconceito.
Ravena é uma personagem especialmente interessante… êmpata, teleporter, defender, precognitiva e capaz de controlar sua criatura interior (soul self) para combater fisicamente ou em missões de reconhecimento, suas origens são sombrias e sua forma corpórea resulta da união de uma mortal e um demônio.
Por mais que todo este papo pareça geek demais para quem não aprecia quadrinhos e super-heróis, estamos falando do poder da Liturgia Ficcional e da tele-dramaturgia pop na educação das crianças que os assistem.
Com uma origem complexa e tendo sua passagem pelos quadrinhos distribuída em três encarnações, Ravena é um poço de subtextos e metáforas que, se identificadas, descrevem um indivíduo problemático e cuja riqueza de ensinamentos já era grande quando eu li. Ravena muda ao longo do tempo, seus poderes mudam, sua aparência muda, ela se culpa, se redime, se sente morrendo e renascendo - um prato cheio pra qualquer analista!
Transformar uma personagem tão sombria em uma adolescente não deve ter sido nada fácil, sobretudo considerando o grande trabalho que foi feito em garantir que as perdas na mensagem fossem mínimas sem tornar a personagem ininteligível para os seus espectadores mirins.
A Ravena adolescente é o protótipo da criança problemática, soturna por natureza, melancólica, cujos pais eram de mundos diferentes, um deles profundamente diferente da personagem e facilmente reprochável em sua natureza. O semblante sempre nas sombras, as roupas escuras, a voz na animação da Warner e todas as idiossincrasias que a personagem apresenta nos remete ao movimento Gótico (denominado Dark nos anos 80) sem dificuldade e acaba conquistando adolescentes aos montes como fãs.

Analisando com cuidado e sem torcer o nariz, as diferentes personagens de desenhos animados e quais deles são os prediletos de nossas crianças, creio eu, poderemos entendê-los melhor… contanto que não esqueçamos de conversar com a criança para compreendermos seus motivos conscientes da escolha.
Ao que parece a DC Comics não ignorou o sucesso conseguido pelo desenho animado e começou a publicar em quadrinhos a revista Teen Titans Go!, que retrata os personagens desta produção.
Alguns fãs até mesmo começaram a trabalhar em um projeto independente de animação 3d.
Para os pai que gostam de indicar joguinhos bacaninhas para os filhos, segue um jogo especial dos Jovens Titãs:
A introdução do desenho dos Jovens Titãs:
Uma cena de Ravena:
Há momentos nos quais importa menos o que algo efetivamente é e mais o que este algo significa para quem está assistindo.
Um vídeo musical SteamPunk, que serve de trailer para o fantástico trabalho de Jasper Morello, cujo trecho do original pode ser encontrado no YouTube.
Atualização:
Achei o “Vida Plana” no Twitter, porque a @sabineas, do 7th art publicou o link. Tenho recebido tanta coisa legal no Twitter que sugiro que todo mundo se cadastre!
A animação de 2004, com roteiro e desenho de John Geirnaert, um nome confesso desconhecer completamente.
O roteiro simples mas cativante consiste na interação entre os residentes de quatro apartamentos de um edifício, os quais você vê atuando simultaneamente no pequeno espaço em que vivem.
Vale dar uma olhada.




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