A delícia do sarcasmo, para mim, está em fazer uma troça causticante das macaquices do ser humano.
Ok… de uma forma ou de outra tudo que fazemos é macaquice, mas acho o máximo quando alguém conta uma piada boa como “Brazil – O Filme”, “Muito além do Jardim” ou “O Show de Truman”, como resposta aos caminhos que a sociedade como um todo vem percorrendo com a cumplicidade de cada um de nós.
Encontrar as incoerências em nosso modus vivendi não é fácil, visto que estamos dentro do ventre da besta, mas alguns de nós conseguem fazê-lo de forma magistral, seja fazendo filmes, músicas, livros, contos, poesias ou mesmo piadas.
Esse é o mérito de gente muito boa como Mairus Maichrovicz e suas piadas elaboradas; Fernando Pessoa e sua poderosa eloqüência poética; Isaac Asimov e sua prolífica obra acerca do potencial do Homem; George Orwell e uma leitura mordaz do totalitarismo; Jards Macalé e a irreverente leitura musical que faz do mundo; Terry Gilliam e sua concepção distópica da realidade; Peter Sellers e sua magnífica interpretação da alienação; e tantos outros que não caberiam neste post.
Em 5arcasmos |v|últiplos sonho fazer o mesmo que tanta gente especial andou fazendo por aí e fico feliz de ver que coisas como “The Meatrix” vão aparecendo a todo momento.
Que não confundam meu sarcasmo com cinismo pois “sou do tamanho do que vejo e não do tamanho de minha altura”.
A sensibilidade necessária para ver o risível onde deveria haver o pranto; a mordacidade construtiva com intuito de promover o questionamento; a honestidade causticante que grita “o rei está nú”; tudo isso é de uma ousadia e rebeldia deliciosamente íntegras!
Se “Tutto nel mundo e burla“… Ri melhor quem ri por último.
I started a joke
I started a joke, which started the whole world crying,
oh but I didn’t see that the joke was on me, oh no.
and I started to cry, which started the whole world laughing,
oh, if I’d only seen that the joke was on me.
and I looked at the skies, running my hands over my eyes,
and I fell out of bed, curseing my head from things that I’d said.
Til I finally died, which started the whole world living,
oh, if I’d only seen that the joke was on me.
and I looked at the skies, running my hands over my eyes,
and I fell out of bed, cursing my head from things that I’d said.
‘Til I finally died, which started the whole world living,
oh, if I’d only seen that the joke was one me.
The Bee Gees
E se eu já disse que parei de me perguntar para que servem as trapizongas tecnológicas regurgitadas pelo mercado ultimamente, basta dar uma olhada no aparelho abaixo para entender o porquê.
A Vodafone japonesa exibiu, em feira de telecomunicações recente, um protótipo de seu aparelho que tem como acessórios Caixas de Som Externas!
Assim, ao chegar em casa, basta colocar seu celular em cima da mesa, encaixado aos speakers, para poder tocar seus gigas de MP3 instalados em seu celular.
É sempre uma possibilidade, lógico, levar as caixas de som com você para… sei lá… parar na frente de um barzinho e “tirar uma onda” com seu “poderoso” aparelho de som “portátil”.
Em casa, para que você não precise levantar da poltrona para pular uma MP3 da Kelly Key, instalada sem querer, a Vodafone – que parece mesmo pensar em tudo – disponibilizou um Controle Remoto BlueTooth.
Ah… e ao contrário da EOS 10cel, que eu inventei de brincadeira, o protótipo deste Vodafone está previsto para lançamento como produto em meados do ano que vem.
Já houve tempo em que eu me perguntava qual a real utilidade das coisas. Ultimamente tenho tentado parar de me perguntar pois, em muitos casos, não há resposta.
No elevador, indo para o almoço, eu, Mairus Maichrovicz e Vânia Azevedo, conversávamos brevemente.
Intrigada pela câmera fotográfica que o Mairus carregava a tira-colo, Vânia perguntou: “Vai tirar fotos por aí?”
Ao que o sujeito respondeu: “Não… é que minha máquina fotográfica tem um celular embutido. Tenho de levá-la sempre comigo.”
Entrando na onda eu mesmo indaguei: “É mesmo? Que moderno!”
Mairus, sem perder a pose, retruca: “Pois é… A câmera é ótima, mas o celular tem um chiado meio chato.”
A Vânia, já nos conhecendo e acostumada com nossas inexplicáveis viagens Monty-Pytonianas, já havia desistido de nós havia algum tempo.
“E a cobertura?” – continuei eu – “É boa?”
Ao que o Mairus me respondeu: “A cobertura é ótima! O problema é o alcance… só consigo falar com celulares no raio de 50 metros do meu.”
Sem pestanejar, não me acanhei: “Ah! Mas já é um avanço!”
Ok… estamos brincando e tudo mas, a meu ver, é exatamente esse o rumo da tecnologia nos dias de hoje.

O fictício pesadelo tecnológico EOS 10cel.
Com bluetooth, Wi-Fi, FireWire, MP3 Player,
Rádio-Gravador e acesso à Internet (claro)!
Clique na imagem ou arraste-a a gosto
Quando todo mundo acha que você é segurança ou praticante de luta livre é porque…
Ao andar no Botafogo Escada Shopping – como meu amigo Cristiano Dias tão carinhosamente o apelidou – percebo sempre que os passantes meio que se afastam de mim apressados nunca, entretanto, tendo entendido o porquê.
Quando esta semana o Cristiano Dias me aconselhou, enquanto fazia minha efígie no MyEmo, a escolher o par de olhos “tal” porque era o par de olhos que eu “faço no shopping”, percebi a natureza do problema.
Veja… tenho 1,85, peso uns noventa e “poucos” quilos, calço quarenta e quatro, uso cavanhaque, raspo a cabeça com navalha e, ainda por cima, dada a miopia, fico o tempo todo forçando a vista – o que me deixa com aquele ameaçador aspecto Jacknicholsoniano.
|
|
|||||
|
|||||
|
Para amenizar a situação, portanto, me decidi a resolver este problema o mais breve possível, adquirindo óculos novos. Paratanto, contudo, peço que me ajude a escolher um modelo de óculos – clicando nos números ao lado – e que deixe um comentário informando qual gostou mais.
