Esse é o tipo do post que tinha de aparecer no Presunto, do Mairus Maichrovicz e do Handofsky, mas eis aqui esse “remake” de “Tron”.
E, por falar em “TRON”:
E, por falar em “TRON”:
Com quase 800 títulos em DVD e mais de 1500 títulos cadastrados no MovieLens, creio que posso me considerar um Cinéfilo. Ainda assim, são poucos os anos em que me interesso tanto pelo Oscar.
Este ano algo de novo apareceu e, creio, se a Academia souber valorizar esta oportunidade, as coisas podem mudar um pouco no como fazer Cinema.
“Sangue Negro” veio para ganhar. Fez-se um filme na medida para ser o mais votado pela academia. É um filme primoroso, bem feito, ousado ao lançar mão da palavra tão poucas vezes e com uma trilha que nos deixa sempre na expectativa de que algo terrível vai acontecer (embora seja um tanto parecida demais com a trilha da série “Lost”).
Creio eu que “Sangue Negro” (veja o trailer) leva o Oscar de melhor filme e que, de diversas formas, ele merece! É um filme forte, interessante, profundo, bem dirigido e não há como questionar sua integridade.
O Oscar, contudo, precisa de caráter… a Academia precisa se arejar um pouco…
“Juno” (veja o trailer), contudo, está do outro lado da balança… e, não desmerecendo os demais concorrentes, o filme, que conta com a talentosa Ellen Page é algo novo, um filme que segue no caminho de “A Pequena Miss Sunshine” criando uma nova linguagem e um novo jeito de fazer Cinema.
Correndo o risco de ser criticado pelo elogio grandiloqüente, deixo bem claro aqui que, independente de achar que “Sangue Negro” vá ganhar, acredito que dar a estatueta de melhor filme para “Juno” faria um bem maior ao Mundo do Cinema.
Não há como negar que “Desejo e Reparação” é belíssimo! “Onde os Fracos não têm Vez” é um grande filme sem dúvida! Infelizmente não vi “Conduta de Risco”… mas mesmo não tendo visto “O Escafandro e a Borboleta” (ver detalhes aqui), aposto que devia estar dentre os indicados para Filme Estrangeiro!
Mas deixando de lado os ótimos filmes que estão concorrendo e pensando no futuro do Cinema não só como entretenimento mas como Arte, posso afirmar que vou ficar mais cínico a respeito de Hollywood se “Juno” não ganhar este ano.
Jason Reitman, que já havia sido ótimo ao dirigir “Obrigado por Fumar”, tem em seu currículo 21 vitórias além de ter sido candidato a mais 10 prêmios, sintoma inequívoco de seu talento.
Ellen Page provavelmente não vai levar o Oscar e tem ainda muita carreira pela frente, mas com escolhas inteligentes e consistência na busca por papéis que não degradem a imagem da Mulher, acabou ajudando Reitman a criar um filme moderno a respeito de aborto, do direito da mulher e sobre adolescer.
Uma outra dica sobre “Juno” se refere a adorável trilha sonora, no melhor do estilo Folk, já disponível por aqui.
Abaixo você vê a definição dos candidatos pela Academia:
Clique para baixar o papel-de-parede…
Vamos aos indicados:
Do diretor Peter Joseph e disponível legendado no Google Vídeo, “Zeitgeist”, discorre, em um primeiro momento, a respeito de curiosos fatos teológicos, estabelecendo relações entre uma dúzia de Liturgias, para nos mostrar que a nossa percepção da realidade pode estar bem distante da Verdade.
As partes seguintes do documentário empreendem uma jornada pela história americana, identificando o modus operandi renitente dos EUA e que, ao que parece, boa parte da população do planeta não se furta a ignorar completamente.
Nas palavras do próprio Peter Joseph, “o documentário foi criado sem fins lucrativos, para servir de inspiração às pessoas comecem a perceber o Mundo a partir de uma perspectiva mais crítica e entender que não é incomum que o senso comum se engane acerca da realidade.”
O filme pode e deve ser visto via Internet, uma vez que não é pirata e que o próprio site oficial do filme disponibiliza uma página de download.
Há também um endereço onde é possível encomendar o DVD, o que me parece uma boa idéia, se a legenda em português estiver tão razoável quanto a que está disponível na cópia presente no Google Vídeo.
O vídeo é longo mas vale a pena! Peço que, caso você goste deste blog, assista ao vídeo em toda sua extensão e que comente aqui, se possível, divulgando-o para quantas pessoas puder.
Importante
Eu não concordo com o que o filme alega a respeito de alguns dos fatos históricos elencados, bem como análises sobre o sentido íntimo da Religião. O filme é muito interessante, ainda que esteja enganado e, se estiver certo a respeito de mais de 70% de tudo que nele é mostrado, espero que exista um Deus para que este venha a nos acudir em breve.
Agradecimentos ao Marcus Handofsky, que escreve para o Mairus.com.

Não me entenda mal… nada contra japonesas, colegiais, baixinhas, saínhas curtas ou perninhas grossas, mas me parece que o pessoal tá exagerando um pouco no conteúdo gráfico, híper-exposição e exploração de imagem das menininhas cada vez mais novinhas que arrumam para suas produções fotográficas ou cinematográficas.
É fato que todo mercado de modelos de beleza chove no molhado de que a mulher perfeita tem entre 14 e 16 anos, é magra feito um pau-de-vira-tripa, tem jeitinho vulnerável ao mesmo tempo que um ar teimoso e uma sexualidade nada condizente com a idade que tem… mas a coisa começa a ficar meio perigosa quando a o substrato cultural de uma sociedade começa a refletir mais seus desejos encubados que seus supostos valores.

Vejo tanta gente falando dos perigos do RPG, dos videogames, da violência no cinema e de em quanto isso tudo causa danos à juventude, mas dificilmente encontro gente atacando a erotização da imagem da criança, das paquitas, das modelos, das atrizes de “Malhações” da vida, das dançarina-da-boquinha-da-garrafa e afins.
Podem até dizer que a maldade está nos olhos de quem vê mas, se assim é, vamos usar dois pesos e duas medidas, parar de demonizar videogames, internet e cinema e decidir se temos ou não problema em explorar este tipo de imagem.

No fim das contas - e nem comento o roteiro do filme, só as imagens que foram veiculadas - é desconsertante ver a menina (que até deve ter se divertido bastante, probrezinha) passando por aquelas situações insólitas.
Enfim… para os pedófilos com tara por deficientes físicas em roupas de estudante, o filme deve ser muito bom.
Segue o trailer do filme, para quem quiser conferir (não vou rastrear IP para mandar para a Polícia Federal):

Para quem não é iniciado na cultura SteamPunk, é importante fazer uma breve introdução…
O SteamPunk ficou notório em fins da década de 80 e início dos anos 90 como uma subgênero da Ficção Científica, ambientado em um passado alternativo, onde a tecnologia a vapor (steam) teria sido levada às últimas conseqüências.
Embora o conceito seja novo, os primeiros romances do gênero são considerados antigos, datando do fim do Século XIX, como é o caso das obras de Ficção Científica escritas por Julio Verne - como “Da Terra à Lua“, “20.000 Léguas Submarinas
” e outras obras do autor
.
Entre gramofones portáteis alimentados por dínamos, aviões movidos a vapor e computadores em mogno e bronze, o gênero SteamPunk pode não ser muito conhecido por aqui, mas é, com certeza, fascinante!

Piada interna entre comediantes do mundo todo, “Os Aristocratas” quebra expectativas enquanto ensina como a comédia funciona.
Pois a piada virou filme, pelas mãos de Paul Provenza, e pega pelo pé o desavisado que esbarra no filme sem saber do que se trata.
Depois de aglutinar um grupo de cem comediantes, famosos ou não, americanos, ingleses e de toda parte do mundo, Provenza os faz explicar de forma caótica o que é essa “Melhor Piada de todos os Tempos”, que assombra toda a comunidade da comédia há pouco menos de um século (alguns falam de muitos e muitos séculos, mas pode ser que seja piada).
Não espere rir de “The Aristocrats”, ao menos de início, até porque se trata de um exercício de tempo, contexto e praxis do contar-piadas.
Comediantes do calibre de Jason Alexander (“Seinfeld”), Hank Azaria (“Mad About You”
), Drew Carey (“The Drew Carey Show”
), Eric Idle (“Mounty Python”
), Whoopi Goldberg (“Mudança de Hábito”
), Bill Maher (“True Story”
), Penn & Teller (“Penn & Teller”
), Kevin Pollak (“Avalon”
), Chris Rock (“Everybody Hates Chris”
), Robin Williams (“Bom dia Vietnã”
) e uma quantidade absurda (como podem ver) de outros grandes nomes.
Não é difícil perder a paciência com o filme, mas “Os Aristocratas” é um exemplo muito interessante da dificuldade que a gente tem de entender o que vai além da camada óbvia de qualquer coisa.
Feito com baixo orçamento mas muita vontade, “Os Aristocratas” é inconveniente, grosseiro, subversivo e divertido.
A piada? Bom… a piada mesmo eu só conto para quem me contatar e me perguntar, mas se você quer ter uma idéia, veja a versão abaixo:
Você quer saber mais?