Bem vindo a Pecuária do Real

June 18, 2012  |  Como vejo o mundo..., Filosofia  |  No Comments

Creio que vale comentar a questão mais a fundo…

A meu ver o vegetariano só é chato quando tenta convencer os carnívoros a serem vegetarianos. O mesmo vale para os carnívoros que prestam testemunho.

Mas… vá lá, é complicado para muita gente não concordar consigo mesmo e se abster de tentar argumentar em favor da forma como resolveu viver a própria vida – vide o poster em anexo.

Faz tempo eu venho falando que havia carne até mesmo na confecção de tênis e máquinas fotográficas, mas isso não resolve uma questão: se é moralmente razoável ou não comer carne.

É um dilema moral, assim como a legalização do aborto, a liberação da maconha ou a proibição do cigarro em áreas abertas (sim, isto está sendo considerado em todo o mundo), há muito em jogo e muitas disposições em favor e em contrário.

O vegetariano-por-motivos-de-saúde não se importa tanto com o cartaz em anexo, o vegetariano-por-motivos-morais luta para não compactuar (tanto quanto possível) com a morte de animais para ingestão. O sacrifício é particularmente grande hoje, quando a carne está em toda a parte e o vegetariano não escapa de compactuar inadvertidamente com a morte de um animal quando come uma jujuba.

Vivendo em épocas de escravidão, Irineu Evangelista de Sousa, ao adquirir a fundição da Ponta de Areia, em Niterói, comprou-a com os escravos dentro. Ele era abolicionista. Começou a pagar os escravos semanalmente para que estes pudessem comprar sua alforria. Ele poderia ter pago a alforria de cada um de uma vez ou então ter virado um revolucionário e financiado revoltas de negros (muito mais numerosos que os brancos). Sua forma de lutar em favor do abolicionismo, contudo, era outra.

Havia, na época, quem achasse que a escravidão era correta. Havia, na época, quem a achasse incorreta.

O mérito do engajamento de Irineu, contudo, é considerável, ainda que não lhe fosse possível resolver tudo ao mesmo tempo.

Votamos hoje, quase todos nós, para conseguirmos um país melhor e, no entanto, sabemos que a grande maioria da classe política está envolvida com o crime organizado ou com a corrupção. Votamos mesmo assim e, portanto, somos coniventes.

Poderíamos pegar em armas, mas escolhemos o caminho do conformismo ou do engajamento em formas mais brandas de luta pelo que achamos correto.

Não é diferente com os vegetarianos.

Há aqueles que tentam converter, há aqueles que divulgam coisas no Facebook, há aqueles que apenas não comem carne, há aqueles que não usam nenhum produto de origem animal, há aqueles que admiram a postura mas não podem deixar de comer por condição de saúde, há aqueles que acham a causa nobre e a apoiam, mas não deixam de comer carne.

Há espaço para todas as ideologias no mundo, para aquelas que não entendemos, para aquelas com as quais mesmo entendendo não concordamos, para aquelas a respeito das quais estamos totalmente equivocados e para aquelas que, no futuro, podem vir a ser o comportamento social dominante.

Eu apoio a diversidade, a pluralidade, a tolerância por princípio – ainda que, por vezes, isso seja incômodo ou inconveniente.

Ao menos esta é a minha forma de ver as coisas… É o que eu acho que é certo para mim, não o que eu acho que é certo para você.

Fique à vontade para Refletir sobre o que eu escrevi, se achar que faz sentido.

Intolerância, Homofobia e Masculinidade

February 28, 2011  |  Como vejo o mundo..., Comportamento, Filosofia  |  6 Comments

Em instigante artigo acerca da pesquisa sobre Intolerância, de Cristina Lasaitis, publicada na Veja Online, Pollyane Lima e Silva discorre acerca do trabalho da pesquisadora que aponta a relação entre Homofobia e o conceito de Masculinidade.

Plenamente aceitável que uma pessoa, que só se interesse por mulheres, goste de ver duas mulheres juntas. O mesmo indivíduo, se não gosta de homens, de fato não vai apreciar ver dois homens juntos mais que um casal formado por um ornitorrinco e uma girafa… mas muito embora eu acredite que as pessoas devam poder pensar o que quiser, qualquer ato intolerante é de uma idiotia tão indesculpável que falho em compreendê-lo.

Considerando o fato de que – aos olhos de Homens e Mulheres – quando uma mulher se envolve com outra não perde nada e quando o homem se envolve com outro perde a masculinidade, é bastante previsível o fenômeno da homofobia – mas não menos estarrecedor.

Preconceito é o conceito que vem antes do conhecimento e, portanto, estúpido por definição. É a marca de quem não vê como importante refletir acerca das próprias idéias – sinal inequívoco da forma de burrice necessária para que a Homofobia continue existindo.

Eu, sinceramente, estou pouco me lixando para se o intolerante vê motivação em sua ideologia e em seus atos injustificáveis. Motivo todo mundo tem, seja estuprador, ladrão ou assassino. O improvável é que a motivação patética apresentada seja Justificativa de quaisquer destes atos.

Isto posto…

Resta saber se “a masculinidade só existe de fato na negação obsessiva da feminilidade e da homossexualidade” – como sugerido – ou se não é este o caso. Se a sugestão for um fato, a medida necessária, creio, deve ser de caráter cultural e educacional e não somente de caráter político ou legal que, sozinhos costumam funcionar ao contrário.

Não sei se o interesse masculino em casais formados por lésbicas é essencialmente relacionado a erotização desta forma de relação ou se é um corolário de se tratar da simples idéia matemática de que duas mulheres são melhores que uma.

Apesar de entender como válida a proposição, me parece razoável acreditar que o interesse é tão egoísta quanto aquele que coloca o homem na posição de aceitar a mulher que tenha fantasias em trazer uma amiga para a cama com ele, mas que repudia que esta mesma mulher traga um amigo.

Me parece que, no caso acima, trata-se mais do mero egoísmo do que necessariamente de uma erotização da imagem da mulher heterossexual ou homossexual. Parece-me o clássico exercício humano do hedonismo incondicional e egocêntrico.

Há muito a ser discutido acerca do assunto e há que se desvendar se existe de fato correlação entre intolerância e erotização da imagem da mulher, ou se a intolerância para com o casal homossexual masculino é de responsabilidade do preconceito de homens – E Mulheres – quanto ao noção de masculinidade.

Enquanto isso, o bom senso me diz que Feminilidade é atributo de quem é do sexo Feminino e Masculinidade é atributo de quem é do sexo Masculino. Como consequência, a opção sexual é a opção da prática sexual e não a opção – ou falta de opção – entre fazer parte de um gênero ou de outro. A Masculinidade ou a Feminilidade não deveria ser perdida, tanto quanto a Humanidade não deveria ser perdida, quando uma pessoa resolvesse praticar sexo com alguém do mesmo gênero entre quatro paredes ou expressar seu amor em público de forma aceita para quaisquer outras pessoas em relacionamentos heterossexuais.

Quanto a Lei Anti-Homofobia

A lei não reza sobre o que se pensa, mas sobre os nossos atos. Não é preciso que concordemos uns com os outros. Só é preciso que o mesmo respeito seja merecido por todos e, assim, garanta a diversidade.

Sinfonia da Ciência

February 27, 2010  |  Ciência, Como vejo o mundo..., Filosofia  |  1 Comment

A Poesia da Realidade

Projeto musical de John Boswell, Sinfonia da Ciência pode até ser de gosto musical duvidoso, mas tem mérito experimental desde sua concepção.

O idealizador atribui a Sagan, Ann Druyan e Steve Soter – que produziram a série Cosmos, um marco na divulgação científica sem precedentes e referência até os dias de hoje – a sua inspiração para o desenvolvimento do trabalho.

Trata-se de um projeto com um sem número de fãs, que fornecem apoio financeiro e colaborações do mundo todo.

Outros vídeos, como o aqui exibido, podem ser vistos na área de vídeos do website.

Particularmente tenho Carl Sagan como um grande herói e a série Cosmos foi um dos programas de TV mais marcantes de minha infância. Eu deixava de “sair pra brincar” para ver o próximo episódio de domingo e, ao perder um, tive de esperar até o Vídeo Cassete Recorder (VCR) ser lançado para então esperar até sair em VHS.

Gary Tonge: O Grande Universo

Quando finalmente saiu em VHS só existia para vender em São Paulo e acabei não conseguindo comprar antes do estoque acabar. Tive então de esperar até o DVD Player ser lançado e depois até os DVDs serem disponibilizados pela Abril para poder finalmente adquirí-los.

É, de fato, uma obra prima e até sério demais e sensacionalista de menos para o mundo de hoje.

Mas… quanto a Sinfonia da Ciência… achei o projeto panfletário e reducionista.

Sinto muito dizer isso.

Sou um grande entusiasta do Método Científico mas, tendo estudado o quanto pude de Filosofia e lido o quanto pude sobre as críticas ao “jeito de fazer” da Comunidade Científica, entendo que estamos trilhando um caminho perigoso, onde estamos passando a abraçar mais uma panacéia: a Ciência.

A Ciência se debruça sobre um conjunto por demais limitado de objetos de estudo para ganhar as dimensões que vem ganhando.

Acho um barato o vídeo. Uma brasa mesmo, mora? Mas a mensagem passada repetida insistentemente simplesmente não fecha.

O pragmatismo mecaniscista e o objetivismo reducionista da Ciência são ferramentas magníficas para lidar com problemas específicos, que lidam com o funcionamento das partes que compõe o Universo, o Ser Humano e muito daquilo pelo que o Ser Humano se interessa. É, contudo, uma injustiça muito grande atribuir à Ciência a responsabilidade de ser tudo o que se vem atribuindo que ela deva ser… e ela não tem como entregar o que dela se espera.

Raphael: A Escola de Atenas

A Ciência é só mais uma Escola Filosófica. Profundamente bem sucedida, é verdade, mas não é mais que uma Escola Filosófica. A Filosofia não é uma Ciência Humana. A Ciência é que é uma Filosofia Exata. De alguma forma, contudo – talvez dados os resultados práticos obtidos, que são facilmente quantificáveis e mensuráveis – a Ciência perverteu a noção de que só existe graças a uma outra forma de produzir e refletir sobre conhecimento, a Filosofia, que a ela deu origem.

O escopo da Filosofia é amplo, o da Ciência é estreito e deixa de lado qualquer compromisso Moral, Ético, Espiritual, Metafísico ou Subjetivo, o que é – isso falando por baixo – uma deficiência grande demais para que possamos abraçar a disciplina em uma espécie de Cientocracia não declarada, ou um Cientismo (como batizou Giovanni Reale).

A Ciência é uma ferramenta. A Filosofia é uma forja de ferramentas. E fazemos ferramentas com objetivos. Os objetivos da Ciência são claros. Há algum tempo eu cunhei a frase: “Para quem só tem martelo todo problema é prego”, e creio que vale a pena o leitor refletir bem a respeito disso.

A Ciência, o amor pela Ciência e a confiança na Ciência não devem ser cegos e não se deve esperar dela o potencial ou a autoridade para, por exemplo, julgar por A mais B se uma doutrina é a raiz de todo mal ou não. Isso é trabalho para outras Escolas Filosóficas que, como a Ciência, ganharam contorno até se tornarem ferramentas importantes para fazer aquilo para o que são insubstituíveis. E ainda assim, elas vão poder estar erradas em suas conclusões.

Acreditar cegamente na Ciência, na Comunidade Científica ou no Método Científico é não ter pensamento crítico, é não ter lido nada do que foi escrito contra o Método em 2500 anos de História e é fomentar uma nova forma de preconceito ideológico e ignorância, e isso não tem como terminar bem.

Não tenho dúvidas das boas intenções de John Boswell e muito menos do trabalho e competência dos membros da Comunidade Científica, mas enquanto se engrossam as fileiras dos Devotos da Ciência, gente tão estúpida a respeito da Ciência e ao Método Científico quanto o seriam para qualquer outra Doutrina Religiosa ou Ceita, perdemos de vista os motivos da importância da divulgação científica e do cultivo da mente científica no Homem Comum.

Rembrandt: O Filósofo em Meditação

Se você discorda de mim, acho ótimo! Comente por aqui civilizadamente e com bons argumentos e fatos que corroborem com sua forma de ver o mundo. A diversidade de opiniões é o motor da Mudança em nossa Civilização. No mais tente refletir sobre a minha indisposição para com o jeito que as coisas são… eu garanto que vou tentar refletir sobre os comentários que você deixar aqui.

Eu? Eu só digo isso porque amo a Filosofia… por que sou um apaixonado pela Ciência… e, no entanto, escolho dar mais importância ao futuro do Homem neste Universo, um Universo que não é só composto de suas partes… um Universo cujo Todo é, no meu entender, maior que a soma de todas elas.

Hitler não foi um Monstro

January 8, 2010  |  Como vejo o mundo..., Conspirações  |  273 Comments

…e seria lamentável se acreditássemos que foi.

Pode parecer chocante a afirmação, contudo há um motivo muito bom para que não acreditemos que Hitler era um monstro, uma aberração ou uma anomalia: não podemos deixar que isso aconteça novamente.

Acreditar que um tirano seja algo diferente de nós mesmos é desconhecer a História e tentar achar uma explicação simples para entender algo sem se dar ao trabalho de estudar o indivíduo e sua ideologia.

Hitler não chegou onde chegou devido a ser uma criatura maléfica, mas justamente através do constante discurso carismático e equivocado que oferecia explicações simples, auto-indulgentes e que apelavam para o orgulho daqueles que os conheciam e, mais tarde, de toda a população alemã.

As crenças de Hitler estavam profundamente enraizadas nas ideologias propostas por autores conhecidos e conceituados na época – em alguns casos mal interpretados – que professavam a importância do ideal nacionalista, do patriotismo, da legítima possibilidade de a miscigenação ocasionar problemas genéticos, da idéia de que a Igreja Católica minava a cultura germânica, da noção de que os outras raças não eram confiáveis por natureza e de que tinham agendas prejudiciais para o povo alemão e a crença de que a herança genética alemã vinha diretamente dos fundadores de Atlântida.

Este é o estrago que ideologias podem fazer. Ao tecer uma colcha de retalhos e fazer com que cada pedaço cumpra uma função, o padrão emergente pode se fazer parecer coerente e atraente, sobretudo se este adula ao mesmo tempo que culpabiliza terceiros de forma simplista pelos problemas complexos sobre os quais ninguém deseja pensar longamente depois de um dia estafante de trabalho.

Cada elemento utilizado pelo regime do Reich não foi mais que uma ferramenta e ferramentas podem ser usadas de muitas maneiras. Hitler, a todo momento alardeava o Socialismo, o Patriotismo e a Ordem como sendo elementos importantes para o povo alemão, e não era mentira! Mas é possível contar uma grande mentira repetindo um conjunto interminável de verdades.

Dificilmente uma população é capaz de perceber os absurdos sócio-político-culturais que estão sendo empreendidos bem diante de seus narizes, sejam eles sacrifícios humanos, a inquisição, a escravidão, o assassínio, o desfiguramento, a plástica ou qualquer prática que transforme um grupo em parte do problema e outro em parte da solução – digamos – como separar pessoas gordas de pessoas magras, fumantes de não fumantes, comedores de carne de vegetarianos ou “pessoas feias” de “pessoas bonitas”.

O próprio leitor, ao ler o parágrafo acima, pode ter achado que são maus exemplos, no entanto, acreditem, todos eles são exemplos válidos e legítimos… e não só porque eu quero que sejam!

Acontece que é nas questões polêmicas, de um modo geral, que reside a monstruosidade e não no Partido Alemão Social-Nacionalista dos Trabalhadores (Nationalist Socialist German Workers Party – NAZY)

Ao esquecermos que dilemas morais vão existir sempre e ao escolhermos um dos lados como sendo o correto, se temos em nossas mãos o poder, acabamos por se injustos com toda uma corrente ideológica e, arbitrariamente, punimos a classe desfavorecida, por vezes fazendo-a mudar de vida (o que já é questionável moralmente) ou, por vezes, gerando uma tensão social desnecessária e que, caso continuemos o processo, vamos acabar reprimindo por força do poder executivo.

Fumar faz mal ao fumante, não se tem total certeza se faz mal ao não fumante – embora os incomode – no entanto, cada vez mais, criamos dificuldades para que o fumante fume em público o produto que nós (o Estado) o incentivamos a comprar por não proibirmos sua venda e por recebermos os impostos sobre sua comercialização.

Pior ainda, hoje, se o fumante fuma em um estabelecimento comercial, com o fumante nada ocorre, mas o dono deste estabelecimento é culpabilizado, não tendo ele cometido qualquer delito, uma vez que só se deveria julgar os indivíduos pelos seus atos. Tensão social desnecessária.

Proibir o cigarro? Isso poderia criar um mercado negro… tráfico…

É um cobertor curto pelo simples motivo que é um dilema. Dilemas serão sempre dilemas. Pode-se sim assumir uma política forte de combate ao cigarro, é claro, contudo, é curioso não havia tantas reclamações quanto ao consumo de cigarros há 15-20 anos atrás. É curioso que pais que fumaram por 20 anos agora digam para seus filhos que não fumem e que se argumente que cigarros dão câncer, quando todos sabiam muito bem que cigarros davam câncer desde a época em que cigarros eram “moda”.

Pois bem… Não fumar, agora, é moda, da mesma forma que fumar já foi moda. A pressão social para fumar, no passado, foi substituída pela pressão social para não-fumar.

E o que tudo isto tem a ver com Hitler e com sua condição de ser ou não um monstro? Tudo.

São as pequenas coisas, as ideologias coerentes, os exageros aceitáveis, que vão tolhendo nossas liberdades civis e transformando o mundo em algo que não se deseja.

“O Cigarro é uma epidemia e faz mal… temos que combatê-lo”, é uma frase tão boa quanto “a obesidade é uma epidemia e faz mal… temos que combatê-la”, ou, “o consumo de carne é uma epidemia e faz mal… temos que combatê-lo”. Você vai achar argumentos ótimos defendendo ou atacando estas frases. O fato é que arbitrar sobre questões éticas e morais não é simples e é muito triste que, cada vez mais, as bandeiras levantadas a favor ou contra este ou aquele assunto, não tenham qualquer relação com o assunto em si.

O sentido íntimo do combate ao cigarro, a CPMF, às armas de fogo ou a maconha tem muito menos relação com os problemas ou soluções oferecidos por estas questões do que garantir a dado político que uma população o entenda como sendo “o sujeito que tentou resolver o problema”, problema este que, muitas vezes, sequer é um problema.

As grandes questões sociais saíram das mãos do povo há muito tempo – se é que já estiveram em suas mãos – por falta de qualificação. Não fomos ensinados a pensar, não fomos ensinados a julgar, nos privaram de uma educação clássica e todo nosso construto cognitivo usado para julgarmos nossa realidade se baseia em preconceitos, propaganda e programas de televisão.

Não conseguimos mais culpabilizar apenas o culpado e, muitas vezes, culpabilizamos quem é inocente; cada vez mais escuta-se por aí que “a ditadura é a solução”, independente de tantos anos de história que nos mostraram o contrário; e um individualismo crescente se mistura a um medo crescente da violência e a uma sensação de ser injustiçado por um Estado que parece não ter mais jeito.

Estamos no ponto certo… um pequeno empurrão de alguém um pouco mais ambicioso, com planos de apelar para nosso orgulho e para nosso desejo de não termos culpa de nada e acabaremos no mesmo lugar que todas as populações equivocadas e comandadas por tiranos já estiveram.

Valorizamos hoje o combate a Repressão, a época do Regime Militar, mas menos de 10% da população brasileira era contra o regime. Não foi diferente no passado, não é diferente hoje e não será diferente amanhã…

…no meu entender, os monstros somos todos nós!

Continuação do vídeo no YouTube

Atualização: Segundo comentário de Lorival Ferreira, “o Historiador norte americano Rynn Berry, em seu livro: ‘Hitler: Neither Vegetarian Nor Animal Lover’, desmente o mito com farta coleção de documentos.”

Não tenho nada a dizer…

May 31, 2008  |  Como vejo o mundo..., Internet  |  No Comments

(via Colmeia.tv)

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May 25, 2007  |  Como vejo o mundo...  |  1 Comment

Eu já gostava da versão original em inglês, mas esta tem tudo a ver comigo. Quem me conhece vai entender. Quem não conhece, ria à vontade da “remasterização” =)

O original de “Star Wars Sun Screen”, no YouTube.

A versão original de “Sun Screen”, no YouTube.

A versão original de “Sun Screen”, no YouTube

A versão catastrófica… “Filtro Solar”, com Pedro Bial, no YouTube

Enquanto isso, no planeta Terra…

February 13, 2007  |  Como vejo o mundo...  |  No Comments