Sempre que vou ao cinema - até agora SEMPRE - me incomodo profundamente com a falta de educação e senso de civilidade dos espectadores barulhentos, mal educados e individualistas que gostam de conversar do filme que já viram, de sua vida particular ou de suas vidas passadas (SIM, ISSO JÁ ME ACONTECEU) enquanto um filme está se desenrolando na tela… Mas nem é disso que vou falar…
As boates se transformaram em que, enquanto eu não estava olhando? Será que eu atraio gente maluca? Será que, de alguma forma, eu faço com que as exceções se transformem em regra?
Quando vou ao cinema, sempre me forço a dizer para mim mesmo: “A culpa é sua! Você devia bem estar em casa assistindo a um DVD! Aguente!”… será que o mesmo vale para boates?
Ao ir ao aniversário de uma profundamente estimada ex-colega de trabalho e amiga, me senti em um lugar estranho, tenso e (apesar das músicas muito bem escolhidas) profundamente hostil a quem só está lá pra se divertir.
Eis que estava eu, depois da aniversariante já ter ido embora e em seguida de pedir um scotch, quando me vem uma “cachorrona” - me desculpem, mas não conheço qualquer outro adjetivo que descreva uma menina de seus vinte e poucos com um jeans que mais parecia pintado no corpo e um top que servia mais pra despir seu abdomem trabalhado do que qualquer outra coisa - e começa a dançar na minha frente, me tomando pelo pescoço e segurando uma de minhas mãos.
“Vamosh dançar, gatchinho?”
Ao que respondo… “Sinto muito, mas não vai rolar…”
Indignada, a menina retruca com o pior que tem na manga: “Você é viado?!”
Sem saber bem o que responder - e até achando que seria mais fácil dizer que sim, para acabar com a conversa, digo: “Na verdade eu sou muito mais tímido que pareço.”
A resposta dela veio, com vontade: “É viado!”, e me transpassou não com o poder do adjetivo - até porque isso não me ofenderia - mas com o poder da intolerância, determinismo e (perdoem-me) babaquice da qual só mesmo uma açogueira de |v|3®d@ seria capaz de responder.
Foi uma humilhação… não uma humilhação da minha pessoa (que duraria minutos), mas humilhação de toda uma geração de cachorras patéticas que, como ela, não compreenderiam o fato de que sou, sim, um cara tímido, mas que - além disso - por estar interessado em alguém, me sinto comprometido, o que não me ajudaria a sentir bem, diante do convite nitidamente interessado.
Respondi a ela: “Olha… eu realmente não quero dançar.”
…Ao que ela afirmou acertadamente: “Mas te vi dançando e você parece dançar bem…”
Até queria explicar pra ela, de novo, que era tímido e que não queria dançar com ninguém por motivos pessoais… mas não fui rápido o suficiente e ela me condenou, derradeiramente: “É… é viado!”
E foi assim que, numa noite divertida e com gente que eu gosto, fiquei sabendo que, a despeito de meu comportamento sexual, interesse sexual ou inclinações… sou “Viado”!
Nesses tempos de “Brocken Back Mountain”, mamãe, de repente, fica até orgulhosa de mim…
Será isso o tal do “conflito de gerações”?!



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Ao sopé da Serra da Mantiqueira, a 20 quilômetros de Pindamonhangaba, se localiza um verdadeiro paraíso de paz, alegria e beleza. Onde mais eu poderia passar meu carnaval?
Aprendi muito na leitura do segundo livro mais traduzido do mundo, o
Eu e Débora - que comemorou o aniversário lá mesmo - tivemos a oportunidade de ficar em um chalé distante dos outros, de frente para um lago, ao lado de um rio e de costas para um bosque. Para chegar ao chalé era preciso cruzar uma pequena ponte e, de noite, só a luz da Lua e das estrelas iluminava nosso caminho.
Apesar do perfil
O fato é que foi uma delícia passar estes cinco dias lá, foi maravilhoso comer da comida lacto-vegetariana condimentada que aquela gente simpática fazia para nós e foi fantástico praticar Yoga e Meditação no chão de um dos templos que nos cederam para usar, enquanto o Sol despontava por detrás das montanhas e a brisa da manhã nos fazia sorrir sem sentir.
Enquanto fazíamos os 
Atendendo a inúmeros pedidos, entrei em contato com meu amigo, o Homem Bigorna, para saber como foi seu feriado após a madrugada de seis para sete de setembro.
Quando o sujeito chegou na empresa, com uma pilha de livros nas mãos, jamais imaginei que fosse me chamar. É um daqueles caras que perambula pela área executiva da empresa, conversando com os diretores e presidentes, cheio de mérito e experiência em sua carreira em Tecnologia da Informação.
Há uns seis anos o sujeito me emprestara um livro de Donald Norman, “The Invisible Computer”, que me inspirou a desenvolver toda uma metodologia de projeto de interface com o usuário e, de muitas formas, mudou a forma de eu ver o as coisas.
“Bruno, vê se estes livros te ajudam aí. Esse aqui é bem legal, mesmo que você discorde do autor e tal. Sempre ajuda. Esse cara trabalhou comigo na Apple e foi ele o responsável pelo desenvolvimento da interface do MacOS.”
Agradeci muitíssimo, claro. Perguntei se ele teria uma reunião aqui na empresa e ele disse que, na verdade, viera só para me entregar os livros.
Felizmente tudo correu muito bem e eu e um dos diretores da empresa acabamos montando um show a parte e muito especial, simpático e não tão egocêntrico quanto se poderia esperar de uma empresa de serviços.
Foi bom, após a apresentação, perceber que algumas pessoas realmente viram algo de novo no que Fernando Vogt prometia em termos de Integração (EAI) e eu complementava com Engenharia de Usabilidade. Na última, até mesmo a relação entre uma e outra coisa ficou mais clara para o cliente - e até para nós mesmos.
Em determinado momento eu e
A galera dançou que se acabou e sentimos falta de todos que não vieram e que sabíamos que iam adorar estar vendo aquilo, como o 








