Abr 24

Sempre que vou ao cinema - até agora SEMPRE - me incomodo profundamente com a falta de educação e senso de civilidade dos espectadores barulhentos, mal educados e individualistas que gostam de conversar do filme que já viram, de sua vida particular ou de suas vidas passadas (SIM, ISSO JÁ ME ACONTECEU) enquanto um filme está se desenrolando na tela… Mas nem é disso que vou falar…

As boates se transformaram em que, enquanto eu não estava olhando? Será que eu atraio gente maluca? Será que, de alguma forma, eu faço com que as exceções se transformem em regra?

Quando vou ao cinema, sempre me forço a dizer para mim mesmo: “A culpa é sua! Você devia bem estar em casa assistindo a um DVD! Aguente!”… será que o mesmo vale para boates?

Ao ir ao aniversário de uma profundamente estimada ex-colega de trabalho e amiga, me senti em um lugar estranho, tenso e (apesar das músicas muito bem escolhidas) profundamente hostil a quem só está lá pra se divertir.

Eis que estava eu, depois da aniversariante já ter ido embora e em seguida de pedir um scotch, quando me vem uma “cachorrona” - me desculpem, mas não conheço qualquer outro adjetivo que descreva uma menina de seus vinte e poucos com um jeans que mais parecia pintado no corpo e um top que servia mais pra despir seu abdomem trabalhado do que qualquer outra coisa - e começa a dançar na minha frente, me tomando pelo pescoço e segurando uma de minhas mãos.

“Vamosh dançar, gatchinho?”

Ao que respondo… “Sinto muito, mas não vai rolar…”

Indignada, a menina retruca com o pior que tem na manga: “Você é viado?!”

Sem saber bem o que responder - e até achando que seria mais fácil dizer que sim, para acabar com a conversa, digo: “Na verdade eu sou muito mais tímido que pareço.”

A resposta dela veio, com vontade: “É viado!”, e me transpassou não com o poder do adjetivo - até porque isso não me ofenderia - mas com o poder da intolerância, determinismo e (perdoem-me) babaquice da qual só mesmo uma açogueira de |v|3®d@ seria capaz de responder.

Foi uma humilhação… não uma humilhação da minha pessoa (que duraria minutos), mas humilhação de toda uma geração de cachorras patéticas que, como ela, não compreenderiam o fato de que sou, sim, um cara tímido, mas que - além disso - por estar interessado em alguém, me sinto comprometido, o que não me ajudaria a sentir bem, diante do convite nitidamente interessado.

Respondi a ela: “Olha… eu realmente não quero dançar.”

…Ao que ela afirmou acertadamente: “Mas te vi dançando e você parece dançar bem…”

Até queria explicar pra ela, de novo, que era tímido e que não queria dançar com ninguém por motivos pessoais… mas não fui rápido o suficiente e ela me condenou, derradeiramente: “É… é viado!”

E foi assim que, numa noite divertida e com gente que eu gosto, fiquei sabendo que, a despeito de meu comportamento sexual, interesse sexual ou inclinações… sou “Viado”!

Nesses tempos de “Brocken Back Mountain”, mamãe, de repente, fica até orgulhosa de mim…

Será isso o tal do “conflito de gerações”?!

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Abr 17

Será que é a última temporada da SitCom “Maron’s Creek” e das peripécias de Alex & Mônka? Estarão contados os dias desses adoráveis personagens que moram nos nossos corações?

Para quem estiver afim de saber mais, dar uma força e de saber o destino desses personagens que tanto adoramos, vale dar uma olhada em “Alex e Mônica vão casar“.

E pra quem fica se perguntando se essa coisa de casamento ocorre lá pra últimas temporadas, eu só digo que podem dizer o que quiserem mas, pra mim, da mesma forma que aconteceu em “Friends that were supposed to be Maried” - com Anna Paula Maron e Cris Dias - “Maron’s Creek” vai é dar em spin-off!

…Será que vem mais um sobrinho postiço por aí pra mim?

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Mar 25

Depois da tempestade e ainda aguardando pela bonança, saiu do forno o site da dot . digital oriented technologies - que chique! - a minha empresa com meu amigo Angelo Braga e grande elenco.

Vale a pena visitar, nem que seja só pela curiosidade. Foi muito suor e até uma pontada de desespero.

O site é todo feito de forma a se adequar às normas do Web Standards - que dita, dentre outras coisas, que deve haver separação entre as camadas de estrutura, apresentação e comportamento - no webSite.

Deixando o tecniquês de lado, dêem um pulo lá no www.dotweb.com.br, olhem entorno, dêem uma navegada e depois me digam que tá bem legal - se for pra dizer que tá ruim esquece, porque não tô afim por enquanto (me dá um tempo pra curtir, pombas!).

Ah! Tem uma surpresa no site, pra quem for detalhista. O primeiro a me mandar uma mensagem, pelo site, dizendo qual é a surpresa e acertando, ganha uma cópia do livro “O Design do Século” - de Michael Tambini.


Se precisarem de Design Web já sabem! ;-)

Agradecimentos:

Seria injusto não agradecer algumas pessoas, que foram muito importantes pra que não só o site, mas a empresa tenha saído do papel…

Meus pais, Amir Samary, Eduardo Gouveia, Fernando Vogt, Geraldo Costa, Aline Rena, Eduardo Luís, Patrícia Mirra, o pessoal da Antares, Carla Paes, Mairus Maichrovicz, Rodrigo Cabral, Gart Capote, Paulo Baratta, Cristiano Dias, Izabel Stilben, Debora Kiyono… e, me ajudando sempre que tem uma oportunidade: Lorena Boyer.

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Fev 13

Ao sopé da Serra da Mantiqueira, a 20 quilômetros de Pindamonhangaba, se localiza um verdadeiro paraíso de paz, alegria e beleza. Onde mais eu poderia passar meu carnaval?

Se não me engano foram uns 16 anos desde que eu e meu irmão Paulo de Albuquerque fomos ao já extinto templo Hare KrshnaHoje na Rua Vilhena de Morais, 309, Barra da Tijuca. do bairro da Glória.

Lembro-me que o lugar era absolutamente adorável e que era difícil não simpatizar tanto com os tranquilos devotos quanto com o movimento em si.

Naquela época estudava muito acerca das religiões, seu papel na sociedade e sua importância para o indivíduo. Não sendo eu mesmo religioso, era complicado para alguns devotos de outras religiões não acharem um tanto incômoda a minha presença, entretanto nada disso parecia importar para os Hare Krshna.

Aprendi muito na leitura do segundo livro mais traduzido do mundo, o Bhagavad-Gita, como aprendi muito ao ler a Bíblia.

À época eu ouvira falar de Nova Gokula, entretanto não imaginava que algum dia teria a oportunidade de visitar o lugar.

Nova Gokula é uma comunidade na qual os devotos constroem suas casas e desfrutam, com suas famílias, de uma “vida simples com pensamento elevado” - como eles mesmos diriam. Trata-se de uma vila de devotos residentes dentro de um terreno belíssimo que se integra a área de proteção ambiental da Serra da Mantiqueira e que dá lugar aos belos ritos praticados por eles no magnífico tempo erigido em honra a Krshna.

Eu e Débora - que comemorou o aniversário lá mesmo - tivemos a oportunidade de ficar em um chalé distante dos outros, de frente para um lago, ao lado de um rio e de costas para um bosque. Para chegar ao chalé era preciso cruzar uma pequena ponte e, de noite, só a luz da Lua e das estrelas iluminava nosso caminho.

Havíamos fechado um pacote de viagem que incluía palestras, aulas de Yoga, instruções de meditação de diferentes tradições e toda sorte de outras diferentes atividades envolvendo Ayurveda, Xamanismo e muitas outras práticas e religiões com as quais tínhamos ou não afinidade ou curiosidade.

Apesar do perfil Nova EraNew Age: diz-se do comportamento de um grupo de pessoas que se dedica a prática de ritos ou cultos místicos de outras culturas ou da própria, sem distinções. do passeio, quem me conhece um pouco mais – ou lê este blog de vez em quando - sabe que respeito profundamente tradições religiosas, filosóficas ou científicas, identificando nelas mérito em vários níveis e entendendo como irrelevante as indisposições individuais minhas ou de qualquer um para com tais tradições.

O fato é que foi uma delícia passar estes cinco dias lá, foi maravilhoso comer da comida lacto-vegetariana condimentada que aquela gente simpática fazia para nós e foi fantástico praticar Yoga e Meditação no chão de um dos templos que nos cederam para usar, enquanto o Sol despontava por detrás das montanhas e a brisa da manhã nos fazia sorrir sem sentir.

Enquanto fazíamos os AsanasPosições ou exercícios usados na prática de Yoga, pavões andavam pelo gramado e, volta e meia, um bezerrinho resolvia se deitar para admirar aquela gente louca e suas macaquices.

Foi um carnaval de sonho e longe de tudo – nada que o Band Folia
Sim… eles mesmos!
não tenha tentado estragar ao querer entrevistar pessoas no meio da prática de Yoga (acreditem!) – e um exercício de desapego que abraçamos com deleite e tranqüilidade.

Fotos? Bom… levamos a câmera, mas esquecemos o módulo de memória CompactFlash, o que não nos permitiu fotografar. Mas, depois dessa injeção de paz de espírito e hospitalidade, fiz as pazes com a câmera do meu celular sem sinal e tirei umas poucas poses. Ok, ficaram mesmo parecendo aquelas fotos desfocadas que tiram de discos voadores e nada se vê. Prometo voltar lá com uma máquina fotográfica melhor!

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Set 11

Atendendo a inúmeros pedidos, entrei em contato com meu amigo, o Homem Bigorna, para saber como foi seu feriado após a madrugada de seis para sete de setembro.

Como cortesia, já que somos muito amigos, ele me permitiu publicar esta foto por aqui.

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Set 01

Sabe o que é mais engraçado?

Quando escrevi este título ele não foi nem em decorrência do assunto nem para atender a nada que já houvesse acontecido.

Na verdade eu sequer sabia seu significado antes de começar a escrever - por incrível que pareça.

A frase “A sorte está lançada” era minha conhecida de longa data, mas a atribuia erroneamente a Sherlock Holmes, o detetive criado por Sir Arthur Conan Doyle.

Trata-se, na verdade, de uma frase proferida por Júlio César, supostamente quando Pompeu ordenou o regresso de suas legiões e proibiu sua candidatura ao segundo cargo de cônsul. Ao recusar-se a obedecer as ordens e a ser eliminado da vida política, atravessou o rio Rubicão, no norte da Itália, teria dito “Alea jacta est” – ou “A sorte está lançada” (o “The game is afoot”, de Doyle).

A lida, contudo, não deixa muito espaço para posts ao longo do dia e continuei aqui trabalhando.

Quando o sujeito chegou na empresa, com uma pilha de livros nas mãos, jamais imaginei que fosse me chamar. É um daqueles caras que perambula pela área executiva da empresa, conversando com os diretores e presidentes, cheio de mérito e experiência em sua carreira em Tecnologia da Informação.

Há uns seis anos o sujeito me emprestara um livro de Donald Norman, “The Invisible Computer”, que me inspirou a desenvolver toda uma metodologia de projeto de interface com o usuário e, de muitas formas, mudou a forma de eu ver o as coisas.

“Bruno, vê se estes livros te ajudam aí. Esse aqui é bem legal, mesmo que você discorde do autor e tal. Sempre ajuda. Esse cara trabalhou comigo na Apple e foi ele o responsável pelo desenvolvimento da interface do MacOS.”

Agradeci muitíssimo, claro. Perguntei se ele teria uma reunião aqui na empresa e ele disse que, na verdade, viera só para me entregar os livros.

Esse tipo de coisa me deixa muito feliz. Quando a gente menos espera alguém que consideramos admirável deixa claro que gosta do nosso trabalho.

Antes de ir embora ele disse: “Agora é contigo”, ao que quase completei “Alea jacta est”.

A realidade me surpreende…

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Ago 28

Depois de tanto tempo trabalhando na frente de uma máquina a gente acaba se esquecendo de como é difícil fazer uma simples apresentação diante de um público de cem pessoas.

Felizmente tudo correu muito bem e eu e um dos diretores da empresa acabamos montando um show a parte e muito especial, simpático e não tão egocêntrico quanto se poderia esperar de uma empresa de serviços.

Foi bom, após a apresentação, perceber que algumas pessoas realmente viram algo de novo no que Fernando Vogt prometia em termos de Integração (EAI) e eu complementava com Engenharia de Usabilidade. Na última, até mesmo a relação entre uma e outra coisa ficou mais clara para o cliente - e até para nós mesmos.

Muito melhor foi perceber que a sensibilidade do pessoal de marketing da Intersystems, que resolveu chamar Luciana Mello para cantar seus hits de sucesso para um público que, embora pequeno e acanhado, ficou muito animado com sua presença.

Em determinado momento eu e Cristiano Dias ficamos nos perguntando, pessimistas, se era aquilo que a menina queria para a vida e para a carreira dela: tocar para um público não necessariamente interessado sob contrato fechado com uma empresa sem nenhuma afinidade intrínseca com a música ou a cultura.

Complexo, né? Pois é… essa gente pseudo-intelectual é assim, chatinha e pedante : )

Tudo foi esquecido e não houve mais qualquer espaço para comentários culturalmente engajados ou existencialmente interessantes após a menina no palco dizer: “Meu pai que me ajude aqui no palco então”. Que surpresa!

A galera dançou que se acabou e sentimos falta de todos que não vieram e que sabíamos que iam adorar estar vendo aquilo, como o Rodrigo Cabral, a Patricia Mirra, a Vânia, a Adriana Moraes e a Danuza Calixto, que estavam engajados em outros projetos e empreendimentos.

Simpático como sempre, Jair Rodrigues se acabava no palco, com ajuda da filha, fazendo todo seu Misancene e, eventualmente, descendo do palco para dançar com o público.

A menina canta muito, como não podia deixar de ser… e a sensação foi muito boa em ver pai e filha ali, cantando juntos. De muitas formas isso como que acentuou a noção de que, por mais frio que seja todo o mundo corporativo, as relações de coleguismo, amizade, paixão e amor podem florescer e sobreviver ao processo, ao dia a dia, no fazendo de frutos de uma árvore que dá uma sombra gostosa e acolhedora.

Dá vontade de não cair longe dessa árvore, e de ter os colegas incidentais, as amizades conquistadas e as paixões contraídas, sempre perto, sempre presentes.

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