Jan 30

O Programa Ambiental das Nações Unidas - United Nations Environmental Program - tem na Grid-Arendal uma instituição de apoio ao seu objetivo de investigar, prover e fazer a gestão de informações ambientais de forma acessível para o público em geral.

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unep_grid_arendal_02.jpgUma das organizações mais importantes como provedora de informação cartográfica e demográfica no que concerne a informações ambientais, a GRID-Arendal trabalha na correlação e cruzamento dos dados que levanta, de forma a auxiliar no processo decisório governamental, corporativo e civil.

Sem muito esforço e navegando pelos mapas do website, não é difícil estabelecer relações interessantes. Ainda que se esteja errado ao presumir uma conclusão a partir de tão poucos dados, é um exercício interessante de imaginação e associação.

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É possível até assinar as publicações randômicas de mapas da UNEP/GRID-Arendal - usando o endereço do RSS.

O menu lateral do webSite garante visualizar mapas por região, tema ou coleção e uma caixa de busca garante encontrar por verbete o mapa que se deseja encontrar.

Visite o webSite de Mapas e Gráficos…

Abaixo você pode ver um vídeo sobre como acompanhar o desmatamento usando o Google Earth:

Veja no YouTube…

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Nov 01

Discutir sobre Arte é uma coisa que eu adoro. Com gente que a gente gosta e admira, então…

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O Luz&Sombra marca o encontro dessa coisa que eu adoro fazer com o desejo antigo de fazer Teatro.

Quando Márcio Moreira me chamou para ajudar na Companhia de Atores Invisíveis, dando uma assessoria na dramaturgia e linguagem da companhia, não tinha como eu dizer não. Ter a possibilidade de desenvolver um trabalho ligado a Filosofia e que injete mais significado em uma obra teatral me enche os olhos.

O blog e podcast Luz&Sombra é um recanto interessante, onde a Kátia Jórgensen e o Márcio Moreira - os fundadores da companhia - se reúnem com com gente de teatro para bater um papo descontraído sobre o assunto e para levantar questões que interessam ao espectador, ao ator e a todo mundo que se interessa pelo meio.

Foi tão gostoso de fazer o programa que já existem dois no ar:

Pra quem ficou curioso em assistir algo deles, a Companhia de Atores Invisíveis está, ultimamente, apresentando o espetáculo “Expectantes”, toda quarta-feira, às 20:30, na Fundição Progresso - até dia 19 de Dezembro.

O parentesco visual do projeto com o site do podcast MúsicaSemPauta não é mero acaso. Ambos fazem parte do meu projeto - que anda lento mas cheio de vontade - de fazer uma produtora de podcasts, que se responsabilize pela edição inteligente do material gravado.

Mais dois outros podcasts estão no forno, em vias de sair. Nas próximas semanas eu publico algo aqui, assim que colocar no ar.

Se você tem interesse em fazer um podcast, e não quer sujar demais as mãos, entre em contato… se sua idéia for boa, temos muito que conversar. Entre em contato!

E a gente vai levando a vida sim… um post de cada vez. =)

O endereço é:

http://invisiveis.subtom.com.br/blog/

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Out 19

O fenômeno dos podcasts cresce a cada dia… Cresceu tanto que acabou crescendo pra cima de mim e do Rubens Moreira!

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Faz tempo que namoro a idéia de produzir podcasts. O RadarPop, do Cristiano Dias e do Alexandre Maron tem tudo a ver com parte dos meus interesses e já é um hábito meu assistir assim que eles acabam de gravar.

O “músicasempauta” parte da vontade do Rubens Moreira de se expressar a respeito do assunto, divulgar bandas desconhecidas, conversar informal mas profundamente acerca de Música e fazer uma espécie de “Mesa Redonda” com artistas de várias áreas que fazem uso da Música em sua profissão.

O “músicasempauta” parte também das minhas inúmeras inquietações com o Mundo e as coisas… as mesmas que me levaram a criar o 5arcasmos |v|últiplos e o Desígnios. A Problemática da Arte no nosso tempo, a produtização da Arte, a noção de que a Arte existe apenas para Diversão e não para Fruição, há toda uma gama de Questões que não vêm sendo endereçadas de uma forma que me agrade.

Um belo dia, como Maomé não vinha até a montanha, a montanha resolveu ir até Maomé com todo o aparato e algumas idéias na cabeça para tirar do papel a idéia que a gente vinha tendo.

Faltava experiência, foco, coragem, faltava o escambau, mas acabou que o resultado ficou melhor que o esperado e começamos a fazer o site.

O resultado da empreitada vocês podem ver em:

http://musicasempauta.subtom.com.br

…com a participação especialíssima do cantor Nando Uchôa e da diretora musical da Companhia de Atores Invisíveis, Kátia Jorgensen.

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Set 17

Depois de muito planejamento e muito trabalho, começo a dar forma a um projeto antigo. Mas as mudanças não param por aí…

designios.jpgQuem teve paciência andou lendo aqui no 5arcasmos |v|últiplos o tanto de Filosofia, História, Ciência, Tecnologia, Literatura e Cinema que eu resolvi escrever. E eu não dei muito mole, escrevendo um texto muitas vezes hermético e rebuscado – conforme afirmam as acusações feitas por comentários e e-mail.

O 5arcasmos |v|últiplos cresceu e agora que está grandinho quer até mudar de nome, de forma e de conteúdo, portanto, enquanto as novidades aqui do 5arcasmos não ficam disponíveis pra vocês, que tal visitar o blog para o qual a maior parte das minhas considerações densas e difíceis de engolir se mudaram?

Pois é… agora eu vou escrever pelo menos três artigos por semana nos assuntos preferidos pela meia dúzia de pessoas que passa por aqui para ler o que eu escrevo. =)

Designios.com.br é esse novo empreendimento, que pretende modestamente servir como espaço de referência em Filosofia, História, Ciência, Tecnologia, Cinema e Literatura, com menos compromisso acadêmico que leigo, se prestando a acompanhar a todos os interessados em começar a entender ou passar a entender mais acerca de assuntos densos e se divertir ou divergir do que eu escrevo sobre assuntos mais leves.

Como eu insisto em dizer, não sou designer, entretanto, já que dizem que meu melhor trabalho foi dotweb.com.br – embora eu ache que seja o subtom.com.br - resolvi sentar e desenvolver algo que fosse melhor que esses dois. Espero que eu tenha conseguido. Sejam vocês os juízes.

Designios.com.br

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Jun 24

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É lamentavelmente fácil desconhecermos a existência de algo magnífico na Internet, dada a quantidade de informação disponível, a divulgação ineficiente e a nossa noção de que não temos tempo pra nada.

Meu irmão Paulo de Albuquerque me mandou este endereço, do qual é possível baixar livros inteiros, publicações sobre educação, música erudita em mp3, gravuras, ilustrações, pinturas, vídeos educacionais e documentários sem qualquer custo e com alta qualidade.

O acervo do Ministério da Educação, segundo ele, está para ser retirado do ar por falta de acessos, o que seria uma lástima, já que, só de obras nacionais, reunie mais de 700 títulos.

O portal foi lançado em 2004 e tem como objetivo veicular obras livremente através de uma biblioteca virtual de referência para professores, alunos, pesquisadores e quem mais se interessasse.

Outro objetivo do portal seria provocar a discussão sobre a legislação relacionadas aos direitos autorais, diante dos novos paradigmas de mudança tecnológica, da produção e do uso de conhecimento.

Não sei se campanhas web lançadas por um site obscuro como este aqui adiantam de alguma coisa, gente… mas quem ler o que estou escrevendo aqui, por favor vá até o endereço abaixo e faça uma busca por obras de qualquer natureza e baixe alguma coisa - qualquer coisa - para ler, ver ou assistir.

E para quem se interessar pela questão Direito Autoral, Copyright, Liberdade Digital e Creative Commons, vale ouvir (aí embaixo) o PodcastUma forma de publicação de programas de áudio pela Web e que permite aos utilizadores acompanhar a sua atualização. que teve a participação de meu amigo Cristiano Dias sobre o assunto (organizado pelo pessoal do Brainstorm #9).

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Abr 17

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Não que muita gente leia neste país, nem que alguém leia livros na tela do computador… muito menos que alguém gaste tempo e dinheiro imprimindo livros baixados da Internet em papel vergê e com tinta Veuve Clicquot…

…mas mesmo que nunca os leiamos é bom saber que há livros à nossa disposição nas prateleiras virtuais da vida, não?

Hoje em dia nem é preciso ter aquele bando de livros na estante de casa para parecer que os leu. Sequer precisamos comprar aqueles baratinhos volumes em madeira - que nem páginas têm - para impressionar os amigos e parentes que se acercam de nossas fortalezas do individualismo.

Tendo um computador a gente já tá safo!

Chega alguém em casa e pergunta: “Onde estão seus livros? Não vi nenhum!”, e basta você apontar para uma telinha quadrada, um teclado e um ratinho - que com o roedor não se parece - e dizer com toda pompa:

“In-ter-net !”

É uma espécie de palavra chave que funciona graças a influência da cultura pop interneteira nas nossas vidas. Se você quiser ainda fazer de Internet um assunto, basta dizer: “Web 2.0 é o futuro”, ou algo assim, e mudar de assunto em seguida para o Big Brother ou para as estatísticas de roubos de gravatas caras por rabinos doentes.

Agora… se o meu sarcasmo, ironia e cinismo momentâneo não te apetecem tanto quanto uma boa dica literária, vale dizer que nas esquinas da Web você tem, a sua disposição, uma gama de edições digitais de livros de domínio público em formatos para impressão e leitura na tela!

A MetaLibri deve suas origens a Sálvio Marcelo Soares, da Universidade de São Paulo, que em 2001 deu início a codificação de edições de um acervo de domínio público para a linguagem TeX e LaTeX, convertendo posteriormente as obras para o formato PDF.

Testei e aprovei o formato para ler em tela quando li “Utilitarianism“, de John Stuart Mill - ainda que não seja tão fã do pensamento utilitarista ou mesmo “conseqüencialista” - e, diante do fato que não é exatamente uma leitura “fácil”, no que diz respeito a usabilidade para leitura fiquei mais que satisfeito.

É confortável e prático ler na tela no formato em PDF ali disponibilizado e, para os que de fato querem gastar seu rico dinheirinho com tinta de impressora a R$ 6000,00 o litro, há sempre o formato para impressão disponível.

Ainda são poucos títulos - ao menos eu achei, da última vez que naveguei por lá - mas vale visitar de vez em quando para nos entretermos nos trinta minutos sabáticos passados no banheiro , na fila do açougue ou algo assim.

Revisitei o Metalibri hoje, inspirado pelo premiado filme “Memórias Póstumas de Brás Cubas” a dar uma segunda chance - sejamos honestos… primeira! - a este clássico literário que, ao que parece, teve um primeiro capítulo e contra capa visitadíssimos, pela grande maioria dos que conheço, sem ter sido de fato lido. :-)

Acessem portanto: http://metalibri.incubadora.fapesp.br/

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Jul 18

Em 1971, quando Michael Hart criou o Projeto Gutenberg, a Internet não existia, não se tinha idéia de que os dispositivos móveis tornariam portáveis centenas ou mesmo milhares de megabytes de informação e, mesmo assim, foi pioneiro em incentivar o uso do computador para a busca e acesso à informações culturais.

Inicialmente um repositório isolado de obras importantes, o Projeto Gutemberg estava irremediavelmente destinado a ser muito mais que isso. Se Michael Hart era um visionário ou profeta é menos importante que o fato de que sua iniciativa tornou possível que, hoje, mais de 18mil obras estejam no acervo do projeto, bem como que um pletora de projetos correlatos florescesse.

O solo fértil para empreendimentos com ou sem fins lucrativos, hoje, é óbvio e a quantidade de material escrito - e legalmente considerado de domínio público - não pode ser ignorada como sendo uma preciosa fonte de conhecimento.

Dentre tais empreendimentos está o importante Distributed Proofreaders, fundado por Charles Franks para apoiar a digitalização de livros de domínio público e que é, hoje, o maior fornecedor de títulos para o Projeto Gutemberg.

Fundado em 2000, o Distributed Proofreaders é uma iniciativa importante que tenta estabelecer um processo e critérios para revisão, digitalização e também para a transformação das imagens capturadas em arquivos texto - menos ricos, mas mais portáveis e menores - de forma a não serem perdidos os elementos gráficos mas garantindo a possibilidade de captura de trechos de texto.

Para ter-se uma idéia do esforço de integração das instituições envolvidas no esforço, é bom mencionar que a Biblioteca Nacional Digital é um dos maiores fornecedores de imagens de livros em língua portuguesa, o que demonstra que o Brasil não está assim tão por fora como poderíamos intuir.

Há ainda o DomínioPúblico.gov.br, do Governo Federal, totalmente desenvolvido em software livre e que aceita colaboração de voluntários, autores, parceiros e tradutores.

O World eBook Fair prevê que, até 2009, terá em seu acervo um milhão de eBooks e abriu seu acervo de acesso restrito de 4 de Julho até 4 de Agosto em celebração ao 35º aniversário do Projeto Gutemberg.

A proliferação de iniciativas, instituições e empresas voltadas para o atendimento a este mercado - que nem é tão novo assim - é notável e livrarias como a DPP Store vem conquistando seu espaço na oferta de conteúdo totalmente digital a preços competitivos.

A DPP Store, como a maior parte das iniciativas comerciais envolvidas com e-books, não deixa de ter uma visão pouco convencional do mercado e se prontificou a converter, sem custo, o material liberado pelo Projeto Gutemberg, de forma a poder ser facilmente lido em dispositivos de leitura digital. Sua iniciativa se manifesta também na parceria com autores e editores independentes para fornecer material de qualidade e na conscientização do público para as vantagens dos e-books sobre os livros convencionais.

Não é segredo que as florestas sofrem com a quantidade de papel que usamos e, apesar do glamour das prateleiras cheias de livros, o espaço ocupado pelos títulos acaba sendo pouco prático - sobretudo para quem não é colecionador.

A resistência ainda existe, sobretudo devido ao problema dos custos de dispositivos portáteis adequados e da falta de cultura de leitura em telas - mesmo em telas com backlight, como as dos celulares mais modernos.

A mesma resistência aconteceu com as câmeras digitais, na verdade, e não faltava quem dissesse que preferia ver as fotos nas mãos e não em telinhas pequenas que consomem tanta bateria e sem poder meter o dedo engordurado num papel fotográfico impecável… as telas aumentaram, as baterias são mais longevas e os dedos engordurados sairam de moda.

Existe, claro, glamour nos livros convencionais e, creio mesmo que vale a pena tê-los em casa, quando se trata de uma edição especial, como um “Don Quixote” ou o “Bhagavad Gita“, mas me parece que muitos dos livros que temos em casa ficam pegando poeira e ocupando espaço, sem jamais ser visitados pelos olhos de mais ninguém e sem que os revisitemos.

Estamos vivendo um momento muito interessante na história, em que estamos questionando as leis de propriedade intelectual e experimentando novas formas de produzir e consumir cultura. É o momento de revisitarmos cada meio, seja ele o cinema, a televisão, o rádio ou a literatura e brincar com novos meios de consumir - gratuitamente ou não - os tesouros da produção de subjetividade humana.

Os novos dispositivos que estão saindo no mercado, mais dedicados à atividade de leitura que os Palms, PDAs Windows - e certamente mais adequados que os celulares - disponibilizam os e-books em telas maiores, a baixos custos e sem amontoar funcionalidades desnecessárias. Até mesmo os leitores mais conservadores vão gostar das telas bi-estáveis, que apresentam as letras em telas que, dada sua flexibilidade e espessura mais parecem folhas de papel e que armazenam toda a informação em memórias de estado sólido como as de câmeras digitais e não consomem quase energia.

Contabilizando, vale a pena procurar saber mais sobre o que está acontecendo por aí, se isso significar pagar menos - ou nada - para adquirir obras literárias importantes, sobretudo quando se imagina que, com custo adicional razoável, os mesmos dispositivos móveis vão permitir ouvir músicas, ver filmes, entrar na Internet e toda sorte de outras coisas muito menos interessantes e perenes que ler um bom livro!

(Desculpem… mas foi inevitável este último comentário. Podem atirar pedras se quiserem…)

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