Philips DVP 3360K/55 HDMI e novo Firmware

Philips DVP 3360K/55 HDMI e novo Firmware

Janeiro 19, 2010  |  Coleções, Produtos e Protestos, Tecnologia  |  16 Comments

Ao longo de 10 anos colecionei cerca de 750 títulos originais em DVD e, quando de minha última mudança, foram necessários 6 caixotes para transportá-los.

Perdem-se alguns, alguns afanam outros e é essa a vida do colecionador, um dinossauro que ainda acredita na tangibilidade dos produtos e em sua perenidade.

Não precisei de 10 anos para descobrir que a qualidade do produto que eu insistentemente colecionei era – com poucas exceções – frequentemente ruim. Extras existentes nas versões americanas que simplesmente não vinham para o Brasil, papel com qualidade duvidosa, falta de padronização de um box para outro e até a descontinuidade na produção de boxes de uma dada série – que você só comprou em DVD porque acreditou que iam respeitá-lo como consumidor.

Estamos em uma época estranha, magnífica, onde as produtoras – e os próprios produtos – estão em uma encruzilhada, sem saber bem pra onde ir ou como se resolver.

A TV a Cabo demora um tempo incomensurável para transmitir no Brasil o que já está disponível no Pirate Bay poucas horas depois de passar nos EUA; o crime organizado trafica filmes piratas em quantidades homéricas; as lojas vendem DVDs a preços exorbitantes; e, ainda assim, DVDs não param de voar das prateleiras.

Sou um apaixonado por filmes. Adoro ter o produto em minhas mãos, sobretudo nas raras vezes que se trata de um produto bem cuidado.

Como consumidor bem informado eu sei que minha licença de compra exige que eu não efetue uma cópia de segurança de meus 750 itens de colecionador que – como toda media de armazenamento – tem uma vida útil limitada.

Segundo as normas estipuladas na licença, o produto, na verdade, não é meu. O que é meu é o produto naquela dada embalagem. É como se eu pudesse comprar um livro mas não pudesse fotocopiá-lo para levar para a praia e ler sem danificar as páginas.

Paciência… vou virar um contraventor e vou passar TODOS os meus títulos em DVD para Discos Rígidos externos, provavelmente em formato arquivo.

Paciência… os DVDs que já estragaram ou foram perdidos eu vou baixar da Internet porque eu já paguei por eles.

Paciência… não conheço muito mais gente que, como eu, gastou tanto em DVDs ao longo destes 10 anos de consumo exagerado.

E, depois do desabafo, dou a dica de uma ótima compra: o Philips DVP 3360K/55 é uma DVD Player com saída HDMI, entrada USB 2.0 frontal, reprodução de DivX (ultra) e exibição de legendas no formato SRT. Tudo que um colecionador interessado em ganhar espaço no armário sonha para si (e por R$ 260,00!).

O aparelho é de ótima qualidade, ótima aparência e funciona maravilhosamente. E embora sua legenda exibida a partir de SRT seja um tanto quanto pequena, é possível baixar o novo Firmware e atualizar seu aparelho sem dificuldade, melhorando o aspecto da legenda e permitindo até a mudança de sua cor.

Basta efetuar o download do Firmware, descompactar o arquivo .BIN contido no pacote, salvar o arquivo em um pendrive, inserir o pendrive na entrada USB do aparelho e ligá-lo, seguindo as instruções na tela.

De fato não é possível conectar um HD externo diretamente na entrada USB e esperar que tudo funcione, uma vez que o conector não tem voltagem suficiente para alimentar o aparelho, mas com um HD externo que possua alimentação de energia via transformador, é plenamente factível montar uma central de media por um preço bastante razoável. [ATUALIZAÇÃO: Algumas pessoas estão conseguindo conectar seus HDs sem alimentação externa (link)]

Agora é fazer a cópia de DVD por DVD para arquivo e ir organizando tudo nas pastas e mais pastas do HD, sempre fazendo backup de tudo e podendo revisitar as obras sem medo de elas serem destruidas pelo tempo, afanadas por engraçadinhos ou perdidas por ex-namoradas.

É contra lei copiar de uma media para outra? Sinceramente? Com o dinheiro que eu já dei pra “vocês?

Paciência!

Download do novo Firmware
Philips DVP 3360K/55 HDMI

PayPal sem Cartão de Crédito

Março 20, 2008  |  Internet, Produtos e Protestos  |  5 Comments

Nada mais chato do que não ter cartão de crédito internacional e, ao mesmo tempo, precisar de um.

sendep_paypal.jpg

Esta é uma dica que considero bem interessante pra garotada e pra quem, por algum motivo, não pode usar o cartão de crédito.

Muitas lojas internacionais, hoje, aceitam pagamento via PayPal – um serviço que recebe dinheiro via cartão de crédito (internacional) e com o qual você pode efetuar suas compras – mas sem o cartão internacional, nada feito.

Existe uma empresa chamada Sendep, no entanto, que oferece um serviço de transferência de valores de sua conta lá registrada para o PayPal, tornando possível comprar sem grandes burocracias e sem ter de pedir o cartão de crédito de alguém emprestado.

Depois de fazer sua conta no Sendep, você pode transferir dinheiro para ela através dos bancos conveniados – Itaú, Banco do Brasil e Bradesco – instantaneamente e sem custo, além de poder efetuar o depósito através de boleto bancário (com taxa de R$ 2,90 e demora de cerca de dois dias de espera).

A partir da sua conta no Sendep você pode enviar valores para o PayPal, tendo a moeda convertida nos valores do dia (mais taxa de 8%). A transferência de valores do Sendep para o PayPal leva cerca de 4 dias úteis.

Se a loja na qual você quer comprar não exige uma conta Verified – que necessite de cartão de crédito confirmado – a dobradinha PayPal/Sendep é o menor caminho entre você e seu objeto de desejo.

Faça sua conta no PayPal

Faça sua conta na Sendep

RPG e a Pedagogia da Imaginação

Dezembro 10, 2007  |  EXTRA, Literatura, Produtos e Protestos  |  No Comments

Sonia Rodrigues lançou em 2004 este livro e ele estava na minha pilha de “livros importantes” fazia já muito tempo. Li e parei umas duas vezes por causa da maldita pilha de “livros prioritários”, mas finalmente terminei.

roleplaying_game_e_a_pedagogia_da_imaginacao_no_brasil.jpg
O livro é fácil de ler, é uma delícia de ler, acrescenta muito e fala bem dos Roleplaying Games só quando tem de falar, sem ter medo de detonar alguns aspectos e citar especificamente algumas incorreções patéticas das quais já sabíamos – e outras das quais provavelmente não sabíamos.

Terminei de ler já há uns dois meses, mas não tinha tido tempo de publicar nada a respeito do livro no Desígnios, mas acabo de me redimir.

Não é preciso ter estudado Comunicação, ou ser entusiasta de Literatura, para ler “Roleplaying Game e a Pedagogia da Imaginação no Brasil”[bb]. O livro é uma obra que passeia pela Pedagogia, pela Literatura, pela Fábula, por escritores famosos e pelos nem tão famosos assim, com muita desenvoltura e charme.

As questões levantadas pelo livro acabam afetando qualquer pessoa que, por algum motivo, precise escrever alguma coisa que algum outro indivíduo vá ler. E eu não conheço ninguém que, em nenhum momento, tenha de mandar, pelo menos, um e-mail!

O livro está custando menos de trinta reais[bb] e vale muito a pena, tanto pelo que se aprende pelo que se acaba refletindo depois de terminar de ler.

Sem protestos. O livro é mesmo muito bom!

Ver resenha no desígnios.com.br…

Óculos da Oakley

Novembro 23, 2007  |  Produtos e Protestos  |  1 Comment

Alguém já se perguntou o porquê de os óculos da Oakley[bb] serem tão caros? Este vídeo, feito pelo Oakley’s “O Lab” nos dão uma idéia dos motivos.

Depois desse vídeo eu não tenho protesto algum a fazer…

Assistir no metaCafe…

iPhone e MediaSnackers

Outubro 28, 2007  |  Produtos e Protestos  |  No Comments

Nick Haley, um devoto da Apple desde os 3 anos de idade – quando ganhou seu primeiro Mac – usa música brasileira (cantada em inglês) para produzir um comercial fictício do iPod Touch…

Resultado?

O rapaz de 18 anos de idade teve seu comercial comprado, foi levado pela Apple até Los Angeles e turbinaram o comercial em alta definição para ser exibido durante a World Series.

A banda brasileira, chamada CSS, segundo Haley, teve a música “Music Is My Hot, Hot Sex” escolhida graças ao trecho em que se diz: “My music is where I’d like you to touch.”

O rapaz achou até um tanto ridículo e improvável quando recebeu o e-mail que dizia: “Representamos a Apple, vimos o comercial que você produziu e gostaríamos de conversar.”

Com a inclinação do espectador para ser um consumidor rápido – ou MediaSnacker – empresas vêm contratando material que reflete o comportamento deste publico, até mesmo compelindo, quem ainda não aderiu, a ir se enquadrando no perfil.

Bom? Ruim? Não sei. O comercial é bem rápido… uma drágea de propaganda, eu diria. Mas é bem dinâmico e passa a mensagem com grande simplicidade e sofisticação.

Será este o futuro da propaganda?… Interesssante…

Segue o vídeo produzido pela TBWA Chiat/Day:

“Super-Heróis e a Filosofia”

Janeiro 26, 2007  |  Produtos e Protestos  |  Comments Off

filosofia_superherois.jpg

O mercado de literatura informativa vem experimentando um fenômeno interessante enquanto a procura por uma disciplina considerada tão hermética começa a se tornar mais popular.

A Editora Madras vem lançando repetidamente títulos voltados para a Filosofia e vem verificando que a disciplina provoca curiosidade – sobretudo quando se trata de material produzido com a coordenação de William Irwin.

Irwin é o grande responsável pela edição de títulos que exploram a Filosofia como raíz das questões mais corriqueiras, sobretudo fazendo uso da arte e da cultura pop como veículo para tornar tais fundamentos mais claros para o leigo.

Em obras anteriores, Irwin e sua equipe revisitou o filme “Matrix”, a série “Seinfeld”, a hexalogia “Star Wars”, Harry Potter, a “Familia Soprano” e “Buffy, a Caca Vampiros”. Tudo no mais didático espírito de que a Filosofia deve buscar as pessoas onde elas estão, para que estas a compreendam e percebam sua importância.

Em “Super-Heróis e a Filosofia”, William Irwin, Matt e Tom Morris reunem uma coletânea de textos que navegam pelo fenômeno cultural do Herói, passando pelo mérito e culto a estas Personas e derivando daí uma definição composta e elaborada do conceito de Super-Herói, bem como das virtudes e vícios que vêm a reboque deste conceito.

O livro reune textos primorosos e algumas perspectivas muito pessoais sobre um vasto conjuntos de aspectos destas personagens tão contumazes na literatura, quadrinhos, TV e cinema.

Longe de glamurizar uma forma menor de produção de subjetividade, “Super-Heróis e a Filosofia” tem a sensibilidade para olhar para além da tinta sobre o papel e não se furta a identificar valor, mérito e profundidade temática nesta forma ainda estigmatizada de expressão denominada história em quadrinhos.

Usando esta figura extrema que é o Super-Herói, dezesseis filosofos e varios especialistas em quadrinhos assinam os ensaios que discorrem acerca de Humanidade, Justica, Amor e Amizade, desvendando os porquês e nos convidando a uma expedição pelos nossos conceitos de Moral, Ética e Direito.

A beleza e a verdade expressa em algumas análises chega a ser comovente, em alguns momentos, mesmo quando passa por personagens menos populares, como é o caso da BatGirl, sobre a qual discorre James B. South.

Denúncias magníficas se fazem presentes em ensaios como “Sabedoria dos Quadrinhos”, de Michael Thau, onde o autor aponta para uma das pouco percebidas inconsistências infantis presentes no cinismo e no relativismo moral em que estamos imersos e teimamos em perpetuar.

Parabéns à Madras, que vem tornando acessíveis essas obras que, cada vez mais procuradas, podem vir a mudar o panorama do que se pensa e do que não se pensa acerca de Filosofia – e Cinema… e desenhos animados… e Quadrinhos…

Não há protestos! Nem é preciso ser leitor de quadrinhos para comprar. A obra vale a pena e o preço esta mais que razoável.

…antes de empacotar!

Dezembro 4, 2006  |  Produtos e Protestos  |  1 Comment

Pois é! Está em todas as bancas uma publicação “300 Filmes para ver antes de Morrer”, da Editora Globo, que abre com chave de ouro a Coleção Mente Aberta – um spin-off da seção da Revista Época.

E você nem precisa estar planejando passar dessa pra melhor pra poder usar como referência de fim de semana esse livrinho sensacionalmente bem diagramado, com papel surpreendentemente bom e com um conteúdo que leva o Selo Maron de Qualidade :-)

O Alexandre fala mais a respeito no site dele, mas o que eu já li do livro está escrito de forma bem clara, competente e instigante, fazendo a gente querer ver os filmes pelos méritos que eles têm, muito mais que porque um crítico A ou B falou que é bom ou por motivos datados.

Carinhosamente batizado pelo Lex Maron como “300 Textos para o Pessoal Escrever Antes do Maron Morrer”, o projeto contou com a presença de “blogueiros” ilustres, como meu sócio Cristiano Dias, meu conhecido Arnaldo Branco e o autor do Trabalho Sujo.

Vale conferir o webSite extra-oficial do livro, feito pelo próprio editor e, sem pestanejar, correr pra banca, porque tá o bicho e tá saindo que nem pão quente, custa só R$ 19,90 e tem 200 páginas coloridas e de boa qualidade!