Mar 20

Nada mais chato do que não ter cartão de crédito internacional e, ao mesmo tempo, precisar de um.

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Esta é uma dica que considero bem interessante pra garotada e pra quem, por algum motivo, não pode usar o cartão de crédito.

Muitas lojas internacionais, hoje, aceitam pagamento via PayPal - um serviço que recebe dinheiro via cartão de crédito (internacional) e com o qual você pode efetuar suas compras - mas sem o cartão internacional, nada feito.

Existe uma empresa chamada Sendep, no entanto, que oferece um serviço de transferência de valores de sua conta lá registrada para o PayPal, tornando possível comprar sem grandes burocracias e sem ter de pedir o cartão de crédito de alguém emprestado.

Depois de fazer sua conta no Sendep, você pode transferir dinheiro para ela através dos bancos conveniados - Itaú, Banco do Brasil e Bradesco - instantaneamente e sem custo, além de poder efetuar o depósito através de boleto bancário (com taxa de R$ 2,90 e demora de cerca de dois dias de espera).

A partir da sua conta no Sendep você pode enviar valores para o PayPal, tendo a moeda convertida nos valores do dia (mais taxa de 8%). A transferência de valores do Sendep para o PayPal leva cerca de 4 dias úteis.

Se a loja na qual você quer comprar não exige uma conta Verified - que necessite de cartão de crédito confirmado - a dobradinha PayPal/Sendep é o menor caminho entre você e seu objeto de desejo.

Faça sua conta no PayPal

Faça sua conta na Sendep

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Dez 10

Sonia Rodrigues lançou em 2004 este livro e ele estava na minha pilha de “livros importantes” fazia já muito tempo. Li e parei umas duas vezes por causa da maldita pilha de “livros prioritários”, mas finalmente terminei.

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O livro é fácil de ler, é uma delícia de ler, acrescenta muito e fala bem dos Roleplaying Games só quando tem de falar, sem ter medo de detonar alguns aspectos e citar especificamente algumas incorreções patéticas das quais já sabíamos - e outras das quais provavelmente não sabíamos.

Terminei de ler já há uns dois meses, mas não tinha tido tempo de publicar nada a respeito do livro no Desígnios, mas acabo de me redimir.

Não é preciso ter estudado Comunicação, ou ser entusiasta de Literatura, para ler “Roleplaying Game e a Pedagogia da Imaginação no Brasil”[bb]. O livro é uma obra que passeia pela Pedagogia, pela Literatura, pela Fábula, por escritores famosos e pelos nem tão famosos assim, com muita desenvoltura e charme.

As questões levantadas pelo livro acabam afetando qualquer pessoa que, por algum motivo, precise escrever alguma coisa que algum outro indivíduo vá ler. E eu não conheço ninguém que, em nenhum momento, tenha de mandar, pelo menos, um e-mail!

O livro está custando menos de trinta reais[bb] e vale muito a pena, tanto pelo que se aprende pelo que se acaba refletindo depois de terminar de ler.

Sem protestos. O livro é mesmo muito bom!

Ver resenha no desígnios.com.br…

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Nov 23

Alguém já se perguntou o porquê de os óculos da Oakley[bb] serem tão caros? Este vídeo, feito pelo Oakley’s “O Lab” nos dão uma idéia dos motivos.

Depois desse vídeo eu não tenho protesto algum a fazer…

Assistir no metaCafe…

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Out 28

Nick Haley, um devoto da Apple desde os 3 anos de idade - quando ganhou seu primeiro Mac - usa música brasileira (cantada em inglês) para produzir um comercial fictício do iPod Touch…

Resultado?

O rapaz de 18 anos de idade teve seu comercial comprado, foi levado pela Apple até Los Angeles e turbinaram o comercial em alta definição para ser exibido durante a World Series.

A banda brasileira, chamada CSS, segundo Haley, teve a música “Music Is My Hot, Hot Sex” escolhida graças ao trecho em que se diz: “My music is where I’d like you to touch.”

O rapaz achou até um tanto ridículo e improvável quando recebeu o e-mail que dizia: “Representamos a Apple, vimos o comercial que você produziu e gostaríamos de conversar.”

Com a inclinação do espectador para ser um consumidor rápido - ou MediaSnacker - empresas vêm contratando material que reflete o comportamento deste publico, até mesmo compelindo, quem ainda não aderiu, a ir se enquadrando no perfil.

Bom? Ruim? Não sei. O comercial é bem rápido… uma drágea de propaganda, eu diria. Mas é bem dinâmico e passa a mensagem com grande simplicidade e sofisticação.

Será este o futuro da propaganda?… Interesssante…

Segue o vídeo produzido pela TBWA Chiat/Day:

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Jan 26

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O mercado de literatura informativa vem experimentando um fenômeno interessante enquanto a procura por uma disciplina considerada tão hermética começa a se tornar mais popular.

A Editora Madras vem lançando repetidamente títulos voltados para a Filosofia e vem verificando que a disciplina provoca curiosidade - sobretudo quando se trata de material produzido com a coordenação de William Irwin.

Irwin é o grande responsável pela edição de títulos que exploram a Filosofia como raíz das questões mais corriqueiras, sobretudo fazendo uso da arte e da cultura pop como veículo para tornar tais fundamentos mais claros para o leigo.

Em obras anteriores, Irwin e sua equipe revisitou o filme “Matrix”, a série “Seinfeld”, a hexalogia “Star Wars”, Harry Potter, a “Familia Soprano” e “Buffy, a Caca Vampiros”. Tudo no mais didático espírito de que a Filosofia deve buscar as pessoas onde elas estão, para que estas a compreendam e percebam sua importância.

Em “Super-Heróis e a Filosofia”, William Irwin, Matt e Tom Morris reunem uma coletânea de textos que navegam pelo fenômeno cultural do Herói, passando pelo mérito e culto a estas Personas e derivando daí uma definição composta e elaborada do conceito de Super-Herói, bem como das virtudes e vícios que vêm a reboque deste conceito.

O livro reune textos primorosos e algumas perspectivas muito pessoais sobre um vasto conjuntos de aspectos destas personagens tão contumazes na literatura, quadrinhos, TV e cinema.

Longe de glamurizar uma forma menor de produção de subjetividade, “Super-Heróis e a Filosofia” tem a sensibilidade para olhar para além da tinta sobre o papel e não se furta a identificar valor, mérito e profundidade temática nesta forma ainda estigmatizada de expressão denominada história em quadrinhos.

Usando esta figura extrema que é o Super-Herói, dezesseis filosofos e varios especialistas em quadrinhos assinam os ensaios que discorrem acerca de Humanidade, Justica, Amor e Amizade, desvendando os porquês e nos convidando a uma expedição pelos nossos conceitos de Moral, Ética e Direito.

A beleza e a verdade expressa em algumas análises chega a ser comovente, em alguns momentos, mesmo quando passa por personagens menos populares, como é o caso da BatGirl, sobre a qual discorre James B. South.

Denúncias magníficas se fazem presentes em ensaios como “Sabedoria dos Quadrinhos”, de Michael Thau, onde o autor aponta para uma das pouco percebidas inconsistências infantis presentes no cinismo e no relativismo moral em que estamos imersos e teimamos em perpetuar.

Parabéns à Madras, que vem tornando acessíveis essas obras que, cada vez mais procuradas, podem vir a mudar o panorama do que se pensa e do que não se pensa acerca de Filosofia - e Cinema… e desenhos animados… e Quadrinhos…

Não há protestos! Nem é preciso ser leitor de quadrinhos para comprar. A obra vale a pena e o preço esta mais que razoável.

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Dez 04

Pois é! Está em todas as bancas uma publicação “300 Filmes para ver antes de Morrer”, da Editora Globo, que abre com chave de ouro a Coleção Mente Aberta - um spin-off da seção da Revista Época.

E você nem precisa estar planejando passar dessa pra melhor pra poder usar como referência de fim de semana esse livrinho sensacionalmente bem diagramado, com papel surpreendentemente bom e com um conteúdo que leva o Selo Maron de Qualidade :-)

O Alexandre fala mais a respeito no site dele, mas o que eu já li do livro está escrito de forma bem clara, competente e instigante, fazendo a gente querer ver os filmes pelos méritos que eles têm, muito mais que porque um crítico A ou B falou que é bom ou por motivos datados.

Carinhosamente batizado pelo Lex Maron como “300 Textos para o Pessoal Escrever Antes do Maron Morrer”, o projeto contou com a presença de “blogueiros” ilustres, como meu sócio Cristiano Dias, meu conhecido Arnaldo Branco e o autor do Trabalho Sujo.

Vale conferir o webSite extra-oficial do livro, feito pelo próprio editor e, sem pestanejar, correr pra banca, porque tá o bicho e tá saindo que nem pão quente, custa só R$ 19,90 e tem 200 páginas coloridas e de boa qualidade!

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Set 18

Sem criticar as publicações orientadas ao corpo, tecnologia e auto-ajuda - mas lembrando que estas três somam os seguimentos mais ofertados (e talvez mais procurados) nas bancas - Filosofia, da coleção Ciencia & Vida, vem oferecer o raro, com uma roupagem não-vendida e responsável sem ser elitista.

O momento não podia ser mais propício, a meu ver, diante do sucesso improvável da revista História e do fato de que peças de teatro, romances ficcionais e filmes vêm, cada vez mais, batendo na tecla ressonante da Filosofia.

Com textos entre o didáticos mas nada indulgentes a revista da Editora Escala - agora em seu segundo número - mostra a que veio ao mostrar os aspectos práticos da Filosofia, seu rigor contra-intuitivo na analise das questões, sua pluralidade e imparcialidade, sem contudo abrir mão do aspecto subjetivo e não necessariamente orientado a objetivos imediatos.

A revista eh uma janela entre-aberta e, arrisco dizer, uma das poucas saídas em um cômodo aparentemente hermético que nos encaixota em uma matriz reducionista e opressiva de hedonismo, pragmatismo fundamentalista e relatividade moral.

Não se abstendo de comentar a História da Filosofia - essencial para a compreensão e manutenção de conceitos já visitados e para fundamentar novas idéias - a revista navega com facilidade pelo ato de fazer Filosofia e pela filosofia da práxisAção de aplicar, usar, exercitar uma teoria, arte, ciência ou ofício., sua aplicacao direta ou indireta no mundo real.

Não por acaso, nos dois primeiros números menciona-se o advento da Filosofia Clinica, disciplina terapeutica com viés psicanalitico e claras heranças da Psicologia, que foi fundada por Lucio Packter - graduado em Filosofia pela PUC-FAFIMC, de Porto Alegre (RS) e coordenador dos cursos de pós-graduação em Filosofia Clinica da Universidade Moura Lacerda, em Ribeirao Preto (SP) e da Faculdade de Filosofia de Sao Miguel Arcanjo, em Anapolis (GO).

Com muita seriedade, inteligente ironia, uma pitada de sarcasmo, me parece que o material vá agradar desde o mais empedernido mecanicista científico até o mais fundamentalista religioso.

Por R$ 7,90, vale a pena ler algo de totalmente diferente sobre assuntos que são ou não lugar comum em outras revistas. O que vai te surpreender, arrisco dizer, é a riquiza de aspectos e a análise contra-intuitiva que o viés filosófico pode oferecer.

Não há protestos! Nota dez para a publicação, para a iniciativa e paro conteúdo!

O Ato Médico e o Ato Filosófico

O Ato Médico, projeto de lei que uma vez chegado ao Congresso, e se aprovado, tornaria privativos da classe médica todos os “procedimentos e diagnósticos” e “indicações terapêuticas” é o assunto de hoje. Se aprovado ameaçaria a sociedade com O Alienista, de Machado de Assis.

A idéia acendeu os desejos de outros setores. O Ato Enfermeiro proibirá as mães de curativos e relegará os Band-aids® às farmácias, mas nada poderá ser vendido em farmácia por causa do Ato Farmacêutico. De tanto não venderem nada, os farmacêuticos terão lesões na coluna, mas nem pensar em massagens porque o Ato Fisioterápico valerá em todo o território nacional.

O problema é que de tanta vigilância, os fisioterapeutas ficarão doidos e não poderão ir a um médico psiquiatra porque estará vigente o Ato Psicológico, pelo qual nenhum paranóico ousará paranóias como procurar gente desabilitada a lidar com isso, como um médico.

Nervosos, os médicos passarão a comer mal e pouco, mas não poderão fazer qualquer coisa, um vez que estarão condenados à alimentação eterna que iniciaram devido ao Ato Nutricionista. Os próprios nutricionistas não poderão explicar nada aos médicos, para não incorrerem em uma afronta ao Ato Pedagógico, que restringe o ensino aos professores.

Pena que, nessa altura, os professores já tenham morrido, em consequência do Ato Político que, por sua vez, agonizará pelo embate entre o Ato Econômico e o Ato Circense. Ninguém mais estará a salvo.

Os advogados serão impedidos de quase tudo pelo Ato de Direito, segundo o qual todo juiz prescindirá de advogados. Mediante o Ato Teológico os juízes serão proibidos de julgar, já que isso a Deus pertence. Mas o Ato Filosófico será supremo e cerceará a todos, já que ninguém poderá fazer algo sem o uso da razão, o que impedirá na prática a própria Filosofia.

Qualquer coisa que qualquer um faça será condenada pelo Ato dos Atos, que é o projeto de lei que proíbe todas as coisas mediante a suspeita de alguma coisa que possa invadir remotamente outra. Ninguém mais sairá de casa, ninguém dará mais um piu e juntos, em silêncio, todos aguardarão quietos, o Ato do Juízo Final.

Lúcio Packter

Filosofia - Ciência & Vida - Ano I - nº 2

Você quer saber mais?
Editora Escala . Filosofia Ciência & Vida . nº 1
Editora Escala . Filosofia Ciência & Vida . nº 2

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