A Dell vai invadir o mercado com um Tablet PC com tela sensível ao toque que reconhece vários estímulos ao mesmo tempo, um padrão de mercado, ao que parece, nos próximos anos, depois que o iPhone apareceu.
Trata-se de um laptop bem fininho, com tela de 12.1 polegadas e cuja tela gira sobre si mesma e se fecha sobre o teclado, permitindo ao usuário usar o equipamento como se fosse uma prancheta e sem que seja necessário usar o teclado.
O equipamento é dotado de uma tela mais brilhante que a da maior parte dos equipamentos atualmente disponíveis, vem com 3Gb de RAM e sua tela touch-screen permite a manipulação direta da interface.
Segundo a Dell o público alvo do novo Latitude é a área de saúde, o setor educacional e corporativo. Um mercado bem amplo, como se poderia esperar.
A máquina é uma graça, como se pode conferir no vídeo abaixo:
Se os americanos e canadenses ainda querem um XO Laptop, aquela máquina muito legal que você viu aqui no Sarcasmos Múltiplos, vale dizer que só restam mais 11 dias!
Não se sabe o motivo da urgência, mas temos até o dia 26 de Novembro para comprar um XO da OLPC - One Laptop per Child (Um Laptop por Criança) - através de um amigo canadense ou americano.
O objetivo da OLPC é promover a inclusão social através do fornecimento de máquinas como esta acima. Para que isso aconteça, parte da iniciativa recai na venda de equipamentos para o consumidor tradicional de informática.
Laptops ainda são máquinas caras e boa parte de nós as quer com Windows Vista, dois ovos em cima e mais bacon, entretanto há quem procure máquinas a preços mais acessíveis, independente de funcionarem em Linux ou mesmo um sistema operacional menos convencional.
A máquina, avaliada positivamente por David Pogue, custa, para o consumidor final US$ 400,00, cuja metade deste dinheiro é usada para financiar uma máquina para uma criança carente.
São aceitos pagamentos por cartão de crédito ou PayPal.
A iniciativa é interessante e nobre. O preço é muito bom, ainda mais considerando que metade do seu dinheiro iria para uma boa causa. Uma pena que o tempo seja tão curto e que não dê pra acionar os contatos no exterior…
Abaixo o vídeo de David Pogue, novamente, para quem ainda não viu.
São elas que vão nos acompanhar em nossos futuros celulares a partir do ano que vem.
Talvez só mesmo eu e um punhado de outras poucas pessoas nos preocupemos e nos interessemos pelo assunto, mas eu entendo a tipografia como uma das componentes mais importantes da experiência de uso de qualquer dispositivo.
Pode ser que seja uma forma muito pessoal de ver a questão, mas fontes são uma forma de expressão e as formas e cores, no meu entender, tem decorrências no “leitor” na forma de sensações… emoções… pensamentos…
A Ascender Corp., a meu ver, fez um ótimo trabalho, compondo um conjunto tipográfico sólido e que parece garantir uma qualidade de leitura bastante satisfatória, colaborando para uma boa experiência de uso.
Tipografia, sobretudo em celulares, costuma ser algo um tanto precário e, uma vez que a nova geração de celulares não será menos que uma geração de computadores portáteis equipados com Linux, nada mais adequado do que embutir um conjunto honesto de fontes para uso no sem número de aplicações que prometem surgir.
Felizmente para nós, que usamos acentos, a Droid suporta diferentes línguas, o que inclui línguas asiáticas (Ascender Compact Asian Fonts - ACAF).
O pacote Droid Fonts consite em: Droid Sans, Droid Sans Mono e Droid Serif. Abrangendo a Europa Ocidental, o Leste Europeu, o Baltico, Cirílico, Grego e Turco (O Droid Sans também inclui suporte para conjuntos simplificados e tradicionais de Chinês, Japonês e Coreano para os conjuntos GB2312, Big 5, JIS 0208 e KSC 5601).
A Open Handset Alliance vem fazendo um bom trabalho na elaboração da plataforma Android, para dispositivos móveis.
O consumidor navega, hoje, em um mundo de produtos de hardware inacabados, protótipos vendidos como produtos finais, Frankensteins de uma fase de transição lamentável na história da tecnologia móvel.
Uma enxurrada de equipamentos indesculpáveis se faz presente nas prateleiras das lojas… Não é por acaso que o iPhone foi apelidado, carinhosamente, de Jesus-Phone. Assim como aconteceu com Cristo, contudo, a expectativa não batia com as virtudes do personagem. O iPhone é o melhor de todos os aparelhos de telefone existentes no mercado, ao mesmo tempo que está aquém de tudo que o mercado esperava dele!
Eis que chega o Google em nosso socorro, com seu jeito mineiro de fazer negócios e que, ao invés de bancar a produção de um novo telefone, resolve comprar a Android Inc. e construir em, cima desta nova plataforma de desenvolvimento para dispositivos móveis, ao mesmo tempo que incentiva a criação da Open Handset Alliance, somando esforços com as empresas do setor de telefonia móvel ao invés de aterrorizá-las com uma mudança de patamar tecnológico.
Com o Android, uma aplicação escrita para um celular poderá rodar em qualquer outro celular, um paraíso se pensarmos na situação atual, onde cada celular tem um sistema operacional proprietário e, invariavelmente, ridiculamente difícil de usar.
A propaganda de aparência inocente, veiculada pelo Google na Internet era, na verdade, de uma ambição desmedida!
O Android é baseado em Linux e carrega consigo aplicações essenciais para o funcionamento de smartphones, como cliente de email, programa de envio de SMS, calendário, mapas, navegador de internet, agenda de contatos e outras aplicações comuns - todas escritas em Java - e todas podendo ser substituídas por versões desenvolvidas por terceiros. Quem decide o que vai usar é o usuário! E, com tanta aplicação do próprio Google online, só podemos imaginar as coisas do arco da velha que estas aplicações vão conseguir fazer em termos cooperativos.
O sistema operacional vem preparado para que o dispositivo seja equipado com câmera fotográfica digital, Sistema de Posicionamento Global (GPS), acelerômetro, bússola eletrônica e toda sorte de apetrechos que o aproximem e que deixem para trás o iPhone - que definiu um novo patamar na tecnologia de dispositivos móveis por um breve período.
Segundo as declarações das mais de 30 empresas envolvidas na Open Handset Alliance, os aparelhos e todo software essencial estarão disponíveis já em meados de 2008 e, por isso mesmo, já está disponível o Android SDK (Software Development Kit).
Em um gesto de simpática inteligência, o Google, ao contrário da Apple - que ameaça os usuários do iPhone com a inutilização do equipamento caso se utilize software de terceiros - está divulgando o Android Developer Challenge que premiará, com 10 milhões de dólares, os desenvolvedores que apresentarem as melhores aplicações para a nova plataforma.
A sorte está lançada, no mundo dos dispositivos de telefonia móvel e você pode tirar a sorte grande! Basta baixar o SDK para Windows, Mac ou Linux e sair na frente para entregar aplicações criativas e que facilitem a vida de quem usa celular.
Abaixo uma demonstração das aplicações desenvolvidas com o Android SDK.
Uma startup lançou, recentemente, um sistema operacional com o nome de gOS… Não, não é o GoogleOS ainda, mas está no espírito!
O pessoal da gOS desenvolveu seu sistema sobre o Ubuntu 7.10 Linux, o que significa que o custo foi à zero e que para usá-lo basta baixar da Internet sem medo de ser pirata.
Não é para qualquer um, no entanto. A idéia era desenvolver um sistema operacional de fácil utilização, mas que atendesse a um público bem específico: aquele pessoal que nunca teve computador e que quer comprar um.
A Everex fez uns acordos e criou um “pc verde” (Everex Green PC) que é comercializado na WalMart por menos de US$200,00 e que carrega o gOS, livrando a máquina de custos com sistema operacional. Uma vez que 5% dos compradores deste tipo de equipamento na WalMart estão comprando computador pela primeira vez, um fenômeno interessante pode estar começando a ganhar corpo.
A máquina e o gOS não supõe o uso de aplicações stand-alone - embora suportem qualquer aplicação que funcione em Linux - mas tenta criar a cultura de utilização da Web como infra-estrutura funcional, ou seja, sugere através dos principais ícones do desktop que se utilize as aplicações do Google, como o gMail, gCalendar, gNews, gMaps e gDocuments&Spreadsheets (e desta vez o “g” significa Google).
Todas estas aplicações rodam perfeitamente no Firefox que vem instalado de fábrica, pelo que dizem as resenhas por aí e não custa nada fazer um download do bichinho pra ver como funciona.
A interface fica a cargo do Enlightment e não do tradicional Gnome, mas eu acredito ter sido uma escolha acertada, sobretudo dado o público alvo.
Veja… o gOS não é para Linux-maníacos, mas para quem nunca teve um micro. Ele está lá não pra ser poderoso, mas para ser fácil de usar. E a iniciativa é bem interessante.
O fundador da gOS acabou jogando um pouco de lenha na fogueira de nossas imaginação ao dizer que tem mostrado tudo o que a gOS tem feito para o pessoal do Google e que “manteram contato para a criação de um próximo gPC”.
Vamos aguardar… de repente o gOS vira algo de realmente muito interessante.
Calma! Ainda é um celular conceito! Não corra para a loja mais próxima!
Fico muito impressionado com a miniaturização de componentes nos dias de hoje e, cada vez mais, parece que achamos que tudo é possível.
Fica muito difícil de dizer que “não dá pra fazer” algo, quando nos mostram um conceito novo de produto, até porque, ainda que o produto seja ridículo, é mais que comum alguém investir uma grana pra colocar um produto ridículo no mercado hoje em dia.
O telefone celular em formato de caneta, tenho que adminitir, é bem impressionante. É portátil, parece leve, tem uns 20 centímetros de comprimento e ainda por cima escreve - particularmente bom para anotar telefones. =)
O projeto é bem funcional até, com números alinhados, um mostrador minimalista que não consome muita bateria, entrada para Micro SD e tal.
Claro que fico pensando em quantas canetas já perdi na minha vida, por outro lado, se colocarem um GPS no aparelho pode-se dizer que nunca mais vou perder nenhuma!
Mais um neologismo passageiro que entra em cena para confundir e vai logo cair no esquecimento ou um conceito realmente importante e que dá nome aos bois nos quais nos transformamos?
Eu estou que quase choro depois de ver este vídeo deliciosamente bem montado, mas o gosto que fica na boca depois de ver não é lá essas coisas.
Não vou eu ficar diante do rolo compressor da História e do Progresso, mas não sei se acredito que mudança é só Mudança. De vez em quando eu tenho uma boa dose de convicção de que conseqüências existem e que é através delas que a gente mede o que é bom e o que não é.
O vídeo fala de um tipo de pessoa fruto do nosso tempo e acaba arregimentando uma enormidade de gente a ser o Ser ali descrito nessa peça bacana de marketing.
Espero que minhas preocupações sejam infundadas e que o culto ao óbvio, ao superficial e a globalização do pensamento, façam mais parte de um discurso fatalista do que da realidade como se desenrola.
Quando a Lei Seca acabou, depois de tanta luta dos Federais para acabar com o tráfico de bebidas alcoólicas, perguntaram para Eliot Ness: “Agora que a Lei Seca acabou o senhor vai fazer o que?”, ao que ele respondeu - “Vou encher a cara!”.
Se eu estiver errado, então, e não houver com o que se preocupar, vamos “pedir mais uma”, rir das preocupações e aproveitar os prazeres advindos deste “Admirável Mundo Novo”.
Se você ainda não captou o que é um MediaSnacker, aí vai um snack pra você: trata-se de uma pessoa jovem em 2007, uma criatura que se alimenta só do fast-food da media, de informação almanáquica e superficial; No fim, trata-se da geração da Era da Informação; É a postura cínico-niilista de que o mundo está mudando e isso não tem como voltar atrás. É a morte do indivíduo pelas mãos e ideologia do próprio indivíduo; É a segregação da opinião no campo da intolerância argumentativa; É entrar no domínio da opinião e esquecer que argumentar existe.
Como Luhan e Baudrillard, cada um a seu modo, alardeavam: Quanto maior a quantidade de Informação, mais inacessível se torna o Conhecimento.
Em outras palavras, na Era da Informação, não há Conhecimento possível… largamos o Todo para nos interessarmos somente pelas Partes.
Ei! Mas como eu disse, se for só alarmismo… tô dentro!