My WebOS e Google Chrome OS

September 28, 2010  |  Internet, Tecnologia  |  No Comments

Nos idos de 2000, enquanto eu e Amir Samary planejávamos uma nova Apple – como tantos outros faziam sem saber do que estavam falando – eu era absolutamente obcecado por duas coisas: 1) Um jeito de submeter dados sem que a tela piscasse (que, depois, acabou surgindo na forma do AJAX) e 2) Desenvolver aplicativos de Internet com look and feel de programas para computadores de mesa.

Para cumprir este objetivo, a quantidade de pesquisa por APIs em JavaScript como a domAPI foi realmente extensa e (ouso dizer) importante para boa parte dos projetos web nos quais a Interconnection S.A. (nossa maior cliente) se envolveu naquela época.

O panorama, hoje, mudou bastante, até porque já se acredita mais no JavaScript e em aplicações complexas criadas em cima de APIs complexas nele desenvolvidas. A quantidade de APIs extremamente bem desenvolvidas e produtivas como o jQuery, o Dojo e BackBase é crescente e é mais fácil, hoje, antever um novo caminho para o que conhecemos hoje como computação.

Tendo visto um sistema operacional muito leve, rápido e que cabia em um floppydisk – o MenuetOS – me ocorria, no primeiro ano do Século XXI que os esforços de construção de aplicações de edição de texto, planilhas e apresenção em plataforma web poderiam convergir para a necessidade (ou a oportunidade) de construção de um ambiente operacional profundamente diferente do existente hoje e que poderia deixar de lado boa parte do que um computador é capaz de fazer e definitivamente do que os sistemas operacionais de hoje precisam fazer. Como tudo rodando na web no formato Stateless e sem a necessidade de baixar nada para sua máquina, para que precisaríamos de um Windows ou de um MacOS?

Na época lembro de ter encontrado dois ambientes semelhantes que se não chegavam a cumprir o objetivo de substituir o sistema operacional da máquina cliente pelo menos nos oferecia um ambiente operacional e ferramentas de trabalho bastante satisfatórias, apesar de um tanto lentas (o que era mais culpa da internet de então e das CPUs de outrora que qualquer outra coisa).

O principal destes ambientes operacionais web era, ao menos para mim, o finado My WebOS, que era bastante robusto em termos de Usabilidade (conceito ainda raro no meio acadêmico e ao qual nos referíamos na Interconnection, na época, como Análise de Interface).

Até hoje não se sabe se isto vai ou não acontecer, se os sistemas operacionais como os conhecemos vão ou não desaparecer, e há sim muito ceticismo a respeito, mas se há empresas que podem fazer com que isto aconteça são a Apple e (talvez até com mais velocidade) a Google que, em Novembro de 2009, lançou este vídeo sobre como as coisas poderiam ser.

Vou adorar colocar as mãos em uma máquina (sobretudo se for da Apple), que esteja aparelhada com um cloudOS desses, mas fico me perguntando… No fim do Século XX muitos de nós estávamos cheios de idéias e algumas delas eram boa demais para a época. O que me pergunto é se ainda é possível, para uma pequena empresa, mudar o paradigma tecnológico de todo o planeta, sem precisar, antes, se tornar uma gigante econômica.

Mozilla Seabird e o Tao do projeto de celulares

September 27, 2010  |  Tecnologia  |  No Comments

É assombroso como as coisas estão se transformando… Há 26 anos eu era ridicularizado ao dizer para os amiguinhos que um dia todos teriam telefones portáteis e que a tecnologia walk-talkies e rabos-de-porco provavelmente ia sofrer grande impacto com isso.

Deixando de lado o fato de que eu NÃO era a alma da festa e de longe o cara mais popular da turma, é preciso compreender que, na época, eu torcia para que este futuro chegasse logo.

Temos de entender o contexto… Não existiam celulares, o computador pessoal mais poderoso na época era o TK 85 – ao menos no Brasil, enquanto não chegava o CP 200/300 (muito caros na época), MC1000 (CCE) e o TK 90/95. A coisa estava preta em termos tecnológicos, era o fim da ditadura, entusiastas de computação eram considerados doidos varridos, a revista Microsistemas era uma das poucas coisas interessantes que saiam nas bancas e a Cultura Nerd estava longe de passar a fazer parte da Cultura Pop.

Depois de todo este tempo, com 39 anos, percebo que boa parte de tudo o que sonhei aconteceu… mas o pesadelo é que as coisas vem acontecendo em detrimento de todo o resto. Papo chato toda vida, sobretudo para que acha que “Vivemos um dos mais maravilhosos momentos para se viver”, percebo que – se o monstro que engoliu Hollywood foram os efeitos especiais – o monstro que nos engoliu foi o Tecnologismo, a reboque do Cientismo.

Certo, certo… quem cria a demanda sempre foi quem quis vender um produto, mas depois de testemunhar uma década de abusos das empresas de telefonia e de tecnologia telefonica eu perdi um pouco a paciência com a pré-venda de idéias 50% prontas mas 100% vendáveis. Por mais de 10 anos nos venderam protótipos de celulares sem qualquer qualidade em nome de uma agenda secreta de ir financiando o desenvolvimento tecnológico de melhores aparelhos.

Enquanto TODAS as empresas metidas no desenvolvimento de telefones celulares fazia a coisa como bem entendia coalhando as prateleiras e galerias de produtos em sites com centenas de dispositivos concorrentes e cujo funcionamento eu considerei sempre um lixo, empresas de tecnologia como a PALM tentavam fazer a coisa funcionar de uma forma diferente e, não aguentando as pressões do mercado, acabaram ficando em segundo plano.

O fato é que quando a Apple lançou o primeiro modelo do iPhone, não havia nada parecido por aí e foi como se, de repente, uma nave espacial alienígena caísse do céu e todos finalmente pudessem acreditar que aquilo era possível.

Lançado a 29 de Junho de 2007, o iPhone não tem até hoje equivalente de outra empresa. Não importa o que você pense ou diga, a experiência de nenhum aparelho é tão agradável em termos de usabilidade ou conceito funcional quanto aquela oferecida pelo iPhone.

Alguma coisa está fora da ordem quando, no lançamento do novo iPhone – equipado com o iOS 4 – resolve-se que o novo iPhone tem sérios problemas com recepção, quando sua recepção é melhor que a de todos os telefones do mercado e quando os problemas apontados atingem a TODOS os aparelhos já desenvolvidos, mas com menos intensidade no iPhone.

A Apple não estará para sempre na frente do mercado de telefonia celular, creio eu, mas até hoje nada apareceu para desbancar não só sua tecnologia, mas o modelo de negócio que envolve o aparelho – a saber… iTunes (app)Store.

O mais curioso, entretanto, é que além de o nível de Apple haters esteja aumentando, a empresa está se encaminhando para ser a mais bem sucedida do mundo, com uma economia maior que a da Microsoft.

Um sintoma da forma como vemos hoje a tecnologia, que é o real motivo de eu resolver escrever hoje, é que os maiores concorrentes do iPhone não passam de idéias, conceitos e fantasias da imaginação de projetistas que, muitas vezes, jamais terão a condição de levar suas idéias para frente, seja por falta de um bom sistema operacional ou de tecnologia para desenvolver o hardware em si.

A cabeça do consumidor é o que me assusta, a mentalidade de quem olha um exercício de imaginação como o que publiquei acima e comenta coisas como “Este telefone dá um couro no iPhone”.

Para o conceito eu dou nota 10, apesar de visíveis avanços nas patentes de mais uma dezena de empresas, mas para quem olha para esta obra de ficção e acredita que é tão simples fazer com que algo assim exista e cumpra sua função de forma aceitável eu diria para passar longe de filmes de ficção científica.

Um produto bem feito é mais que sua aparência e é muito mais que o tamanho de sua lista de funcionalidades. O Seabird é uma graça mas, além de profundamente semelhante ao que vimos no filme “A Ilha”, é um exercício vazio de imaginação se sua interface de usuário não tem o gabarito de, digamos, um iOS – ou mesmo o de um Androide, apesar de o modelo de negócios não me impressionar muito.

Me parece, por vezes, que agora que aprendemos que a tecnologia pode fazer muito, passamos a achar que ela pode fazer tudo, quando é necessário muito mais do que somente tecnologia para fazer com que a experiência de uso de um dispositivo seja centrada no Homem e não na tecnologia que é mero veículo para sua funcionalidade.

Época no iPad – O Futuro Presente

May 5, 2010  |  Comunicação, Tecnologia  |  No Comments

Quando você coloca, um pedaço que seja, da mais poderosa empresa de comunicação do país nas mãos de alguém diligente, inteligente e criativo, que tem sob sua batuta uma equipe competente e talentosa, não há muito o que dar errado.

Alexandre Maron – não mais que dois meses depois de uma conversa que tivemos sobre o assunto – liderou sua equipe, formando profissionais no processo e fazendo a história da imprensa no Brasil ao produzir a Época para o iPad, equipamento que em um ou dois anos vai definir os futuros padrões de uso da internet, leitura em tela e portabilidade computacional.

Em 34 anos de inovação, A Apple – empresa para qual tanto ele quanto eu nos convertemos há alguns anos – desenvolveu um aparelho celular, lançado em Janeiro de 2007, cuja “responsividade”, Usabilidade e confiabilidade não foi alcançada por nenhuma outra empresa em 3 anos de mercado, e o aparelho já teve, inclusive, novas versões. O que, então, esperar do iPad?

A Época dá uma lição de pioneirismo ao investir no desenvolvimento deste novo formato que abre inúmeras possibilidades e revoluciona a experiência de uso dos veículos de informação e a forma como se dá a fruição da notícia por parte do leitor/audiência, misturando texto, animações, vídeo, áudio e tudo mais que a internet e este novo aparato de comunicação tornam disponíveis.

aoLimiar disponibiliza Álbum de Fotos

April 30, 2010  |  Literatura, redes sociais  |  No Comments

A Rede Social de editoras, escritores e leitores de literatura fantástica aoLimiar, colocou hoje à disposição de seus cadastrados uma funcionalidade que lhes permite o envio de fotos e a criação de um álbum de capas de livros, ilustrações de contos, fotos relacionadas ao tema ou qualquer outro tipo de foto que se deseje.

O aoLimiar é uma rede social dedicada a incentivar a produção literária de fantasia, ficção científica e horror, que constantemente procura editoras que estejam interessadas em encontrar novos talentos, além de garantir um conjunto de ferramentas para autores amadores e profissionais interessados em dividir com o público uma amostra ou todas as suas obras.

Cadastre-se no:
www.aolimiar.com.br

Sinfonia da Ciência

February 27, 2010  |  Ciência, Como vejo o mundo..., Filosofia  |  1 Comment

A Poesia da Realidade

Projeto musical de John Boswell, Sinfonia da Ciência pode até ser de gosto musical duvidoso, mas tem mérito experimental desde sua concepção.

O idealizador atribui a Sagan, Ann Druyan e Steve Soter – que produziram a série Cosmos, um marco na divulgação científica sem precedentes e referência até os dias de hoje – a sua inspiração para o desenvolvimento do trabalho.

Trata-se de um projeto com um sem número de fãs, que fornecem apoio financeiro e colaborações do mundo todo.

Outros vídeos, como o aqui exibido, podem ser vistos na área de vídeos do website.

Particularmente tenho Carl Sagan como um grande herói e a série Cosmos foi um dos programas de TV mais marcantes de minha infância. Eu deixava de “sair pra brincar” para ver o próximo episódio de domingo e, ao perder um, tive de esperar até o Vídeo Cassete Recorder (VCR) ser lançado para então esperar até sair em VHS.

Gary Tonge: O Grande Universo

Quando finalmente saiu em VHS só existia para vender em São Paulo e acabei não conseguindo comprar antes do estoque acabar. Tive então de esperar até o DVD Player ser lançado e depois até os DVDs serem disponibilizados pela Abril para poder finalmente adquirí-los.

É, de fato, uma obra prima e até sério demais e sensacionalista de menos para o mundo de hoje.

Mas… quanto a Sinfonia da Ciência… achei o projeto panfletário e reducionista.

Sinto muito dizer isso.

Sou um grande entusiasta do Método Científico mas, tendo estudado o quanto pude de Filosofia e lido o quanto pude sobre as críticas ao “jeito de fazer” da Comunidade Científica, entendo que estamos trilhando um caminho perigoso, onde estamos passando a abraçar mais uma panacéia: a Ciência.

A Ciência se debruça sobre um conjunto por demais limitado de objetos de estudo para ganhar as dimensões que vem ganhando.

Acho um barato o vídeo. Uma brasa mesmo, mora? Mas a mensagem passada repetida insistentemente simplesmente não fecha.

O pragmatismo mecaniscista e o objetivismo reducionista da Ciência são ferramentas magníficas para lidar com problemas específicos, que lidam com o funcionamento das partes que compõe o Universo, o Ser Humano e muito daquilo pelo que o Ser Humano se interessa. É, contudo, uma injustiça muito grande atribuir à Ciência a responsabilidade de ser tudo o que se vem atribuindo que ela deva ser… e ela não tem como entregar o que dela se espera.

Raphael: A Escola de Atenas

A Ciência é só mais uma Escola Filosófica. Profundamente bem sucedida, é verdade, mas não é mais que uma Escola Filosófica. A Filosofia não é uma Ciência Humana. A Ciência é que é uma Filosofia Exata. De alguma forma, contudo – talvez dados os resultados práticos obtidos, que são facilmente quantificáveis e mensuráveis – a Ciência perverteu a noção de que só existe graças a uma outra forma de produzir e refletir sobre conhecimento, a Filosofia, que a ela deu origem.

O escopo da Filosofia é amplo, o da Ciência é estreito e deixa de lado qualquer compromisso Moral, Ético, Espiritual, Metafísico ou Subjetivo, o que é – isso falando por baixo – uma deficiência grande demais para que possamos abraçar a disciplina em uma espécie de Cientocracia não declarada, ou um Cientismo (como batizou Giovanni Reale).

A Ciência é uma ferramenta. A Filosofia é uma forja de ferramentas. E fazemos ferramentas com objetivos. Os objetivos da Ciência são claros. Há algum tempo eu cunhei a frase: “Para quem só tem martelo todo problema é prego”, e creio que vale a pena o leitor refletir bem a respeito disso.

A Ciência, o amor pela Ciência e a confiança na Ciência não devem ser cegos e não se deve esperar dela o potencial ou a autoridade para, por exemplo, julgar por A mais B se uma doutrina é a raiz de todo mal ou não. Isso é trabalho para outras Escolas Filosóficas que, como a Ciência, ganharam contorno até se tornarem ferramentas importantes para fazer aquilo para o que são insubstituíveis. E ainda assim, elas vão poder estar erradas em suas conclusões.

Acreditar cegamente na Ciência, na Comunidade Científica ou no Método Científico é não ter pensamento crítico, é não ter lido nada do que foi escrito contra o Método em 2500 anos de História e é fomentar uma nova forma de preconceito ideológico e ignorância, e isso não tem como terminar bem.

Não tenho dúvidas das boas intenções de John Boswell e muito menos do trabalho e competência dos membros da Comunidade Científica, mas enquanto se engrossam as fileiras dos Devotos da Ciência, gente tão estúpida a respeito da Ciência e ao Método Científico quanto o seriam para qualquer outra Doutrina Religiosa ou Ceita, perdemos de vista os motivos da importância da divulgação científica e do cultivo da mente científica no Homem Comum.

Rembrandt: O Filósofo em Meditação

Se você discorda de mim, acho ótimo! Comente por aqui civilizadamente e com bons argumentos e fatos que corroborem com sua forma de ver o mundo. A diversidade de opiniões é o motor da Mudança em nossa Civilização. No mais tente refletir sobre a minha indisposição para com o jeito que as coisas são… eu garanto que vou tentar refletir sobre os comentários que você deixar aqui.

Eu? Eu só digo isso porque amo a Filosofia… por que sou um apaixonado pela Ciência… e, no entanto, escolho dar mais importância ao futuro do Homem neste Universo, um Universo que não é só composto de suas partes… um Universo cujo Todo é, no meu entender, maior que a soma de todas elas.

O Futuro não é mais como era Antigamente?

February 23, 2010  |  5arcasmos |v|últiplos, Amigos, Futuro, Internet  |  No Comments

Antes de tudo, este é um texto que não necessariamente tem um objetivo definido e, portanto, serve mais como material de reflexão do que para qualquer outra coisa.

Lembro-me de estar no estacionamento da PUC-Rio, no carro do Cris Dias, com o CD-ROM da revista “Neo Interativa” – uma antiga “Revista Multimedia” – nas mãos quando ele se virou para mim e disse: “Cadê o papel?”, se referindo ao papel do estacionamento. Eu respondi: “O papel morreu, longa vida ao papel eletrônico”.

Cristiano olhou de soslaio para a “revista interativa” em minhas mãos e deu o bom e velho sorriso inteligente pelo qual hoje é tão conhecido e disse: “Cadê o CD-ROM?”. E era verdade… O CD-ROM havia morrido também. Longa vida à Internet!

Mais tarde naquele mesmo dia estava eu conversando com Alexandre Maron – que ainda não havia deixado a faculdade de Análise de Sistemas para abraçar a de Jornalismo – e, sobre o assunto, ele disse: “Na melhor das hipóteses, no final, nós é que estaremos certos”…

É preciso que eu situe você na realidade que vivíamos: era 1993, a Internet ainda não existia no país, eu me juntara ao Cristiano para a criação de um BBS (Bulleting Board System) que permitiria acesso das pessoas a uma coisa relativamente nova chamada e-mail e, para quem não tinha modem em casa, faríamos um serviço de BBS Off-line, levando e trazendo disquetes de 5″1/4 com os e-mails de quem não tinha Modem em casa.

Ouvir este tipo de coisa, a respeito do Brasil de quase 20 anos atrás, é ficar mais próximo do Deserto do Real.

Muito mudou em 20 anos…

Quando Alexandre Maron falou que “Na melhor das hipóteses, no final, nós é que estaremos certos” ele estava falando de nós mesmos e de todos os escritores de Ficção Científica cujos livros e contos nós então devorávamos para produzirmos horas e horas de divertimento Nerd na forma de aventuras de RPG.

Desde antes da universidade, eu, Alexandre Maron, Cristiano Dias, Angelo Braga, Anna Paula Maron, Raquel Braga, André Marroig, Eduardo Rocha, Creso Marcelo, Fábio Nogueira e alguns outros jogadores ocasionais jogamos mais de cento e cinquenta aventuras de RPG em um arco de história que se estendeu por 5 anos e que envolvia mais de 400 personagens catalogados e com fotos.

Em meio aos mais de cento e cinquenta roteiros de RPG que eu e Alexandre Maron desenvolvemos e discutimos com Cristiano Dias, acabamos ficcionalmente repensando e reinventando o jornalismo, a comunicação e o futuro do papel (ver “Sistema: Sol – Crônicas”).

Falamos do Plastipel, um tipo de papel reciclável sintético, que seria comum a documentos corporativos até 2090; tergiversamos muito sobre a convergência de mídias de transporte e sobre padrões físicos de conexão destas mídias; brincamos com a idéia da revista e jornais em telas flexíveis no formato tradicional de revistas e jornais; saltamos dos walkie-talkies direto para os óculos de MixR (como chamávamos os comunicadores de Realidade Aumentada que inventamos) sem mesmo passar pelos celulares, coisa que não existia em nossa época; criamos do zero todo um paradigma de Inteligência Artificial e Realidade Virtual, tudo profundamente enraizado na forma como a comunicação funcionaria no fim do Século XXI e início do Século XXII.

Criamos juntos um futuro meio utópico e meio distópico, cheio de problemas e de soluções, profetizando uma Europa Unificada (a PanEuropa), a unificação cultural das américas (E.U.As.), a Globalização e curiosos blocos internacionais como os Países-Estados Associados da África (P.E.A.A.) e uma União das Repúblicas Soviéticas Capitalistas (U.R.S.C.) – que jamais aconteceram.

E o saldo foi bastante positivo, na verdade… Além do exercício intelectual de pensar o futuro, todo o tempo gasto em repensar o presente para construir um amanhã mais interessante acabou moldando-nos para o que viria.

Cris Dias, hoje, é uma notória referênca nas áreas de Tecnologia, Marketing e tudo que há de mais sofisticado em termos de Internet – isso tudo sem contar que foi o dono do Vilago (comprado pelo Hostgator), do Enxame.tv e de uma filha linda chamada Clara, que teve com a Anna Paula Maron.

Alexandre Maron foi editor da Monet, da Época e é responsável hoje por projetos de Mídia Digital – isso tudo sem falar seu talento para a literatura de ficção científica, do RadarPop e do revolucionário conceito de Play Factor, que desenvolveu fora do país.

Eu, Bruno Accioly trabalho com desenvolvimento de projetos de Comunicação e Mídia Digital na dotWeb, particularmente me concentrando na implementação e implantação de redes sociais e ferramentas para gestão de conteúdo para mídia alternativa – sem falar de ter fundado o Conselho SteamPunk, a Rede Social de Literatura Fantástica aoLimiar e ser editor do OutraCoisa.

Pensar o Futuro e Fazer o Futuro são duas coisas diferentes. Pensar o Futuro é um misto de inteligência, criatividade, medos e desejos; enquanto Fazer o Futuro é trabalhar no presente no sentido de construir o sucesso de novidades que nos permitam ter a segurança para continuar fazendo isso.

Para mim e para os meus amigos mais próximos o futuro é exatamente o que era antigamente: Surpreendentemente próximo do que imaginamos!

Alexandre Maron mencionou, recentemente: “Meu receio é ver tudo aquilo que imaginamos finalmente implementado. E aí? Acabou?”

Tentamos manter a mente jovem, criativa, produzindo e ao mesmo tempo temos de sobreviver, nem sempre podendo abraçar os projetos que de fato gostaríamos de colocar em primeiro lugar.

Há um limite. Não sei quão além de 70 anos eu ou qualquer um de nós vai, mas daqui até lá ainda há tempo.

Enfim… se antigamente eu tinha mais tempo para Pensar o Futuro, no presente eu tenho muito mais tempo para Fazer o Futuro, inventar o amanhã um dia de cada vez!

O Coelho da Páscoa Odeia Você!

February 23, 2010  |  Bobagens Adoráveis  |  No Comments

Eu simplesmente adoro este vídeo e não tenho vergonha de publicar ele aqui mesmo sendo mais velho que “Música Lenta”.

O que você acha que o Coelho da Páscoa faz nos outros 364 dias do ano?

Fazer o que?! O trabalho do cara é um inferno. Ele é um coelho que em um único dia tem que se virar pra colocar ovos! E de chocolate!

Pra piorar? Ninguém acredita nele!