Philips DVP 3360K/55 HDMI e novo Firmware

Ao longo de 10 anos colecionei cerca de 750 títulos originais em DVD e, quando de minha última mudança, foram necessários 6 caixotes para transportá-los.

Perdem-se alguns, alguns afanam outros e é essa a vida do colecionador, um dinossauro que ainda acredita na tangibilidade dos produtos e em sua perenidade.

Não precisei de 10 anos para descobrir que a qualidade do produto que eu insistentemente colecionei era – com poucas exceções – frequentemente ruim. Extras existentes nas versões americanas que simplesmente não vinham para o Brasil, papel com qualidade duvidosa, falta de padronização de um box para outro e até a descontinuidade na produção de boxes de uma dada série – que você só comprou em DVD porque acreditou que iam respeitá-lo como consumidor.

Estamos em uma época estranha, magnífica, onde as produtoras – e os próprios produtos – estão em uma encruzilhada, sem saber bem pra onde ir ou como se resolver.

A TV a Cabo demora um tempo incomensurável para transmitir no Brasil o que já está disponível no Pirate Bay poucas horas depois de passar nos EUA; o crime organizado trafica filmes piratas em quantidades homéricas; as lojas vendem DVDs a preços exorbitantes; e, ainda assim, DVDs não param de voar das prateleiras.

Sou um apaixonado por filmes. Adoro ter o produto em minhas mãos, sobretudo nas raras vezes que se trata de um produto bem cuidado.

Como consumidor bem informado eu sei que minha licença de compra exige que eu não efetue uma cópia de segurança de meus 750 itens de colecionador que – como toda media de armazenamento – tem uma vida útil limitada.

Segundo as normas estipuladas na licença, o produto, na verdade, não é meu. O que é meu é o produto naquela dada embalagem. É como se eu pudesse comprar um livro mas não pudesse fotocopiá-lo para levar para a praia e ler sem danificar as páginas.

Paciência… vou virar um contraventor e vou passar TODOS os meus títulos em DVD para Discos Rígidos externos, provavelmente em formato arquivo.

Paciência… os DVDs que já estragaram ou foram perdidos eu vou baixar da Internet porque eu já paguei por eles.

Paciência… não conheço muito mais gente que, como eu, gastou tanto em DVDs ao longo destes 10 anos de consumo exagerado.

E, depois do desabafo, dou a dica de uma ótima compra: o Philips DVP 3360K/55 é uma DVD Player com saída HDMI, entrada USB 2.0 frontal, reprodução de DivX (ultra) e exibição de legendas no formato SRT. Tudo que um colecionador interessado em ganhar espaço no armário sonha para si (e por R$ 260,00!).

O aparelho é de ótima qualidade, ótima aparência e funciona maravilhosamente. E embora sua legenda exibida a partir de SRT seja um tanto quanto pequena, é possível baixar o novo Firmware e atualizar seu aparelho sem dificuldade, melhorando o aspecto da legenda e permitindo até a mudança de sua cor.

Basta efetuar o download do Firmware, descompactar o arquivo .BIN contido no pacote, salvar o arquivo em um pendrive, inserir o pendrive na entrada USB do aparelho e ligá-lo, seguindo as instruções na tela.

De fato não é possível conectar um HD externo diretamente na entrada USB e esperar que tudo funcione, uma vez que o conector não tem voltagem suficiente para alimentar o aparelho, mas com um HD externo que possua alimentação de energia via transformador, é plenamente factível montar uma central de media por um preço bastante razoável. [ATUALIZAÇÃO: Algumas pessoas estão conseguindo conectar seus HDs sem alimentação externa (link)]

Agora é fazer a cópia de DVD por DVD para arquivo e ir organizando tudo nas pastas e mais pastas do HD, sempre fazendo backup de tudo e podendo revisitar as obras sem medo de elas serem destruidas pelo tempo, afanadas por engraçadinhos ou perdidas por ex-namoradas.

É contra lei copiar de uma media para outra? Sinceramente? Com o dinheiro que eu já dei pra “vocês?

Paciência!

Download do novo Firmware
Philips DVP 3360K/55 HDMI

Hitler não foi um Monstro

…e seria lamentável se acreditássemos que foi.

Pode parecer chocante a afirmação, contudo há um motivo muito bom para que não acreditemos que Hitler era um monstro, uma aberração ou uma anomalia: não podemos deixar que isso aconteça novamente.

Acreditar que um tirano seja algo diferente de nós mesmos é desconhecer a História e tentar achar uma explicação simples para entender algo sem se dar ao trabalho de estudar o indivíduo e sua ideologia.

Hitler não chegou onde chegou devido a ser uma criatura maléfica, mas justamente através do constante discurso carismático e equivocado que oferecia explicações simples, auto-indulgentes e que apelavam para o orgulho daqueles que os conheciam e, mais tarde, de toda a população alemã.

As crenças de Hitler estavam profundamente enraizadas nas ideologias propostas por autores conhecidos e conceituados na época – em alguns casos mal interpretados – que professavam a importância do ideal nacionalista, do patriotismo, da legítima possibilidade de a miscigenação ocasionar problemas genéticos, da idéia de que a Igreja Católica minava a cultura germânica, da noção de que os outras raças não eram confiáveis por natureza e de que tinham agendas prejudiciais para o povo alemão e a crença de que a herança genética alemã vinha diretamente dos fundadores de Atlântida.

Este é o estrago que ideologias podem fazer. Ao tecer uma colcha de retalhos e fazer com que cada pedaço cumpra uma função, o padrão emergente pode se fazer parecer coerente e atraente, sobretudo se este adula ao mesmo tempo que culpabiliza terceiros de forma simplista pelos problemas complexos sobre os quais ninguém deseja pensar longamente depois de um dia estafante de trabalho.

Cada elemento utilizado pelo regime do Reich não foi mais que uma ferramenta e ferramentas podem ser usadas de muitas maneiras. Hitler, a todo momento alardeava o Socialismo, o Patriotismo e a Ordem como sendo elementos importantes para o povo alemão, e não era mentira! Mas é possível contar uma grande mentira repetindo um conjunto interminável de verdades.

Dificilmente uma população é capaz de perceber os absurdos sócio-político-culturais que estão sendo empreendidos bem diante de seus narizes, sejam eles sacrifícios humanos, a inquisição, a escravidão, o assassínio, o desfiguramento, a plástica ou qualquer prática que transforme um grupo em parte do problema e outro em parte da solução – digamos – como separar pessoas gordas de pessoas magras, fumantes de não fumantes, comedores de carne de vegetarianos ou “pessoas feias” de “pessoas bonitas”.

O próprio leitor, ao ler o parágrafo acima, pode ter achado que são maus exemplos, no entanto, acreditem, todos eles são exemplos válidos e legítimos… e não só porque eu quero que sejam!

Acontece que é nas questões polêmicas, de um modo geral, que reside a monstruosidade e não no Partido Alemão Social-Nacionalista dos Trabalhadores (Nationalist Socialist German Workers Party – NAZY)

Ao esquecermos que dilemas morais vão existir sempre e ao escolhermos um dos lados como sendo o correto, se temos em nossas mãos o poder, acabamos por se injustos com toda uma corrente ideológica e, arbitrariamente, punimos a classe desfavorecida, por vezes fazendo-a mudar de vida (o que já é questionável moralmente) ou, por vezes, gerando uma tensão social desnecessária e que, caso continuemos o processo, vamos acabar reprimindo por força do poder executivo.

Fumar faz mal ao fumante, não se tem total certeza se faz mal ao não fumante – embora os incomode – no entanto, cada vez mais, criamos dificuldades para que o fumante fume em público o produto que nós (o Estado) o incentivamos a comprar por não proibirmos sua venda e por recebermos os impostos sobre sua comercialização.

Pior ainda, hoje, se o fumante fuma em um estabelecimento comercial, com o fumante nada ocorre, mas o dono deste estabelecimento é culpabilizado, não tendo ele cometido qualquer delito, uma vez que só se deveria julgar os indivíduos pelos seus atos. Tensão social desnecessária.

Proibir o cigarro? Isso poderia criar um mercado negro… tráfico…

É um cobertor curto pelo simples motivo que é um dilema. Dilemas serão sempre dilemas. Pode-se sim assumir uma política forte de combate ao cigarro, é claro, contudo, é curioso não havia tantas reclamações quanto ao consumo de cigarros há 15-20 anos atrás. É curioso que pais que fumaram por 20 anos agora digam para seus filhos que não fumem e que se argumente que cigarros dão câncer, quando todos sabiam muito bem que cigarros davam câncer desde a época em que cigarros eram “moda”.

Pois bem… Não fumar, agora, é moda, da mesma forma que fumar já foi moda. A pressão social para fumar, no passado, foi substituída pela pressão social para não-fumar.

E o que tudo isto tem a ver com Hitler e com sua condição de ser ou não um monstro? Tudo.

São as pequenas coisas, as ideologias coerentes, os exageros aceitáveis, que vão tolhendo nossas liberdades civis e transformando o mundo em algo que não se deseja.

“O Cigarro é uma epidemia e faz mal… temos que combatê-lo”, é uma frase tão boa quanto “a obesidade é uma epidemia e faz mal… temos que combatê-la”, ou, “o consumo de carne é uma epidemia e faz mal… temos que combatê-lo”. Você vai achar argumentos ótimos defendendo ou atacando estas frases. O fato é que arbitrar sobre questões éticas e morais não é simples e é muito triste que, cada vez mais, as bandeiras levantadas a favor ou contra este ou aquele assunto, não tenham qualquer relação com o assunto em si.

O sentido íntimo do combate ao cigarro, a CPMF, às armas de fogo ou a maconha tem muito menos relação com os problemas ou soluções oferecidos por estas questões do que garantir a dado político que uma população o entenda como sendo “o sujeito que tentou resolver o problema”, problema este que, muitas vezes, sequer é um problema.

As grandes questões sociais saíram das mãos do povo há muito tempo – se é que já estiveram em suas mãos – por falta de qualificação. Não fomos ensinados a pensar, não fomos ensinados a julgar, nos privaram de uma educação clássica e todo nosso construto cognitivo usado para julgarmos nossa realidade se baseia em preconceitos, propaganda e programas de televisão.

Não conseguimos mais culpabilizar apenas o culpado e, muitas vezes, culpabilizamos quem é inocente; cada vez mais escuta-se por aí que “a ditadura é a solução”, independente de tantos anos de história que nos mostraram o contrário; e um individualismo crescente se mistura a um medo crescente da violência e a uma sensação de ser injustiçado por um Estado que parece não ter mais jeito.

Estamos no ponto certo… um pequeno empurrão de alguém um pouco mais ambicioso, com planos de apelar para nosso orgulho e para nosso desejo de não termos culpa de nada e acabaremos no mesmo lugar que todas as populações equivocadas e comandadas por tiranos já estiveram.

Valorizamos hoje o combate a Repressão, a época do Regime Militar, mas menos de 10% da população brasileira era contra o regime. Não foi diferente no passado, não é diferente hoje e não será diferente amanhã…

…no meu entender, os monstros somos todos nós!

Continuação do vídeo no YouTube

Atualização: Segundo comentário de Lorival Ferreira, “o Historiador norte americano Rynn Berry, em seu livro: ‘Hitler: Neither Vegetarian Nor Animal Lover’, desmente o mito com farta coleção de documentos.”

Leila Lopes reencarna em Caroline Figueiredo e quer Matar Cachorrinhos

Leila Lopes não estava brincando quando, em seu bilhete de suicídio, explicou que não estava se suicidando, mas indo para perto de Deus e engrossando as fileiras de almas que vão zelar pelo mundo, mudar a vida das pessoas e – por horas e horas e horas – fazer a diferença até que o último pequinez pereça ante a força da Palavra!

Eis que a primeira vítima de Leila, após sua batida de botas e suas palavras proverbiais de que “não há lugar como o lar”, é Caroline Figueiredo, ilustre desconhecida que vinha sofrendo do mal vivido por boa quantidade dos atores e atrizes em início de carreira na Globo: trabalhar em Malhação.

Leila Lopes, mais conhecida – antes do surto – como “A Professorinha Lu”, “A Professorinha Virgem” ou mesmo “a tesudinha daquela novela”, sempre teve uma carinha e jeitinho daquelas evangéliquinhas lindas que a gente vê nas brochuras de igreja, mas nunca encontra pessoalmente. Ao envelhecer (mal) seus problemas cognitivos e seu caminho de luz em direção à divina graça se agravaram profundamente, o que pôde ser constatado em seu depoimento sobre o incidente que ficou conhecido como “Berenice Segura”!

Como se já estivesse no Céu, Leila Lopes estava já despida de preconceitos, intolerâncias e noção e, talvez por isso, decidiu render-se a uma nova carreira, onde poderia de corpo e alma, se entregar, se doar e usar do suor de seu rosto para dar duro no sentido de fazer um mundo mais feliz. Em “Pecados e Tentações”, da coletânea “Brasileirinhas”, Leila matou a cobra e mostrou o pau. Não satisfeita, sentou em cima, fazendo questão que o filme fosse “de verdade”, inspirado em Nelson Rodrigues, com cenários de época, pai, irmã, seminarista e tudo que seu corpinho tinha direito, deixando o protagonista masculino entre o Ú e a Espádua.

Formada em uma faculdade de letras, artes cênicas e jornalismo – com DRT 2233 (sério… ela disse isso…) – Leila Lopes continuou sempre a mesma, e foi arrebatada por um frasco de pílulas sagradas que a levaram para o lado do pai. Tudo muito Rodriguiano.

E foi numa tarde de sexta feira, linda, maravilhosa – dia das tempestades, dia dos ventos, dia de Inhansã… Santa Bárbara – que Carolina Figueiredo, pedindo luz, luz, luz, inspiração e caminhos abertos (por horas e horas e horas) foi possuída por Leila, uma história de amor, carinho e loucura… que o Kibe Louco nos fez o favor de compartilhar, sugerindo um magnífico final, digno tanto de Carolina Figueiredo quanto da Professorinha de todos nós, que tanto deu de volta para o mundo da tele e pornodramaturgia brasileira.

Isto tudo me faz lançar campanha pela ida ao Jardim Bortânico para acabar com nossos pequinezes interiores e para evitar, a todo custo, que mais pequinezes invadam nossos corpinhos imaculados!

Creative Commons

Tudo é mais fácil quando não precisa de intermediários…

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Futuro da Imagem II

Mais um vídeo interessante a respeito do que o futuro nos reserva em termos de imagem em movimento e edição.

O potencial da tecnologia apresentada abaixo vai favorecer em muito o cinema e o futuro das câmeras de vídeo (com um pouco mais de pesquisa).

Completar imagens em movimento com imagens paradas de melhor qualidade pode fazer grande diferença e só agora isso é possível, graças ao artifício matemático de decupar a profundidade das imagens a partir de uma análise de matizes espectrais e interpolação de vídeo, aumentando a resolução de vídeos em até quatro vezes e resolvendo questões de trepidação de imagem.

Para o tratamento de vídeo e edição não existe paralelo, hoje, para estas técnicas.


Using Photographs to Enhance Videos of a Static Scene from pro on Vimeo.