“Eu, Robô”

Pipocão que vale a pena e que foge aos padrões (baixos) de Hollywood

>Como ávido leitor de Asimov na minha adolescência, fiquei muito feliz quando ouvi falar que mais um filme fazendo alusão ao universo imaginado por ele estava saindo do forno. Fiquei dividido, contudo, quando tive a oportunidade de ver o trailer. Robôs pulando, quebrando tudo e atacando seres humanos!

Não é que nos contos e livros de Isaac Asimov isso nunca acontecesse, mas não soava muito asimoviano retratar robôs daquela forma. A sensação, basicamente, vinha do fato de Asimov não tratar robôs e seres humanos de um ponto de vista meramente maniqueísta.

Asimov, ao tratar das possibilidades da integração de robôs na sociedade humana, fazia-o com sensibilidade e imaginação, intencionalmente ou não ressaltando limites e atributos humanos no que concerne a sua tolerância e a sua capacidade de se relacionar consigo mesmo.

E o que dizer do filme que fui ver neste fim de semana? Em uma frase: Surpreendentemente bom!

Sério. Eu não esperava que o filme conseguisse unir a tendência à produtização do Cinema de hoje e a aderência às premissas do universo de Asimov e da própria adaptação cinematográfica.

A necessidade de atender um intervalo maior de demografias acabou não fazendo diferença quando o espectador nota que não estão tentando distraí-lo com os efeitos especiais, apenas usando-os para contar a história.

Acabou sendo uma adaptação bastante razoável do universo de Asimov e bastante inspiradora enquanto filme.

Se você discordou de tudo o que eu disse até aqui, saiba que eu gostei também de “O Homem Bicentenário”. Qualquer protesto é só dar uma sarcasmeada aí em baixo.

Similaridade

Um dos “tremendos brunismos” do qual sou acusado

Tudo começou quando, aos quinze anos, no colégio, eu avistei separadamente três pessoas e, olhando para seus rostos, tirei a conclusão: “São irmãos!”.

E não é que eu acertei?!

Venho fazendo isso há tanto tempo com pessoas, acontecimentos, conceitos que, por vezes, fica até difícil de alguém concordar comigo que alguém, algum lugar ou alguma coisa são, sob algum aspecto, semelhantes.

Pode até ser uma forma de loucura, admito, mas sabe aquele dom, aquele talento escondido, que você tem e que ninguém sabe ou nunca notou que você tem? Pois é… faço isso há tempo demais para não ter percebido que, por vezes, é bastante útil e me ajuda a chegar a conclusões muito interessantes.

Dá pra escrever um livro acerca disso, claro. Nem vou aqui começar a falar de como esse talento obscuro me ajudou a elaborar uma metafísica da Engenharia de Usabilidade ou a engendrar toda uma filosofia de vida baseada em tolerância… do contrário você largaria esse post às moscas.

Quem teve a oportunidade de assistir a série “Perdidos no Espaço” deve se lembrar de uma menininha que fazia o personagem Penny Robinson, que o dublador fazia toda questão de mencionar em voz alta nos créditos. Tratava-se de Angela Cartwright, uma verdadeira sensação na época.

Muitos e muitos anos depois, quando tive a oportunidade de ver “Alien – O 8º Passageiro” pela enésima vez, percebi que conhecia a atriz principal, e não era apenas de seu outro filme “Invasores de Corpos”! Aquele rosto, aqueles olhos, a estrutura óssea… minha cacholinha dodói entrou em curto quando a identifiquei como Angela Cartwright! Uma das girls next door dos anos sessenta! Penny Robinson! E fazendo “Alien”! Nada mais irônico e apropriado.

Angela
Veronica

Se as duas são a mesma pessoa? Não, não são. Eu errei… Elas são IRMÃS! A da esquerda é Angela Cartwright e a da direita é Verônica Cartwright. A da esquerda fez “Perdidos no Espaço” e “Noviça Rebelde”, enquanto a da direita fez “Alien” e “Os Pássaros”. Agora… veja a foto de ambas em “Noviça Rebelde” e em uma das séries dirigidas por Hitchcock.

Angela
Veronica

Como podem ver não sou assim tão louco – mas assumo… isso é um “brunismo” de marca maior!

Saber o nome dos atores – neste meu hobby – é o último recurso dos incompetentes, claro. Mas não fique assim tão assombrado. Eu também erro e, ontem mesmo, encasquetei que o Donald Pleasence (de “Fugindo do Inferno”), era parente do Brent Spiner (o Data de “Star Trek – Next Generation”). Vejam por si mesmos:

Donald
Pleasence
Data
Brent
Spiner

Para os ainda incrédulos acerca de Angela e Veronica Cartwright, eis uma foto de ambas na “Jupiter II”, de “Perdidos no Espaço”.

Angela
Veronica

Eu sou você amanhã…

Como dizia o velho deitado: “O destino ao Google pertence”

Talvez mesmo quem me conheça muito não saiba o tamanho da minha ambição.

A quantidade de coisas que faço e pretendo fazer é colossal. De ensaios a poesias, de contos a livros, de filmes ao exercício da filosofia!

Tudo, claro, com a maior fé em mim mesmo que consigo ter, dosando presunção e auto-confiança da melhor forma possível.

Imagino se somos todos assim, ambiciosos para além da medida do razoável, otimistas presos nos corpos de cínicos desesperançosos.

Não sei você, mas volta e meia procuro meu nome junto a Deus – você sabe, o Google – na esperança de que mais um link esteja ali presente, que mais uma vez o Deus ex Machina que domina a Internet tenha se voltado para mim e percebido mais uma de minhas convulsões cognitivas.

Estupefato acabei encontrando meu nome relacionado a uma de minhas grandes ambições: fazer filmes independentes – assim, sabe? Como quem escreve um livro ou pinta um quadro.

Segundo o Google eu havia feito já mais de dez filmes e continuava dirigindo-os e publicando na Internet, tudo como sempre quis fazer!

Em um arroto de esperança, passou-me pela cabeça dodói, que era eu aquele ali e que, de algum modo, o Google cometera uma gafe e passara a acessar na web fatos que ainda estavam por ocorrer.

É… seria maravilhoso se fosse possível… acessar o Google e ter um encontro com o próprio futuro.

Antes que me passe pela cabeça colocar no papel essa historieta, tive a oportunidade de navegar até a AK Filmes – onde o Google foi achar meu destino – e descobri que o tal Bruno Accioly é até bastante prolífico e seus filmes, dadas todas as restrições técnicas e atores pouco capazes, faz até um bom trabalho (por favor não comparem com as produções de Hollywood, que hoje são sinônimo de Cinema).

Dêem um pulo no site do sujeito. Vale a pena. E um dia, quem sabe, meus links lá no “eu que fiz” vão levá-los a minhas modestas mas honestas produções.